segunda-feira, 25 de abril de 2016

MANTO ESTELAR



                
                                          


No fluir breve do tempo:
Tantas delícias lunares
Ostentam ao meu coração
Belas visões estelares,
Refletindo em cordilheiras
Os astros entre os luares.

Estrelas dormem no dia
Para acordarem na noite
E enfeitar o céu num encanto,
Dando adeus aos vis açoites
Oriundos de insanidades
E de atitudes afoites.

Os meus olhos lacrimejam,
Não por falta de magia,
Mas por não ter contemplado,
- em meu reino de alforria -,
Por mais tempo o plenilúnio
E a celeste poesia.

As crisálidas despertam
No tempo e à sombra do vento,
A energia que se emana
Nos olhares sem lamento,
Vicejando trajetórias
Somente de encantamento.

Cai, enfim, a noite bela
Disseminando ternura
Nas cidades e sertões,
Abraçando a formosura
Que o som da brisa fecunda
Na sinfonia mais pura.

E transcendo as ilusões
- Sem codeína que mata -,
O manto estelar supremo
Ostenta a lua de prata,
Escondendo seus mistérios
Na profundeza da mata.



Autoria:  Antenor Rosalino

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segunda-feira, 28 de março de 2016

OS LIVROS


                                         
                                                                   


  De um modo geral, pelo menos aos povos das três Américas, a primeira referência sobre livros é a Bíblia. Daí surge o interesse à leitura sistemática dos livros de todos os gêneros.
  Preliminarmente são apresentados os livros didáticos que já exigem atenção e exercícios a serem resolvidos. Conforme vamos nos desenvolvendo passamos a ter necessidade, sempre crescente, de conhecimentos, e as leituras diversificadas passam, definitivamente, a fazer parte de nossas vidas. Entretanto, não são raras as vezes em que as circunstâncias fazem com que nos afastemos dos livros, mas se nosso desejo primordial é angariarmos conhecimentos e transmitirmos uma boa educação aos nossos filhos, não podemos considerar esse distanciamento como definitivo.
  Não creio ser possível vivermos sem o prazeroso contato com os livros, pois é o único meio transformador do homem e do mundo.
  Notadamente, as reproduções dos livros sofreram profundas modificações, mas as editorações continuam. Para muitos, a vida dos livros um dia terá seu fim. Se assim for, penso não ser exagero afirmar que falta muito tempo para esse fim chegar.
  O homem sempre conviveu com os livros. Consta que, no princípio, o livro aparecia em forma de tijolos onde os escritos eram gravados. Passado muito tempo, foi inventada a imprensa. Daí surgiu os primeiros livros impressos.
Desde então se escreveu muitíssimo. E isso é o que mais expressa a comunicabilidade entre as criaturas humanas.
  Entre os mais diversos tipos de livros como aqueles que focalizam a literatura médica, a jurídica, a econômica, etc., a arte literária é a que mais se detém na emoção das pessoas, pois reflete a vida humana. Retrata uma determinada realidade, fazendo com que o livro e o homem caminhem lado a lado.
  Cada artista da palavra exterioriza o seu sentir peculiar e muitas são as pessoas que desejam conhecer o quadro existencial desses poetas e escritores. Para isso, é necessário ler algo a respeito do que este ou aquele escreveu. Só assim é possível compreender e mentalizar o mundo que cada um deles pretende retratar.
  Temos duas vertentes a seguir se desejarmos aumentar nosso conhecimento: adquirindo mais livros, fato que possibilita a releitura de algum texto, aumenta nosso patrimônio, pois passamos a formar nossa própria biblioteca, ou podemos freqüentar uma biblioteca, onde aumentaremos nossa capacidade de manusear um livro com o mesmo prazer que a leitura sempre proporciona.
  Essa é a amizade que até mesmo um livro de ficção tem nos dado e, da qual, adquirimos sempre alguma lição no sentido mais humano possível. Eternamente humano.



Autoria: Antenor Rosalino

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sexta-feira, 11 de março de 2016

PENUMBRAS



                                   
                                                         
                                                                

                        Trago nas vísceras as lembranças mais queridas
                         Das minhas letras pensantes nos momentos vividos,
                        Em que a plena paz insurgia e os amores afloravam
                         E hoje, entre penumbras tristes,
                        Os meus olhos taciturnos já não possuem mais lágrimas.

