A brisa mansa
vagueia
Nas tardes do
meu rincão,
Trazendo o
aroma que enleia
Meu estro de
inspiração.
Vejo as pétalas
na roseira
Flamejando-se
ao ar
E o sol poente
permeia...,
Convidando-me a
sonhar.
Na vida dial,
neurastênica,
Sou assim: um
sonhador!
Sonho paisagens
edênicas
Com ninfas e
mimos em flor.
Quando me ponho a sonhar
Em aquiescente langor,
Deixo o coração
aflorar
Dourados
construtos de amor.
A natureza
impoluta
Descortinando o
seu rit
Enleva meu ser
dissoluto
Às lendas, paixões e mitos.
Só não atino na vida,
Com alaridos,
guerras e ágmas
Que transformam
chuvas de mísseis,
Em púrpuras
torrentes de lágrimas.
Antenor Rosalino






