sexta-feira, 13 de junho de 2014

ESCRITOR



                                                        
        




       Nas horas silenciosas e calmas,
       A imaginação voeja em horizontes de sonhos
       E os escritos fluem abundantes,
       Como o rio buscando o mar!

       O tempo o veste de pureza na senda esculpida
       De suas letras pensantes e segue a jornada
       Do destino traçado buscando formas e exemplos simples
       No afã da literatura mais pura em sua plenitude.

       Sempre com olhos perscrutadores
       Voltados ao horizonte longínquo,
       Mas sempre atento a tudo e a todos,
       Possui o escritor mais alma?

       Está presente entre nós, mas ausenta-se, vez por outra,
       Como neve dissolvendo-se ao sol,
       Talvez em busca de inspiração, e volta,
       Num átimo inusitado, esculpido e decantado!

       E quando deixa a vida terrena,
       Rumo ao mundo das estrelas,
       Fica o perfume das rosas em suas lápides
       E, entre nós, um pouco do céu que nele existe.



       Autoria:  Antenor Rosalino

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domingo, 1 de junho de 2014



                                               


Acróstico a mim dedicado pela amiga
e poetisa Cida Maia Oliveira


Amor à poesia é o teu valor nos dias atuais.
Nada substitui o teu talento singular.
Tens sensibilidade que nos extasiam
Entre as flores nos caminhos a palmilhar.
No âmago do teu ser há beleza.
Ontem, hoje e amanhã serás luz
Roçando nossas almas com a tua beleza.
 


Retribuição à querida amiga
e poetisa Cida Maia.


Caminhando em veredas profícuas
Iluminadas de paz e de um lirismo embriador,
Despida de vaidades e disseminando ternura,
A tua presença terna e poética nos leva a entender estrelas!

Mãe abnegada, psicóloga de valor inenarrável,
Além de discorrer em versos de extremada beleza o
Indizível magneto da vida e do amor maior,
Avulta-se como um sonho enfeitando o mundo!

Os contextos de tuas odes amoráveis te divinizam...
Lira de sonhos! Poetisa do amor!
Infinitas irradiações amoráveis advêm
Verbalizadas em tua poética para
Encantar e energizar a tua legião de privilegiados leitores.
Inventividades líricas nunca se ausentam de ti.
Réstias e centelhas de luz divina
Abençoam o teu ser que sempre haverá de ser feliz.


                                           Antenor Rosalino



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quarta-feira, 28 de maio de 2014

CORPOR E ALMA



  Na solidão dos meus momentos de quietude em que sou dominado pela mais profunda paz, tive o pensamento voltado para os ideais humanos e a grandiosidade da alma.
   É sabido que não somos capazes de evitar as ondas de pensamentos bons ou ruins que invadem a nossa mente a todo instante. Entretanto, temos o poder de não dar guarida aos pensamentos que nos afiguram indesejáveis.
   Infalivelmente, o corpo humano não terá saúde plena se a mente estiver doentia, voejando em vales pecaminosos de desespero e dor.
   Analogamente, principalmente em nossos dias atuais, temos observado cada vez mais freqüentemente, uma preocupação exacerbada pela conquista de dinheiro e poder, e, na mesma proporção, a um acentuado e degradante descuido para com as coisas espirituais.
   O cuidado com o corpo físico é notória nas academias que proliferam sempre mais os centros urbanos.
   Evidentemente, fazer exercícios é fundamental para uma vida saudável e melhor ainda é a freqüência nas academias de ginásticas, mas é preciso fazermos com que o desenvolvimento e a saúde corpórea esteja em unicidade com a sublimidade da alma. Assim, estaremos agindo de forma coerente com os ideais sublimes e perfeitos para os quais fomos criados.
   É notório também, que, quando agimos em conformidade com esses princípios de unicidade, temos uma sensação de incrível prazer pela leveza da consciência cumprida. E este sentimento é o alicerce mais edificante e puro para que todos os nossos propósitos e projetos de vida possam consolidar-se em sua plenitude pelas vinhas da solidez e da sabedoria.
   Voltando ao desejo de bens materiais, façamos justiça com os empresários e latifundiários que visam o crescimento de seus negócios com a finalidade primordial, não de acumular riquezas, mas sim, de valorizar os seus funcionários, gerar empregos e ser útil à população. Estes sim mantêm atitudes abençoadas e elogiáveis, como todas as pessoas que, de uma ou outra forma, são úteis à sociedade e vivem em paz com a consciência.
    Por outro lado, são profundamente tristes e condenáveis as atitudes de pessoas inescrupulosas que não hesitam em prejudicar os semelhantes, se isso lhe convier, para atingir os seus propósitos gananciosos de poder, e muitas dessas pessoas já são agraciadas por grandes fortunas, mas não se contentam e dominadas pelo egoísmo, querem sempre mais... Com isso, distanciam-se da força espiritual que caracterizam os grandes nomes da história, a maioria dos artistas, literatos e, de forma peculiar, os poetas, filósofos e santos de todos os tempos.
     Convenhamos, sobretudo, que não há felicidade quando o corpo prospera, mas a alma decai.