                        Revestindo a cada dia
                        Das palavras que palpitam em minhas entranhas,
                         Vou seguindo a minha sina
                        Entre veredas tristonhas!

                        As indagações são tantas...
                        O meu futuro é incerto, atemoriza!
                        Já não procuro ocultar o meu viver de fantasias
                        Em que as ilusões do ocaso
                        Transformaram os meus sonhos
                        Na incógnita do meu mundo
                        E minhas inspirações inebriam
                        As tardes azuis do outono.



                        Autoria: Antenor Rosalino


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quarta-feira, 2 de março de 2016

QUIMERA



                                         


                                         As horas passam silentes
                                         Na brevidade do dia
                                         Deixando marcas dolentes
                                         No esplendor da maresia
                                         Despertando em minha mente
                                         Lindos sonhos e magia.

                                         Tudo se veste de encanto.
                                         Sob o arrebol carmesim
                                         Trazendo a paz nos suspiros
                                         Que tomam conta de mim.
                                          Entre duendes e fadas
                                          Exala olor de carmim.

                                          Os meus versos descortinam
                                          O que a vida sempre apraz
                                          Na sombra branda do vento
                                          Toda palavra é de paz.
                                          Voeja, então, a saudade
                                           Ao som que a brisa compraz.

                                           Saudade, castigo eterno
                                           Que a vida impõe com rigor
                                           Aos corações maculados
                                           Em seu tácito vigor.
                                           As lascívias tão nostálgicas
                                           Deixam laivos de licor.

                                            Meu coração vive a espera
                                            Do curso estelar supremo
                                            Onde o infinito revela
                                            Ser vã angústia que temo.
                                            Sinto falta da magia
                                            Do meu estro mais extremo.

                                            Todo verbo que profiro
                                            Traz um quê, da longa espera,
                                            Do fértil jardim criado
                                            Na minha mente em quimera
                                            Que repudia, em silêncio,
                                            Tudo que o amor exaspera.




                                             Autoria: Antenor Rosalino

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domingo, 14 de fevereiro de 2016

PLENILÚNIO



                                                                 
                                          


A noite com seu encanto
Desfila os seus fulgores
                                               Enquanto o prado com seu manto
                                               Cobre a terra de esplendores!

A lua dança e fascina
As árvores bailam festivas!
Um sândalo no ar vaticina
As quimeras mais altivas.

Olho para o céu e vejo
Não apenas estelares cordilheiras
Mas os astros em sobejo
Aspergirem luzes fagueiras

Os vaga-lumes reluzem
Entre as folhagens em lastro...
As fantasias seduzem
Energizando alabastros.

A alegria então descerra
Tudo o que o amor apraz
As fontes brotam da terra
Entoando cantos de paz.



Autoria:  Antenor Rosalino

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

MANHÃ DE SOL




                                                            
                               


A manhã banhada em sol
Vem beijar as águas oceânicas.
O silêncio cômodo e profundo
Invade as ondas do vento
Efluindo luz e encantamento!

Num magneto de emoções,
As asas dos albatrozes,
Singrando a imensidão dos mares,
São bandeiras desfraldadas
Saudando o compasso dial
Em oferenda à existência.

A brisa mansa vagueia
Tecendo os raios de sol!
O tempo, a sombra e o vento
Disseminam entre suspiros
Abundantes energias calientes.

Num compasso de candura,
As crisálidas transcendentes
Perpetuam as quimeras
Visitando doces almas
Em oferenda de amor.



Autoria:  Antenor Rosalino

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domingo, 17 de janeiro de 2016

TRANSCENDÊNCIA




O silêncio é profundo.
Toda a Terra parece flutuar
Numa atmosfera solitária
Como jardins encantados
Em continentes perdidos.

A ausência nefasta
Desperta lamentos
Na trajetória inglória
Onde os suspiros se enleiam
À sombra dos ventos.

A brisa suave traz perfiz de encanto
E mergulho na fonte oculta e cristalina
Dos teus mistérios para tocar, delicadamente,
As entranhas da quietude que se faz perene
Em teus segredos de mulher.

Transcendentes ilusões
Descortinam-se nos arrebóis de cada dia,
Antes de a noite chegar com seu fascínio,
Em que as crisálidas flutuam na cidade adormecida
E as estrelas devolvem a realidade esquecida.


Autoria:  Antenor Rosalino
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