terça-feira, 15 de janeiro de 2013
PLENA PAZ
No alvor de um novo dia,
A terra se cobrirá de sol...
Os sorrisos brilharão
E majestosas árvores se revelarão;
Darão sombras às almas sensíveis,
Murmurando versos de amor!
Como a flor entre abrolhos,
Alvas nuvens dançarão...
Ternuras de fim de tarde:
Coisas do coração!
Entre aquarelas e girândolas,
Na alma da gente a saudade
- doces músicas divinas -,
Vozes silenciosas do além...
Sob cinzéis de inspiração:
Sol morrendo num poente de ilusão,
Ajoelhando-se em saudades,
Perdendo-se na amplidão!
Em sonhos sublimes, divinais,
Virá a brisa da noite.
Fantasias, brincadeiras de roda...
E a terra se cobrirá de luar
- Sob o som dos campanários -,
Disseminando meteoros
Fecundos de plena paz!
Autoria: Antenor Rosalino e Maria Cristina Bonetti
Imagem da Internet
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
ORÁCULO
Sinto a proximidade de Deus
Quando em momentos de paz
Ou de profunda aflição,
Busco consolo e guarida
Nas verves asas da oração!
No imo, bem no meu íntimo,
Em meu refúgio perfeito,
Sinto a vida e me deleito
Nessa elação de ternura
Dentro do meu coração.
Minha prece encontra eco
Nessa morada de luz
Onde não vejo Deus, eu O sinto
Na inocência de sorriso...
No fluir dos dias meus!
Na fragrância crepuscular
Desse enlevo enternecedor:
Habitat do secreto e da verdade,
Vejo o rito da natureza muda
Trazendo perfis de saudade!
Recebo sementes divinas
Desse oráculo, no meu imo
E planto a esperança de um dia
Ver o amor fazer ninho
No brilho de cada olhar!
Reverenciando o Pai Eterno
Na mais plena gratidão,
Morro pouco a pouco a cada dia,
Deixando os erros em abissais
Para encontrá-lo em oração.
Autoria: Antenor Rosalino
Imagem da Internet
Imagem da Internet
domingo, 6 de janeiro de 2013
Na suave amplidão do anoitecer,
Vejo sua face espelhar
Os últimos raios de sol
E a noite em seu olhar!
Quisera entre afagos calientes,
Dizer-te em maior dimensão,
Usando a língua dos anjos:
Lindas frases em oração.
A brisa brinca em seu rosto
E me impulsiona a buscar
No magnânimo infinito,
Os anéis de Saturno e te ofertar!
Nessa oferenda divina
Sob as estrelas do céu,
Serenos néons a vagar
Livres, soltos ao léu!
Neste véu de delírio e comoção
Tomo-lhe as mãos num suspiro
E com lágrimas nos olhos,
Oferto-te apenas o meu pobre coração.
Autoria: Antenor Rosalino
Imagem da Internet
Imagem da Internet
UM OLHAR À EXISTÊNCIA HUMANA
Defino a passagem humana pela Terra, como uma breve oportunidade de aprendizado e, ao mesmo tempo, de utilização do infinito potencial de inteligência do qual somos dotados.
Algumas pessoas utilizam o seu cabedal de conhecimentos, experiências e criatividade, de modo bem mais abrangente do que outras e, com isso, desfrutam com alegria dos muitos prazeres que a vida pode oferecer, contrariamente àqueles que, por motivos de saúde debilitada, indolência ou falta de orientação, passam simplesmente pela vida, sem viver. Não sabem sequer, apreciar uma paisagem, o romantismo do crepúsculo, determinada arte, uma boa leitura...
Felizmente, existem ainda aqueles que, com o passar do tempo, já na idade adulta, surpreendentemente repensam suas vidas e buscam na paz dos seus sentidos, a razão maior da existência, seguindo com humildade de sentimentos as vinhas da felicidade, onde o reto pensar e o amor ao próximo são os construtos que os levam a feitos imorredouros.
