segunda-feira, 6 de maio de 2013

P0ETAS VIRTUAIS



  


Entre sonhos avolumados
Na mente liberta,
Aventam-se pensamentos
Purificados e depurados
Na magia das palavras soltas...

Como um poema abandonado,
Deixado no ar,
Os versos anseiam viver:

Latejam na alma poética
Enquanto suas células vívidas,
Feitas de amor perfeito,
Imergem-se no mar da esperança,
Buscando em súplice prece,
Encontrar num dia feliz,
De repente...,

Outra alma divagante
No mundo virtual incerto
- labirinto de saudades -,

E unirem os seus anseios
No distante rosário da vida:
Odisséia de amores ocultos,
Onde o lirismo alicia
Horizontes que fecundam
Atemporais poesias!...



Autoria:  Antenor Rosalino

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OS QUATRO ELEMENTOS




                                    
                 
                           


No paciente transcorrer do tempo, a terra recebe sementes
E as transforma em adocicados alimentos.
Em divinal aquiescência, não se abala com as impurezas,
E fertiliza o campo em adubos de ciclos permanente.

A água em sua transparente luminescência,
Parada ou corrente, a tudo limpa...
Sacia a sede do mundo e, mesmo em torrentes,
Um magnetismo incomum a diviniza!

No manto brando dos ventos, os corações se harmonizam!
Recria-se a primavera, e as sementes espalham-se pela terra...
Leva as nuvens ao além, para que a chuva caia
Com perfil de bênção sobre os homens e a natureza em festa!

O fogo transmuda madeiras em luz e calor...
O mesmo fogo que queima em labaredas, também purifica.
Reascende fulgores sob um céu sem nuvens...
Aquece e une as almas em recantos e lareiras!

As dádivas dos quatro elementos da natureza
São bênçãos com as quais a vida flui em matizes,
Num misterioso magnetismo de esplendor,
Recriando pétalas fenecidas em flores primaveris.



Autoria:  Antenor Rosalino

Imnagem da Internet



A utilidade das mãos




                                                                   


É inenarrável a utilidade das nossas mãos, tão necessárias para os nossos propósitos de doar e receber amor, para o trabalho de cada dia e para os atos mais sublimes de solidariedade humana.

  As mãos estendidas retratam uma imagem de indizível encanto e ternura, simbolizando apoio, consolo e amparo.

  São incontáveis os poderes das mãos, com as quais, abraçamos os nossos semelhantes, acenamos nas despedidas com os nossos corações esmaecendo-se em saudades...

  As mãos súplices em prece suavemente abençoam e são abençoadas pelo Criador. Existem pessoas que, admiravelmente, transmitem energia com o simples toque de suas mãos, num ato de caridade e amor perfeito em momentos de sofrimentos e desesperanças.

  Para as pessoas despojadas de sentimentos altruísticos, as mãos, lamentavelmente, são ameaças: ferem, manuseiam armas mortíferas e disseminam maldição, agindo contrariamente às leis naturais para as quais foram criadas. Entretanto, ao ponto de vista normal, e para regozijo de todos os povos do mundo, as mãos podem muito mais do que isso: além de trazer amparo e exteriorizar o amor, constroem a paz social, edificando sempre, em manuseios abençoados de pesquisas científicas, fabricação de vacinas para a imunização das mais variadas doenças, medicando enfermos, contribuindo decisivamente para a construção de casas, edifícios, templos apolíneos, escolas, hospitais, etc..

   Com as mãos, pilotamos aviões, dirigimos carros, varremos ruas, tocamos instrumentos musicais, pintamos telas, esculpimos, e, sobretudo, além de tudo, escrevemos, delineamos em versos ou em prosa os sentimentos que os nossos corações evocam no afã de deixarmos para as gerações vindouras, a certeza de que nada é mais importante do que fazermos no presente, algo que fique imortalizado na incerteza da posteridade.



Autoria:  Antenor Rosalino

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quarta-feira, 1 de maio de 2013

FLORES NA JORNADA




                    
  

                ... E mesmo se difícil a jornada for,
                Antúrios, hortênsias, angélicas, cravinas,
                Crisântemos, gardênias, lírios, narcisos...

                Girassóis, margaridas, rosas, tulipas,
                Acácias, azaléias, camélias...,
                Falarão de amor!


                O lastro do perfume das flores
                Sob um céu constelado,
                Enternecerá a alma desfazendo-a em

                Ternuras incontidas, odes apaixonantes,
                Sonhos de primavera, murmúrios de cascatas,
                Arrulhar de passarinhos, cânticos angelicais!


                Entre fontes que rumorejam:
                Abraços acolhedores, olhares no infinito...

                Mãos justapostas
                E lábios que fagulham
                Nas asas douradas da aurora.


                                             

                Autoria:  Antenor Rosalino e Maria Cristina Bonetti

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NA ILUSÃO DA NOITE




  


A prata do luar afaga o pranto
E reflete em sonhos a estrela distante,
Que navega serena
Em espirais de encanto!

No silêncio da noite, o orvalho cadente
Banha rosas e abrolhos
Desnudando segredos
Da minha alma saudosa!

Redemoinhos, por vezes,
Trás canções de tristeza,
Mas desfaço as lembranças
E retorno às certezas:
Certezas de um tempo
Em que os anestésicos de sofreguidão,
Serão difusas folhas mortas,
Indiferentes ao coração.



Autoria:  Antenor Rosalino

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DOIDIVANA





No seu mundo diversivo
De prazeres sensuais,
As paixões são sempre ardentes
Em quiméricos madrigais!

As volúpias de carícias
Em toques extasiantes,
Culminam a sobejante entrega
Nos seus dias sempre iguais.

As entregas amantíssimas,
Os beijos mais ardorosos,
Despojam os preconceitos
No ápice do ardor maior!

Nos seus dias de crisálida,
Fantasias e ilusões,
O seu mundo se resume
À meia luz do divã!

O futuro já não importa,
Os amantes multiplicam-se,
A entorpecida boemia
Dita as regras do amanhã...

Amores? São passageiros...
E breves são seus momentos.
Na passarela afrodisíaca,
Não desfilam sentimentos!

Um dia, a pobre donzela
Dá sinais de decadência.
As rugas mais ostensivas
Afastam os amores calientes.

Nada plantou pra colher...
A beleza desvaneceu-se!
E hoje as lágrimas sentidas
Caem soltas no tapiz!



Autoria:  Antenor Rosalino

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LIRISMO





No manto azul dos meus sonhos,
A poesia se espelha
No fascínio da aurora
E em plácidos lagos azuis!

Nesse meu mundo encantado,
Há bosques misteriosos
E cordilheiras formosas
Permeando os jardins.

Entre saudosos suspiros,
O meu estro de tão lírico,
Torna-se eterno poema,

Em que as mais belas crisálidas
Vencendo abissais e mares,
Coloram a paz que há em mim!



Autoria:  Antenor Rosalino

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