segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O pêndulo das horas


                                                       
   
                                   No tic-tac do pêndulo
Do relógio que não para,
Meu aflito coração segreda
Pensares que se afloram.

Os pensamentos fluem
Entre buscas e dores,
Na incógnita do meu mundo
Feito de espinhos e flores!

Ah! Relógio que não pára:
Aflora mágoas em meu peito
Ou trás angústias suspensas
                                   Ao meu coração que chora!

Os ponteiros frios e ágeis,
Indiferentes ao meu pranto,
Seguem altivos sem acenos
Ao langor do meu lamento!

Nesse tempo ininterrupto
Que me leva ao além:
Nascem flores de angústias
No tic-tac que vem...


Autoria:  Antenor Rosalino

2 comentários:

  1. Em fatias, corre meu relógio, na sinergia que toda infante! Que o breve do relógio, possa trazer longa alegria. Que o longo, nos permita um audacioso sentir! Que o eterno barulho do relógio, eternize nosso sentimento! E que o tempo jamais leve você de mim, Amado Antenor! Fascinante teu poema querido! Parabéns, com meu beijo de muito amor, da tua eterna Luiza

    ResponderExcluir
  2. Com o mesmo profundo sentimento de amor e poesia, agradeço-lhe, penhoradamente, por tão comovente elucidação ao contexto, caríssima Luiza. Beijo do seu eterno Antenor.

    ResponderExcluir