sexta-feira, 17 de maio de 2013

GÊMEAS


                                     
Homenagem às meninas
Isadora e Isabele


No seio abençoado do lar,
Surgiram revestidas de ternura,
Dádivas de raro esplendor:
A graciosidade meiga e singela
De Isadora e Isabele!

Como sementes de flores veludíneas,
Fecundadas num solo de amor,
As gêmeas em sua docilidade
- com olhares vívidos e inocentes -,
Disseminam alegrias laudáveis!

Brincando, correndo...
Ou abrandando os agitos,
Vivenciam as lendas infantis
E os exemplos que se incrustam
Nos abissos da memória!

Suas pegadas de ternura,
Libertas por onde passam,
Traz a felicidade que acalma
- como pétalas perfumadas -,
Pintando delírios da alma!



Autoria:  Antenor Rosalino

 

domingo, 12 de maio de 2013

NAS VEREDAS LITERÁRIAS


Homenagem ao                                               
Grupo Experimental
da Academia Araçatubense de Letras

                             


                   Predestinado a contribuir
Na preservação da Língua Pátria
- num átimo de inspiração sublimada -,
O Grupo Experimental foi criado.

Idealizado sob o signo da cultura plena,
Fomenta iniciativas altruísticas,
Visando aprimoramentos
Na promoção de novos talentos.

Traz à luz como por encanto,
Pretéritas lembranças de imortais pensadores,
E engenhosos exemplos são seguidos
Impulsionando os rebentos!

Os integrantes do Grupo criam ideias
Nas veredas literárias
Prescrevendo a vida breve...
Intercalando o abstrato!

São seres que evocam luzes
- entre o chão e as estrelas -,
Pela literatura transcendente
E poesias que os acenam.


Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem de capa da coletânea Experimentânea IX,
 cujo poema serviu como epígrafe da mesma.


sábado, 11 de maio de 2013

PÉS DESNUDOS





Caminhando apressados
Ou vagarosos, descompromissados,
Os pés descalços caminham
A simplicidade da ventania.

Vagueiam em miríades
De horizontes de estrelas!
Meteóricos caminhos...
Infantes sonhos risonhos!

Como o descompasso da vida,
Os pés desnudados
Sentem o chão em seu tato
De espirais da realidade.

Em cinzenta distância,
As pegadas flutuam
Depurando-se em solstícios
Para vôos infinitos.



Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da Internet



A PAINEIRA



 



Uma lágrima de alegria
Brotou dos olhos meus
Ao fitar rósea paineira
Na manhã primaveril,
Onde um sabiá majestoso
- no primor do seu fascínio -,
Ancorava em grande estilo
Principiando o seu hino!

A natureza emanava
Um quê de doce frescor,
Ao passar a doce brisa
Descortinando o fetiche
Das flores róseas nas sépalas,
Num cenário multicor!

Esqueci por um momento,
Da realidade terrena...
Prendi-me cheio de amores
Àquela frondosa paineira:
Imagem régia da vida!
Pepita de poesia!



Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da Internet


ESTESIA





O sol em perfis de saudade
Cintila o barco e águas
Num borbulhar de camarinhas,
Enquanto frágeis passarinhos
Fazem festa em suas gárgulas!

Os meus olhos num momento,
Contemplando a imensidão,
Tráz lembranças de um passado
Que de amores redivivos
Descompassa o coração!

Vem a chuva levemente,
Levantando o olor da terra.
Na alquimia desse encanto,
Minhas preces acontecem!

Os uivos do vento nos cântaros
São hinos vivificantes:
Refrigério apolíneo
No deflúvio do meu pranto!  



Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da Internet


segunda-feira, 6 de maio de 2013

ALÉM DO AMOR




                    


                   Eu te amarei pela vida afora...
                   Mergulharei nas profundezas dos
                   teus mistérios, com o meu corpo
                   desnudado de escafandro, e tocarei,
                   delicadamente, as entranhas
                   do relicário do teu silêncio,
                   onde repousa ternamente
                   o teu dulcíssimo coração!


                   Nesta hora singela
                   de elação maior de ternura,
                   quisera falar a língua dos anjos,
                   mas, desprovido de sapiência angelical,
                   o teu silêncio entenderá
                   o meu suspiro de langor,
                   enunciando em oferenda
                   nuances de um grande amor!


                   Beberei da tua fonte
                   as delícias represadas
                   à sombra do manto oculto
                   do poetizar das cascatas,
                   onde a natureza flameja
                   em brando e cálido sussurrar,
                   a energia que emana
                   da lira do teu olhar!




                   Autoria:  Antenor Rosalino

                   Imagem da Internet

A LEITURA






Descortina-se a leitura
Desde os tempos mais idos,
Mostrando novos caminhos
De horizontes profícuos!

Há sábias elucidações
De imortais pensadores,
Enfatizando em provérbios:
“aquele que lê sabe mais”.

A leitura eleva a alma!
A mente liberta voa!
Traz à luz novas ideias...
Ensina o reto pensar.

Aprimora conhecimentos
Nas didáticas e ciências
Dá mais brilho aos escritores
E aos poetas, louvores!

Exercita o pensamento,
Cria inovados valores!
Faz do homem um polímata,
De feitos imorredouros!

Aquele que lê e pesquisa,
Faz fantásticas descobertas.
Pois a leitura postergada
É luz que não flameja!



Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da Internet