sábado, 11 de março de 2017

POLÍTICA VIL








                   O céu cinéreo e tristonho
                   Traz resquícios de tristeza
                   Ao meu coração pranteado
                  Por mazelas e incertezas
                  De um futuro de temor
                  Desprovido de leveza.

                  Não vejo perspectivas
                  Apenas o inóspito
                  Na fluência breve do tempo.
                 Tudo é vil, Intrépido...
                  A política é enfadonha
                 Discursos estrépitos...

                 O plebeu agonizante
                 Já não suporta o castigo
                 E as imposições injustas
                 Por desumanos bandidos
                 Hipócritas e corruptos
                 De estadistas travestidos.

                Que as preces humanitárias
                Possam chegar às alturas
                Do infinito azul do céu
                E se desfaçam clausuras
                Pelo poder sempiterno
                Das vinhas sem angusturas.



Autoria:  Antenor Rosalino

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sábado, 25 de fevereiro de 2017

AMIZADES





Não é preciso buscar nos abissos da memória, lembranças das mais queridas no que diz respeito às amizades que tivemos ao longo de nossas vidas, isto porque, as mesmas estão presentes tanto na realidade presente dos amigos atuais, quanto na bruma invisível da saudade no mais profundo do nosso âmago.
  Ainda que distantes, as amizades que eu tive o prazer e o privilégio de ter, eu as sinto como se me trouxessem lenitivos e irradiassem harmonia e esperanças das mais promissoras como bênçãos divinais.
  Recordo-me com indizível nostalgia, da grande maioria dos meus amigos de infância, da adolescência e de outros que acabaram se tornando para mim, amigos verdadeiros e inesquecíveis.
  Quantas saudades dos primórdios da minha infância, quando eu brincava com meus amigos no quintal da minha casa, sob o doce frescor das sombras das árvores ou nas calçadas desenhando e redesenhando rabiscos com tijolos de construção, regidos por uma inocência encantadora, dificilmente vista em nossos dias atuais.
  As lembranças dos amigos são imortais. Meus pensamentos voejam ainda aos primeiros madrigais, às antigas brincadeiras dançantes na adolescência, as quais aconteciam até mesmo em casas residenciais nas belas tardes de domingo ou na prata dos luares, em que nossos olhares de jovens rapazes se encantavam com a beleza das senhoritas e seus delicados gingados que faziam fremir os corações ao som de singelas músicas da Jovem Guarda de tantas e tão belas recordações.
  São inúmeros os exemplos que comprovam o altruístico sentimento de amizade que eu tive o prazer de vivenciar, entre os quais, cito um fato interessante: um amigo meu, já falecido, conseguiu um emprego para mim numa grande empresa, através de um seu padrinho, que, posteriormente, passou a ser o meu chefe imediato. Até aí, apesar da solidariedade, não há nada que mereça maior atenção. Acontece, porém, que eu não havia solicitado nada a esse amigo. Portanto, foi um ato cabal de consideração e amizade, pois na ocasião eu necessitava mesmo de um emprego.
  Numa outra ocasião, quando eu possuía um barzinho, o país viveu uma crise econômica nunca vista. A inflação se avultava e não se encontrava carne nos supermercados. Esse produto era de fundamental importância para mim, que vendia uns tipos de bolinhos de carnes deliciosos e os vendia em abundância. Sabedor da minha necessidade, um amigo meu que também era meu cliente e viajava muito como repórter de uma emissora televisiva, conseguiu vários quilos de carne e me trouxe para que eu pudesse dar continuidade ao meu trabalho e satisfazer os clientes. O fato maior de comprovação de amizade, é que, além da surpresa, por mais que eu insistisse no pagamento ele se recusou a receber qualquer quantia de imediato, deixando a meu critério posterior retribuição de gentileza.
 O que mais marca as amizades é justamente isso: o fato dos amigos desejarem apenas a nossa felicidade, sem visar recompensas. Emprestam-nos o ombro afável nas adversidades e estão sempre presentes com palavras de esperança e otimismo, desejando-nos sempre o melhor.  
  Enfim, analogamente à brisa que nos alisa, os amigos regam as nossas almas, tocando-as, intensamente, num incomensurável enlevo espiritual.
  As amizades, quando presentes, são ninhos aconchegantes e refrigério que acalma a alma; e quando distantes, pelos ocasos da vida, transmutam-se em centelhas de espiritualidade, contínuas irradiações de bênçãos, as quais chamamos saudade.