Autoria:  Antenor Rosalino

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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Homenagem recebida do amigo
Divino Manoel (O poeta sertanejo)

AO POETA ANTENOR ROSALINO

Amigo, como o senhor, quero servir à Poesia,
Por isso, arquiteto, em silêncio, minha teia,
E nela imerso, estranho a tudo que me rodeia.
Minh'alma, como a tua, sonha, cisma, evoca, e cria.

Da letra para a letra, como o senhor, vivo na alegria,
E igual a ti, como o que feliz, o próprio pão semeia:
Teremos, assim, de ventura nossa vida cheia,
Repleta de sentimentos, beleza e harmonia.

Não troquemos, pois, nossa convivência fecunda
Por coisas fúteis, insensíveis, tão profundas
Que são sempre estéreis e enfadonhas. . .

E, em doce enlevo, esqueçamos os vãos rumores;
Jamais olvidemos nossas vozes interiores,
Que fazem realidade todos nossos sonhos!

a) Divino - (O Poeta Sertanejo)
05/05/2014 - 19h05m

(Publicado na página www.facebook.com/antenor.rosalino)



Retribuição ao amigo
Divino Manoel

Comovido, agradeço ao nobre poeta e amigo,
Delineando em versos advindos do mais profundo
Do meu âmago, a generosidade de tua homenagem, a qual,
Retrata esta amizade que me honra de forma sem igual.

Regozijo-me com a alegria do teu poetar de candura,
Advinda das profundezas de tua alma pura
Que recria, a cada dia, versos eternos, dissipando angusturas
De realidades sombrias e taciturnas!

Na íris do infindável mundo onde a poesia faz ninho
A tua lira se avulta como gorjeio de passarinhos
E alcança as estrelas com luminosidade e fulgor!

O indizível magnetismo crepuscular
Sob a amplidão do misterioso mar a vicejar
Reflete o fluir da tua poética neste céu de esplendor.



                                                    Antenor Rosalino

terça-feira, 13 de maio de 2014

O SER NO MUNDO


                                                    


  
    As catástrofes cada vez mais crescentes que assolam a humanidade tornam ainda mais acirrados os pensamentos de muitos, sobre a existência de Deus. Os terremotos, tsunamis, a violência em todos os sentidos estarrecem os quatro cantos do mundo.        Para os descrentes, uma pergunta é aventada: onde estará Deus nestas horas? A resposta é óbvia: fomos criados com livre arbítrio e por isso, podemos quase tudo. Temos o poder inclusive, de prevenir muitas tragédias naturais. Penso que, com o passar do tempo, o homem saberá livrar-se com bem mais precisão de tais tragédias, por meio de mecanismos bem mais sofisticados.
   Assim, podemos deduzir que, não fossem os sofrimentos, não haveria razão para evoluirmos. É evidente que, se não possuíssemos livre arbítrio, não poderíamos empreender fantásticas missões, fazer descobertas científico-tecnológicas das mais fascinantes e criar inventos extremamente admiráveis como o avião e, mais recentemente, a Internet que, indubitavelmente, faz com que vislumbremos maravilhados, um universo de conhecimentos, além de proporcionar perfeita interação entre pessoas de todo o mundo.
    Estamos sim, sujeitos às intempéries da natureza, mas podemos minimizá-las, procurando preservar o meio ambiente. É sabido que, em tempos idos, o homem convivia bem mais com a natureza e esta, como sempre, a desafiava. Mesmo assim, ela parecia escutar-lhe e também lhe falava ao coração. Pouco a pouco, o homem foi distanciando deste convívio talvez pelo desenfreado desejo de progresso cada vez mais crescente, ou por sua própria natureza. E hoje, em muitos casos, curiosamente é vitimado por sua própria insensatez. Faz maviosas descobertas e as utiliza tanto para o bem como para o mal. Por exemplo: cria a bomba atômica, mas ceifa a vida dos semelhantes e, insano, transforma edificações centenárias em destroços, num cenário desolador. Descobre procedimentos para o seguro tratamento da água que consome, mas polui com as próprias mãos, caudalosos rios serenos...
   Assim, a vida segue de forma ininterrupta, construindo alegrias e tristezas piramidais e estamos sujeitos a estas transmudações porque fazemos parte do seu domínio, mas, urge uma reflexão bem mais profunda, para que não fiquemos cada vez mais só no mundo.
                     


