sábado, 20 de abril de 2013

ESPERANÇA





No âmago sereno de cada vivente
Aninha-se o ardor benfazejo da esperança.
É flor que renasce na mente pensante
A cada ideal de amor e bonança!

É a força motora dos feitos gigantes
De inventos fantásticos e régias missões.
É virtude inconteste dos pioneiros vagantes
É ato regente de idealizações!

Quando a noite da alma perde o luar,
Fechando suas pálpebras
Em taciturno insuflar:

Buscai guarida em seu íntimo de paz,
Ultrapassando gólgotas crepitares,
Para trazer a cada mágoa: uma nova fé!



Autoria:  Antenor Rosalino

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ÂNGELUS






Reflexos indizíveis de luz
Afloram-se multicores,
No manto que cobre a Terra
Na hora em que a natureza
Presencia a multidão
Pouco a pouco ajoelhar-se
Em reverência incontida
Pelas bênçãos recebidas!

Hora divina, serena...
Sinos que tangem altaneiros!
Sopro de vida que encerra
A humanidade seguindo
De mãos dadas no eflúvio
Dos cânticos em sons uníssonos
Exaltando doces preces!

Nos céus soam trombetas...
As montanhas silenciosas
Ecoam os cultos e cânticos
Dos estros em tons poéticos!
E tudo chega ao pináculo
Quando Deus abre os seus braços
E abençoa toda a Terra.     



Autoria:  Antenor Rosalino

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A VOZ DO CORAÇÃO





Nos momentos aflitivos,
quando a alma sôfrega aventa
no labirinto dos pensamentos
as lágrimas de dor,
uma voz se faz ouvir:
é a voz do coração
- refrigério súplice das
profundezas do nosso âmago -,
que ecoa em transcendente bênção divina,
insurgindo corolários de um destino
que induz ao enternecimento vívido
da ternura de um frouxel de ninho.

Essa voz, quando ouvida,
transmuda as chagas em cicatrizes
e o exaspero do pranto e da saudade
em lágrimas vindouras de esperança,
na inovação da felicidade
esquecida e postergada!



Autoria:  Antenor Rosalino

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ESTRO POÉTICO




                                 


Não sou possuidor
Da laudável inspiração
De um poeta maior,
O qual vive a plenitude
De outro mundo,
Onde os sonhos transcorrem
O tempo todo,
À luz do seu infindável dédalo
De ricas fantasias
Do seu engenho poético!

Sou um poeta menor,
E a gratidão domina o meu ser,
Pois quando deixo
As palavras abstratas
Que enfeitam a vida,
E o labirinto dos meus pensamentos
Devolvem-me a realidade esquecida,
Desfruto os momentos diversivos.
Investigo as emoções
E entrego-me à dádiva
Do plácido viver no plano terreno,
Onde tão pouco tenho a dar
E tanto tenho a agradecer.



Autoria:  Antenor Rosalino

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Sob o silêncio estelar

                   
                 


                      No silêncio dos céus,
                      Ainda há o brilho das estrelas
                      Carregando mensagens...

                      Um carrossel multicor enfeita
                      Um céu de esplendor
                      Em todas as direções.

                      No silêncio das árvores,
                      Ainda há o agitar dos ramos
                      Movidos pelo vento...

                      A aragem tocando as folhas das árvores
                      É como um hino sublime
                      De louvor à natureza.

                      No silêncio daquela alma,
                      Ainda há o palpitar de um coração
                      Querendo despertar...

                      É como o nascer de um poema
                      Latejando no mais íntimo do ser,
                      Esperando o momento de imortalizar-se.

                      No silêncio, somente neste silêncio,
                      Fito a amplidão dos céus
                      E compreendo o firmamento...

                      Na calmaria do arrebol carmesim,
                      Dorme sereno entre os cântaros,
                      O meu pé de alecrim.


                      Autoria:  Antenor Rosalino e Maria Cristina Bonetti

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PIERRÔ

                                                            
                                                                             


A cidade engalanada veste-se de alegria.
O negro asfalto debruçado nas avenidas
Traz em seu bojo, confetes e serpentinas
Derramadas em gradual mudança de cores!

Os folguedos carnavalescos
Abrasam as almas dos foliões,
Conduzindo-os sem modorra
À embriagadora emoção!

Em meio a  palhaços e doidivanas
Segrego suspiros de solidão
Disfarçados na multidão!

Sou pierrô sem colombina a vagar...
Desfilando a minha dor
Com sorriso no olhar!



Autoria:  Antenor Rosalino

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A VOLTA

  


                     
 



Deixei no passado distante,
Entre o viver e o sonhar,
Nos mimos equidistantes:
As cantigas de ninar!

Caminhei sem laços de afagos,
Buscando outro céu encontrar,
E viver sem elos de amparos...
Sem ter horas pra voltar.

Seguindo a estrada aberta,
Visionando miragens belas,
Vi o mar agigantar-se
Com o furor das procelas!

Percorrendo incontinente,
Esse caminho banal,
Meu coração foi sentindo
Nostalgia sem igual!

Como pude crer na vida
Longe das vinhas que a animam,
Se as aventuras são prismas
De inverdades daninhas?

Hoje volto ao meu passado...
À minha sonhada paz:
Onde estão os santuários
De batéis a navegar!

Onde vejo as castanitas
Nas areias cintilarem
No plenilúnio que abriga
Olhares a vicejarem!

Sinto na alma a divícia
Dos afetos do meu lar,
Onde flui a doce vida
E o amor é singular!



Autoria:  Antenor Rosalino

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