segunda-feira, 6 de maio de 2013

A utilidade das mãos




                                                                   


É inenarrável a utilidade das nossas mãos, tão necessárias para os nossos propósitos de doar e receber amor, para o trabalho de cada dia e para os atos mais sublimes de solidariedade humana.

  As mãos estendidas retratam uma imagem de indizível encanto e ternura, simbolizando apoio, consolo e amparo.

  São incontáveis os poderes das mãos, com as quais, abraçamos os nossos semelhantes, acenamos nas despedidas com os nossos corações esmaecendo-se em saudades...

  As mãos súplices em prece suavemente abençoam e são abençoadas pelo Criador. Existem pessoas que, admiravelmente, transmitem energia com o simples toque de suas mãos, num ato de caridade e amor perfeito em momentos de sofrimentos e desesperanças.

  Para as pessoas despojadas de sentimentos altruísticos, as mãos, lamentavelmente, são ameaças: ferem, manuseiam armas mortíferas e disseminam maldição, agindo contrariamente às leis naturais para as quais foram criadas. Entretanto, ao ponto de vista normal, e para regozijo de todos os povos do mundo, as mãos podem muito mais do que isso: além de trazer amparo e exteriorizar o amor, constroem a paz social, edificando sempre, em manuseios abençoados de pesquisas científicas, fabricação de vacinas para a imunização das mais variadas doenças, medicando enfermos, contribuindo decisivamente para a construção de casas, edifícios, templos apolíneos, escolas, hospitais, etc..

   Com as mãos, pilotamos aviões, dirigimos carros, varremos ruas, tocamos instrumentos musicais, pintamos telas, esculpimos, e, sobretudo, além de tudo, escrevemos, delineamos em versos ou em prosa os sentimentos que os nossos corações evocam no afã de deixarmos para as gerações vindouras, a certeza de que nada é mais importante do que fazermos no presente, algo que fique imortalizado na incerteza da posteridade.



Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da Internet

quarta-feira, 1 de maio de 2013

FLORES NA JORNADA




                    
  

                ... E mesmo se difícil a jornada for,
                Antúrios, hortênsias, angélicas, cravinas,
                Crisântemos, gardênias, lírios, narcisos...

                Girassóis, margaridas, rosas, tulipas,
                Acácias, azaléias, camélias...,
                Falarão de amor!


                O lastro do perfume das flores
                Sob um céu constelado,
                Enternecerá a alma desfazendo-a em

                Ternuras incontidas, odes apaixonantes,
                Sonhos de primavera, murmúrios de cascatas,
                Arrulhar de passarinhos, cânticos angelicais!


                Entre fontes que rumorejam:
                Abraços acolhedores, olhares no infinito...

                Mãos justapostas
                E lábios que fagulham
                Nas asas douradas da aurora.


                                             

                Autoria:  Antenor Rosalino e Maria Cristina Bonetti

                Imagem da Internet
                

NA ILUSÃO DA NOITE




  


A prata do luar afaga o pranto
E reflete em sonhos a estrela distante,
Que navega serena
Em espirais de encanto!

No silêncio da noite, o orvalho cadente
Banha rosas e abrolhos
Desnudando segredos
Da minha alma saudosa!

Redemoinhos, por vezes,
Trás canções de tristeza,
Mas desfaço as lembranças
E retorno às certezas:
Certezas de um tempo
Em que os anestésicos de sofreguidão,
Serão difusas folhas mortas,
Indiferentes ao coração.



Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da Internet

DOIDIVANA





No seu mundo diversivo
De prazeres sensuais,
As paixões são sempre ardentes
Em quiméricos madrigais!

As volúpias de carícias
Em toques extasiantes,
Culminam a sobejante entrega
Nos seus dias sempre iguais.

As entregas amantíssimas,
Os beijos mais ardorosos,
Despojam os preconceitos
No ápice do ardor maior!

Nos seus dias de crisálida,
Fantasias e ilusões,
O seu mundo se resume
À meia luz do divã!

O futuro já não importa,
Os amantes multiplicam-se,
A entorpecida boemia
Dita as regras do amanhã...

Amores? São passageiros...
E breves são seus momentos.
Na passarela afrodisíaca,
Não desfilam sentimentos!

Um dia, a pobre donzela
Dá sinais de decadência.
As rugas mais ostensivas
Afastam os amores calientes.

Nada plantou pra colher...
A beleza desvaneceu-se!
E hoje as lágrimas sentidas
Caem soltas no tapiz!



Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da Internet 


LIRISMO





No manto azul dos meus sonhos,
A poesia se espelha
No fascínio da aurora
E em plácidos lagos azuis!

