Homenagem por mim recebida
dos poetas amigos Od L'Aremse
e Maria de Jesus Carvalho
Feliz por contemplar
O pôr do sol carmesim...
Tenho
a sanfona nos braços,
No
banco do meu jardim.
Boleros,
tangos e roks
E
uma saudade sem fim!
O
dia está morrendo...
Estrelas
já vão surgindo...
Brilhantes
pingos de luz,
Invadem
o céu, cobrindo,
A
lua, em quarto minguante,
Acena
que vai saindo.
Ó
Deus! Vem riscando o cosmo
U’a
linda estrela cadente.
Produz
rastros luminosos,
Se
esvaindo, finalmente...
E
o “Poeta das Estrelas”
Aparece,
de repente.
Fica
surpreso ao me ver.
Com
seu jeito fino, elegante
Senta-se
para escutar
Canções
do tempo distante...
E
declama seus poemas
Em
lírico deslumbrante.
Eis
que chega Mestre Od
De
o seu refúgio nublar.
Convida
o Mestre Antenor
Pra
ali, então, vir morar
Por
ser um nobre poeta,
E
ter belo versejar.
Enquanto
demais poetas
Alegres,
vem chegando,
Um
grande círculo faz-se
Seus
versos vão declamando,
Estrelas
no céu sorrindo...
Eu,
na sanfona, tocando!
Mestre
Od em bom Onirês
Saúda Antenor Rosalino:
“Setê
bim-vinto al Somina Urbis!
Seja
bem-vindo a Onirópolis!
Zê
Laro sê exclumodo letê.
Sê
zup mino av orizinte napsicarpo.
Esta
casa é exclusivamente tua.
Que
seja mina de brilhantes poesias
(Maria de Jesus e OD L’Auremse M. Peterson
(João Bosco Esmeraldo).