Autoria:  Antenor Rosalino

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sábado, 3 de maio de 2014

MAGIA


     
                                         


A essência que se faz em mim
Irradia os meus sentimentos
Como névoas do passado
Em faiscantes luminosidades,
Num oásis arvense e de esplendor!

A minha crença num sol diáfano
Iluminando e trazendo a paz desejada
A todos os corações
Faz com que o meu ser se revigore
Por uma luz incandescente e feliz.

As minhas letras pensantes
Insurgem sempre mais
Das lembranças rebuscadas.
E meu coração em prece capta o magneto universal
Em todas as direções.

O meu olhar esmaecido em sonhos
Vê, apenas, partículas divinas
Em cada planta ou flor!
E cada detalhe pulsante da vida
Transmuta o meu sentir em lira de amor sem fim.



Autoria:  Antenor Rosalino

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sexta-feira, 25 de abril de 2014

NATÁLIA

    

                                                        



    Com o pensamento envolto pelas névoas do passado distante, relembrei-me como por encanto, de circunstâncias vivenciadas no apogeu dos sonhos da minha adolescência.
    Naquela época, as ilusões e o romantismo afloravam o mais íntimo do meu ser, assim como ocorre naturalmente com os jovens nas primícias do amor.
    Os primeiros madrigais e nuanças das aventuras juvenis daquele tempo traziam o florir da inocência; diferenciava substancialmente das malícias muitas vezes deploráveis dos dias atuais.
    Nas minhas andanças costumeiras pela cidade, na época de então, em dia comum, mas livre das atribulações de praxe, que caracterizam quase toda a minha gente, o meu povo, encontrei Natália!
   O entardecer para mim se transformou; tudo ganhou mais sentido, mais colorido, mais razão para que tivesse motivo de contemplar ativamente tudo ao meu redor, e pensar...
   Foi repentino e encantador o meu encontro com Natália. A luminosidade de seus lindos olhos parecia adivinhar o meu pensamento e a minha admiração por sua imagem singela e calma que simbolizava, sobretudo, toda a beleza daquela tarde inesquecível, que fez meu coração pulsar com mais ímpeto, fremir enfim de contentamento por sua meiguice a me ensinar como dar valor ao verdadeiro sentido de um passeio, como laquear-me à natureza e viver e até sonhar!
   Natália parecia mesmo uma crisálida vinda do céu com a missão de fazer-me admirar sobejamente, com outro ângulo de visão, aquela tarde linda de sol e de céu claro, alabastrino...
   Quase não falamos de nós; parecia que estávamos presos àquele mundo diferente em que só víamos esplendor e maravilhas!
   As nossas conversas fluíam com pausas alongadas num magneto de ternura e, vez por outra, evocávamos a necessidade de tratarmos do nosso corpo de tal forma que pudéssemos ser dignos da pureza de nossas almas. Afinal, de que vale o progresso material se perdemos a alma?
   E foi assim, com essa pureza de sentimentos, mas com total encantamento que, repentinamente, Natália surpreendeu-me com a timidez de um beijo instantâneo, mas um tanto sedutor. E após um rápido e melancólico adeus, desapareceu entre penumbras tristes, deixando-me desolado como se eu estivesse solitário num continente perdido.
   Este episódio romanesco deixou-me perplexo por alguns momentos, como se na verdade, eu estivesse em estado hipnótico, e a seguir, as lembranças permearam de forma mais real as minhas vísceras e, aos poucos, apenas um sentimento nostálgico de inefável candura aventou-se na tarde vazia.
   Aquele adeus fixou-se em minha mente como um eco emocional. Seria Natália uma visão?
   Tenho apenas a certeza de que não se tratava de uma imagem vã de um sonho. E ficou gravada em minha memória, toda a sua meiguice e candura, e seu lindo nome: Natália!



Autoria:  Antenor Rosalino

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