sexta-feira, 22 de maio de 2026

FLORESCÊNCIA URBANA

 

   

 

              Na seara de um solo fértil,

              Existe uma cidade arvense,

              Acolhedora, aplainada na plenitude

              Da preciosidade de régias edificações,

              Sombreando vastas avenidas espraiadas.

 

              Emoldurada pelas ramificações

              Verdejantes de suas antigas matas,

              Mescla o verde com a modernidade

              Escultural do concreto armado,

              Trazendo saudades em ápices de progresso.

 

              Esta cidade é Araçatuba:

              Do alvorecer risonho iluminando a brisa,

              Das douradas tardes de sol,

              Da poesia das noites de luz

              E sonhos estelares...

 

              Esplandecendo magia paradisíaca

              Num lânguido e suave enternecer,

              Abre seus horizontes para o céu,

              Perpetuando quimeras e olor

              Com festivos tons de calor.

 


                               Antenor Rosalino

sexta-feira, 8 de maio de 2026

PERFÍDIAS


  


Não posso calar-me ou suprimir

Um ato de neurastenia, ao constatar 

Nas multidões pusilânimes,

O coro dos injustiçados,

Os suspiros de elegia

Ante as faltas de justiça

E de julgamentos equânimes.

 

São profundos sentimentos 

De prostração e melancolia

Ao atestar-se as barbáries

Crescentes a cada dia,

 

Advindas dos privilegiados,

Abastados de hipocrisias,

Ou daqueles cujas vidas 

Retratam apenas perfídias.

 

Proliferam-se os atos corruptos...

As instituições se enfraquecem,

Enquanto o respeito humano

Pouco a pouco desvanece.

 

 O vandalismo atuante

 Das facções de sandice

 Anulam os poucos espaços

 Da beleza urbana restante,

 Enquanto os donos das guerras

 Aumentam suas girices.

 

 

                      Antenor Rosalino