sábado, 11 de maio de 2013

PÉS DESNUDOS





Caminhando apressados
Ou vagarosos, descompromissados,
Os pés descalços caminham
A simplicidade da ventania.

Vagueiam em miríades
De horizontes de estrelas!
Meteóricos caminhos...
Infantes sonhos risonhos!

Como o descompasso da vida,
Os pés desnudados
Sentem o chão em seu tato
De espirais da realidade.

Em cinzenta distância,
As pegadas flutuam
Depurando-se em solstícios
Para vôos infinitos.



Autoria:  Antenor Rosalino

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A PAINEIRA



 



Uma lágrima de alegria
Brotou dos olhos meus
Ao fitar rósea paineira
Na manhã primaveril,
Onde um sabiá majestoso
- no primor do seu fascínio -,
Ancorava em grande estilo
Principiando o seu hino!

A natureza emanava
Um quê de doce frescor,
Ao passar a doce brisa
Descortinando o fetiche
Das flores róseas nas sépalas,
Num cenário multicor!

Esqueci por um momento,
Da realidade terrena...
Prendi-me cheio de amores
Àquela frondosa paineira:
Imagem régia da vida!
Pepita de poesia!



Autoria:  Antenor Rosalino

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ESTESIA





O sol em perfis de saudade
Cintila o barco e águas
Num borbulhar de camarinhas,
Enquanto frágeis passarinhos
Fazem festa em suas gárgulas!

Os meus olhos num momento,
Contemplando a imensidão,
Tráz lembranças de um passado
Que de amores redivivos
Descompassa o coração!

Vem a chuva levemente,
Levantando o olor da terra.
Na alquimia desse encanto,
Minhas preces acontecem!

Os uivos do vento nos cântaros
São hinos vivificantes:
Refrigério apolíneo
No deflúvio do meu pranto!  



Autoria:  Antenor Rosalino

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segunda-feira, 6 de maio de 2013

ALÉM DO AMOR




                    


                   Eu te amarei pela vida afora...
                   Mergulharei nas profundezas dos
                   teus mistérios, com o meu corpo
                   desnudado de escafandro, e tocarei,
                   delicadamente, as entranhas
                   do relicário do teu silêncio,
                   onde repousa ternamente
                   o teu dulcíssimo coração!


                   Nesta hora singela
                   de elação maior de ternura,
                   quisera falar a língua dos anjos,
                   mas, desprovido de sapiência angelical,
                   o teu silêncio entenderá
                   o meu suspiro de langor,
                   enunciando em oferenda
                   nuances de um grande amor!


                   Beberei da tua fonte
                   as delícias represadas
                   à sombra do manto oculto
                   do poetizar das cascatas,
                   onde a natureza flameja
                   em brando e cálido sussurrar,
                   a energia que emana
                   da lira do teu olhar!




                   Autoria:  Antenor Rosalino

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A LEITURA






Descortina-se a leitura
Desde os tempos mais idos,
Mostrando novos caminhos
De horizontes profícuos!

Há sábias elucidações
De imortais pensadores,
Enfatizando em provérbios:
“aquele que lê sabe mais”.

A leitura eleva a alma!
A mente liberta voa!
Traz à luz novas ideias...
Ensina o reto pensar.

Aprimora conhecimentos
Nas didáticas e ciências
Dá mais brilho aos escritores
E aos poetas, louvores!

Exercita o pensamento,
Cria inovados valores!
Faz do homem um polímata,
De feitos imorredouros!

Aquele que lê e pesquisa,
Faz fantásticas descobertas.
Pois a leitura postergada
É luz que não flameja!



Autoria:  Antenor Rosalino

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P0ETAS VIRTUAIS



  


Entre sonhos avolumados
Na mente liberta,
Aventam-se pensamentos
Purificados e depurados
Na magia das palavras soltas...

Como um poema abandonado,
Deixado no ar,
Os versos anseiam viver:

Latejam na alma poética
Enquanto suas células vívidas,
Feitas de amor perfeito,
Imergem-se no mar da esperança,
Buscando em súplice prece,
Encontrar num dia feliz,
De repente...,

Outra alma divagante
No mundo virtual incerto
- labirinto de saudades -,

E unirem os seus anseios
No distante rosário da vida:
Odisséia de amores ocultos,
Onde o lirismo alicia
Horizontes que fecundam
Atemporais poesias!...



Autoria:  Antenor Rosalino

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OS QUATRO ELEMENTOS




                                    
                 
                           


No paciente transcorrer do tempo, a terra recebe sementes
E as transforma em adocicados alimentos.
Em divinal aquiescência, não se abala com as impurezas,
E fertiliza o campo em adubos de ciclos permanente.

A água em sua transparente luminescência,
Parada ou corrente, a tudo limpa...
Sacia a sede do mundo e, mesmo em torrentes,
Um magnetismo incomum a diviniza!

No manto brando dos ventos, os corações se harmonizam!
Recria-se a primavera, e as sementes espalham-se pela terra...
Leva as nuvens ao além, para que a chuva caia
Com perfil de bênção sobre os homens e a natureza em festa!

O fogo transmuda madeiras em luz e calor...
O mesmo fogo que queima em labaredas, também purifica.
Reascende fulgores sob um céu sem nuvens...
Aquece e une as almas em recantos e lareiras!

As dádivas dos quatro elementos da natureza
São bênçãos com as quais a vida flui em matizes,
Num misterioso magnetismo de esplendor,
Recriando pétalas fenecidas em flores primaveris.



Autoria:  Antenor Rosalino

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