As cicatrizes do amargor
Refletidas em teu sorriso
Trouxeram melancolia
E mágoa ao meu olhar.
Sinto que o tempo passado
De quimeras represadas,
Nunca fora superado.
Como uma noite sem prado,
Permeia entre nós um vácuo
E abissais cálidos de lágrimas.
Seguimos na angustura
- Caminhando lado a lado -,
Carregando entre suspiros
As quimeras maculadas.
Trago, porém, a ternura
Nas marcas da longa espera,
Em esperança de um dia
Ver brotar nas cicatrizes
As raízes suprimidas
Do meu amor refletido
Nas minhas palavras perdidas.
Antenor Rosalino

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