Nesse meu mundo encantado,
Há bosques misteriosos
E cordilheiras formosas
Permeando os jardins.

Entre saudosos suspiros,
O meu estro de tão lírico,
Torna-se eterno poema,

Em que as mais belas crisálidas
Vencendo abissais e mares,
Coloram a paz que há em mim!



Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da Internet 



terça-feira, 30 de abril de 2013

O JARDIM DA ALVORADA



                 


                Quando falas de amor
                Sinto a Rosa adormecer em teu olhar!
                Esmaece a minha alma em sonhos
                Na ternura dos beijos matinais!

                As palavras soam docemente,
                Como o eflúvio do poetizar das cascatas
                E das cachoeiras em escarcéus
                Magnetizando o mundo em tirolesas ao léu!

                Os afagos da brisa fazem-me dormir
                Nos braços da borboleta sorridente
                Que chega leve no aquarelar
                Pincelando o jardim do meu olhar!

                Sussurra a lagarta quase moça
                Os besouros da alma despertam!
                Bendita manhã do agora
                Gotejar do orvalho na aurora...

                O fascínio do céu em esplendor
                Faísca maravilhas num carrossel de passarinhos
                Que felizes na alegria multicor,
                Principiam garbosos, acrobáticas magias.

                As gotículas remanescentes do alvor que se vai
                Escoando as lavas desse amor sublimar,
                São lágrimas esmaecidas dos meus olhos em sonhos,
                Brincando com a luz do seu olhar.

                Nada me fascina mais do que a retina
                Que guarda a imagem da poesia
                Luar vicejante, estado de torpor
                Inaugura o amor que me inebria.

                Das suas células líricas
                Emerge incandescente olor de carmim
                No jardim encantado da aurora
                Que é nossa história dentro de mim.

                            
                                    
                Autoria:  Antenor Rosalino e Julia Rocha

                Imagem da Internet

O AMOR NO SOCIAL




                                                              


Contemplando por um momento o trânsito dos veículos e os apressados passos das pessoas em seu cotidiano, tornaram-se evidente para mim, os mistérios que os envolvem.
  Os transeuntes se diversificam profundamente em suas peculiaridades e isso notadamente é refletido em seus semblantes. 
  Alguns trazem perfis de alegria apesar das atribulações de praxe; outros, uma sombra de tristeza no olhar, representando vivências de soturnas realidades.
  Muitas são as aparências que podem, por exemplo, refletir ainda, preocupações, ternura ou ódio. De um modo geral, todos nós nos sentimos sintonizados com o mundo da fraternidade e da paz, porém, em contrapartida, a discórdia sempre permea a sociedade, maculando ideais elevados e promovendo até mesmo guerras entre nações.
  Toda sorte de infortúnios como a fome, a corrupção, a miséria e a violência em todos os sentidos faz parte do social e contrasta com os objetivos altruísticos e sublimes daqueles que lutam para integrar na sociedade os desprotegidos pela sorte, os desamparados, nos meios dos quais, muitos são os desnutridos e injustiçados.
  Profundos sentimentos universais retratam conflitos vivenciados por todas as classes sociais, sob diversos aspectos, porém, mesmo em face a desatinos e relacionamentos conflitantes, a esperança não fenece, pois o amor sempre fulgura esculpido e decantado, como o tema social mais polido e desejado e desponta nas mais diversas circunstâncias com seu lastro infalível,  sobrepondo-se, cedo ou tarde, sobre os artifícios do mal, deixando marcas como rastilhos de belas flores, cujos laivos inesquecíveis traz a certeza inquestionável e absoluta de que somente a essência desse amor ansiosamente esperado e cantado em prosa e verso é capaz de fazer com que renasça das situações mais adversas, injustas e contraditórias, as soluções precisas e fraternas para a continuidade do rito harmonioso da vida e de felicidades perdidas.
  Os desequilíbrios que trazem diferenças abismais entre as classes sociais são como um tempo infinito, um período de tempo esquecido num continente perdido, destruído principalmente pela fúria incontida do egoísmo e da ganância desenfreada por poderes que levam, sobretudo, a atos extremamente condenáveis e pecaminosos, os quais degradam a convivência solidária dos parâmetros normais de sociabilidade.
Oxalá, com atitudes acertadas, corretas e com humildade de sentimentos, o amor possa insurgir flamejante e definitivo como um milagre de Deus e concretizar as perspectivas igualitárias no bojo não mais sofrido do proletariado, numa sociedade constituída de valores morais, ética e sonhos iguais.  


Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da Internet