sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

LÍVIA

 

Homenagem à minha netinha Lívia


   

 

Nesse dia o mundo se descortina para

Lívia, minha segunda netinha,

Que nasce repleta de amor

E vem povoar seu lar com esperança.

 

Ser avô é sentir essa felicidade

De voltar a ser criança.

Assim me sinto e a vejo

Como uma estrelinha refletindo sua luz

Por onde sua presença divaga.

 

Ainda que eu tivesse um coração de pedra

Não resistiria a esse momento.

E me sentiria bem mais dócil

Para desfrutar comovido de sua companhia.

 

No encanto de um poema

Desprendo-me de cansaços

Sinto-me vivo em cena inocente e pura

E lhe desejo  um viver feliz

Nas asas leves das auroras.

 

                         

                            Antenor Rosalino

 

 

       (Foto da Lívia aos 4 anos de idade)

 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

ODE À LORENA

Homenagem à minha netinha primogênita

   


             ODE À LORENA


Sob um céu claro e límpido,

Quando as flores outonais

Ostentavam o seu fascínio,

Nasceu Lorena!...

Fruto de amor perfeito

E laureada de bênçãos divinais,

Brinda o lar e a vida

Com pureza cândida, sublimar!


A sua inocente luminescência,

Dissemina alegria nos fulgores das auroras.

E assim florescerá a sua vida,

Regada a pétalas de rosas.


Que os dias que a esperam

Sejam glorificados pelo mesmo amor e paz

Que imperam no aconchego

E no conforto do seu lar.



                                  Antenor Rosalino

 

 

(Foto da Lorena aos cinco anos de idade)

 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

MEUS FILHOS




 

        Neste dia em que a inspiração

        Eflui em mim, inusitada,

        Veio-me num átimo de encanto

        As lembranças das nossas vidas

        E tudo o que vivenciamos

        E aprendemos com alegria.

 

        Tantas foram as emoções

        Que, para exteriorizá-las

        Como eu as sinto nas vísceras,

        Meus versos não podem conter ágmas;

        Necessitam da mesma pureza

        Que eternizam deuses, crisálidas!

 

        Tenho a alma plena, meus filhos,

        De profunda gratidão,

        Pela dadivosa experiência

        De tê-los no coração.

        E assim seremos sempre unos,

        Mesmo entre implexos, desvãos...

 

        Nossos momentos felizes serão

        Como lendas perpétuas na memória

        Vicejando e permeando

        Certas inglórias, mas muitas vitórias.

        Sentimos a senda divina

        E construímos felizes histórias.

 

        Volto o pensamento aos céus

        Pedindo a Deus proteção

        Aos teus sonhos felizes de paz,

        E que o legado da minha intenção

        Possa exemplá-los sempre mais

        Para a paz em construção.

 

        A vida segue ininterrupta

        Como rios buscando mares longínquos,

        E assim seguimos nosso caminho,

        Longe dos abismos de descaminhos,

        Até mesmo quando os ocasos

        Efluem lágrimas em nossos ninhos.

 

                              Antenor Rosalino       



   (Natal de 2010) 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Ode à Marilene

 

Homenagem à minha esposa


         

            O céu azul aberto e livre

            E meu coração a pulsar

            Em perfeita analogia

            Como as ondas trépidas do mar.

 

            A natureza em festa...

            A timidez deste olhar!

            Prazeroso antagonismo

            Que me leva a te amar.

 

            Anjo bom...,  me guarda e ensina

            Em constante companhia.

            Quero-te sempre perene

            Minha meiga Marilene!

 

            Num gesto grato e sensato,

            Tomando-te as mãos delicadas,

            Oferto-te meu abraço,

            Eternizando este enlace.

 

            Não fora esta união plena,

            Em doces laços de afeto,

            Minha vida incorreria

            Em profundos desafetos.

 

            Quando um dia, implacável,

            O tempo nos separar,

            Ainda assim, em outro plano,

            De mãos dadas seguiremos

            O divinal curso estelar.


                     Antenor Rosalino

 


 (Foto de álbum de casamento - 1978)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

MEU PAI

 

Ao meu saudoso pai

                            

       

Pai, trago em minhas mãos marcadas e lívidas

As lembranças rebuscadas do teu passado

Que o tempo em suas nuanças ininterruptas

De alegrias e tristezas não as consegue dissipar.

 

Ah!  Meu pai: seleiro e sapateiro...

Tão trabalhador, honesto e enérgico,

Mas, ao mesmo tempo, sereno

E sensato em suas firmes decisões.

Que saudades de ti, meu pai!

 

Fostes dormir naquela noite fatídica de verão

E, pela manhã, o estarrecimento: tu estavas morto, meu pai!

Quisera, então, embalar-te em meus braços, porém, tão criança,

Não tinha forças e estas se desvaneciam ainda mais

Com o pranto de minha mãe, a abnegada esposa de toda a tua vida

Deixando cair incontidas e reluzentes lágrimas no meu leito.

 

O comerciante, fabricante de capotas para veículos, arreios

E calçados para deficientes físicos se fora, num tempo em que

Tais serviços tinham valor incomensurável.

 

Teu coração te traiu, meu pai!

E o que ontem eram dores tuas, hoje eu as faço minhas.

E me sinto distanciando-me sempre mais da vida

Para encontrar-te no teu refúgio de paz infinda

E esquecer as minhas ilusões níveas..., perdidas.

 

                                     Antenor Rosalino

 

 

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

AMOR MATERNO

 

Homenagem à minha saudosa mãe.

          

                 

                     Não há nada comparável

                      Entre amores sempiternos,

                      A essa afeição indelével

                      Do infinito amor materno.

 

                      Carregando o frágil filho

                      No colo de veludez,

                      Não há mácula: só encanto

                      Nessa terna languidez.

 

                      A sua presença ornamenta

                      Os douros palaciais;

                      Com a mesma dimensão consola

                      Os casebres em seus ais.

 

                      Sua sapiência infinda

                      Nos ensina o bem viver...

                      Amor despretensioso

                      Jorra  luz no anoitecer.

 

                      Oh, minha mãe querida!

                      Já não a tenho comigo,

                      Mas minha prece eterniza

                      Esse amor que lhe dedico.

 

                      Em meus sonhos mais queridos,

                      Oferto-lhe belas flores!

                      Fecho os olhos num sorriso,

                      Beijo-lhe a fronte com amor.

 

        

                                         Antenor Rosalino