Podemos atribuir tal fato, às incontáveis experiências que temos o privilégio de vivenciar. Recordo a seguinte indagação feita por Machado de Assis, em sua primorosa obra Memórias Póstumas de Brás Cubas: “recomeçar pelo princípio ou pelo fim?” A meu ver, todo começo trás um perfil mais puro e completo, a partir do seu princípio e só assim, o ser usufrui mais completamente das oportunidades de conhecimento e evolução para as quais, todos nós fomos criados.
Em se tratando de Artes, contrapondo-me aos que acreditam que “o bom já nasce feito”, eu atribuo o sucesso em qualquer área artística, não como um dom, mas pelo fato do artista ter tido a percepção de ouvir, ver ou sentir algumas coisas com as quais se identifica. Por exemplo, a técnica das diversas formas literárias, os livros ensinam. O que é dificultoso é a criatividade, mas mesmo assim, esta pode ser adquirida em grande parte, com leituras variadas e observações aprofundadas sobre as coisas simples e belas da vida.
Lembremos que os grandes escritores pautam suas vidas em profundas reflexões e leituras diversificadas.
Aos poucos, a pessoa interessada aprimora o seu estilo próprio e realiza construtos admiráveis, os quais podem ocorrer tanto na jovialidade quanto na idade adulta e até mesmo na senilidade. Não faltam exemplos de intelectuais, letrados, e artistas das mais diversas áreas que ganham ou ganharam notoriedade a partir do outono de suas vidas.
É oportuno dizer que muitas das afirmativas que para alguns são verdadeiras, para outros não o são, e assim, a polêmica sobre esse tema continua. Nessa conformidade, o importante é a reflexão sobre o que a palavra não diz e ouvindo a fala da alma, definirmos se o contexto trata ou não, de mais um enfoque da mais pura ilusão.
Autoria: Antenor Rosalino
Imgem da Internet
Autoria: Antenor Rosalino
Imgem da Internet
O Ribeirão
Na colina verdejante
No seio do sertão,
Em meio a rochas íngremes
Nasce o ribeirão!
Abrindo suas vertentes
Desce mansamente,
Enfeitando as ribanceiras
Alegrando a solidão!
Suas águas diamantinas
Beijam o solo no caminho,
Cumprindo sua jornada
Entre atalhos e espinhos.
Não se opõe às intempéries
Nem tampouco às angusturas,
Segue altiva o seu percurso
Num exemplo de candura!
O sol abraça o seu seio
Que reluz fosforescente!
Espelhando as matizes
Do seu curso permanente.
No final dessa jornada
O rio acolhe o seu encanto
Retirando-lhe os espinhos...
Eternizando em saudades
Seu misterioso destino.
Autoria: Antenor Rosalino
Imagem da Internet
Imagem da Internet
sábado, 5 de janeiro de 2013
DIAGNÓSTICO
Nos exames rotineiros...
Check-up cardiovascular,
Surpreendente resultado:
A aortectasia viera ameaçar-me!
Esteira, eletro, ecocardiograma...
Equânimes resultados
Predizem o meu pensar:
Já não sou tão jovial,
Necessito resguardar-me!
O ar ainda se entranha
Com fragrância no meu ser,
Sem presságios a estuar
Os anos que viverei.
Palpitações não me perseguem,
Apenas uma artéria
Rebelou-se em quizila,
Expondo seu pranto oculto
Em doses de elegia!
Sem ênfase à cirurgia,
Acalmo o meu coração
Com indulgente esperança
No florescente amanhã!
Autoria: Antenor Rosalino
Imagem da Internet
Imagem da Internet
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
DEVANEIO
De longe viestes em veste escarlate,
Trazendo as carícias dos anjos de amores.
No rosto, o esboço de um lindo sorriso:
Gentil alegria... na tarde vazia!
Viestes trazendo os encantos...
De desencantos eu vinha.
Contrastes da vida: espinhos e flores -
Sorrisos e lágrimas de tantos amores!
Envolta em elação de ternura,
Passastes em meu sonho,
Formosa candura!
Na cálida noite de madrugada fria,
Enlaçado em teus braços
Quando eu já dormia,
Na penumbra do quarto teu vulto movia.
Depois de um beijo, logo partistes
E no meu novo dia, voltei a ser triste.
Autoria: Antenor Rosalino
Imagem da Internet
Imagem da Internet
Assinar:
Postagens (Atom)