Autoria:  Antenor Rosalino


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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

NATUREZA ARTÍSTICA



Em demorados silêncios da natureza artística
Um profundo mistério se irradia
Assim como a prece que se eleva crística
De encontro ao céu rompendo a ousadia.

A arte é deixar-se dizer o que a alma pressente
Em versos de encanto ou manuseios calientes
Quando a inspiração em sonhos se faz latente
E em alforria passeia na essência presente.

Gotas de luz iguais pedras cristalinas,
Num átimo inusitado, rabiscam o céu em esperanto
Demasiada beleza em fulgor que me alucina
No esplendor da vida tecendo encanto!

Assim se afigura a arte em seu apogeu de luz
Disseminando fascínio no azul da amplidão
Cósmica e lunática, que em meu coração reluz
Fazendo-me enigmático dissipando a lassidão.





Autoria:   Antenor Rosalino

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sábado, 4 de fevereiro de 2017

O SENTIR POÉTICO

                              


 No silêncio que transfigura a alma de todos aqueles que são poetas natos ou se enveredam no mundo da poesia: os poetas consagrados, nacional e internacionalmente, por suas obras do mais alto lirismo ou um poeta em seus primeiros passos, sem ter ainda angariado notoriedade, a última página que escrevem é apenas o prenúncio de uma nova página em branco onde será delineado o imorredouro sentir de quem tem uma vontade imensa de atravessar universos imaginários e nuvens carregadas de magia.
 Desprendendo-se do cansaço da rotina e danos do mundo concreto, desejam ver a beleza suprema no enigmático encanto de seus poemas cósmicos, lunáticos, e seguem no afã de capturar o que a vida prescreve, na certeza de que todos nós estamos aqui por apenas um breve tempo e nada mais.
  Com sorrisos de marfim, parecem viver no mundo da lua! E isso me faz lembrar uma das citações que mais admiro do imortal Olavo Bilac que diz: “há quem me julgue perdido porque ando a ouvir estrelas; mas só quem ama tem ouvidos para ouvi-las e entendê-las”.
   Não se pode negar que os caminhos que levam ao amor são pavimentados por situações que, por vezes, parecem estranhas ao ponto de vista normal, por ser tão carregadas de emoção e isso é característica dos poetas que veem o mundo por outra ótica.
    A fase da vida em que somos mais imaginativos é na infância. É por essa razão que as crianças são tão inventivas. E isso deve ser aproveitado ao máximo como primeiros passos para a realização futura de grandes obras. Por essa razão, é extremamente louvável a iniciativa da Academia Araçatubense de Letras em promover os concursos estudantis que anualmente vem promovendo com o apoio das Secretarias de Ensino municipal e estadual.
    Como ilustração e para maior elucidação sobre o sentido da poesia, relembro aqui uma passagem atribuída a Jesus de Nazaré: consta que o Mestre dos Mestres caminhava com seus discípulos quando, num determinado trecho do caminho depararam com um cão morto, já em estado de putrefação. Os discípulos, imediatamente, trataram de mudar a rota, mesmo porque, o mau odor era grande. Jesus, pelo contrário, aproximou-se do animal e, fitando os seus alvos dentes virou-se para os discípulos e asseverou: “Vejam! Os dentes dele brilham mais do que os lírios do campo”. 
  Como podem observar, Jesus não só via poesia nas coisas, mas a sentia até mesmo num cão já em estado de putrefação.
  Poesia é isso: um desfraldar de emoções! É a observância do mundo dentro ou a redor de nós próprios. Já escrevi, inclusive, sobre um sapo. Há muito tempo, quando voltava de uma caminhada, vi um pequeno sapo à beira de uma poça d’água. Fui para casa pensando na possibilidade do pobre sapo ficando ali exposto, estar sujeito a ser maltratado e elaborei o poema que faz parte do meu primeiro livro.
    Escrever poesias é uma habilidade que melhora com a prática, assim como qualquer escrita. Podemos debruçar nosso sentimento e refletirmos sobre o amor ou sobre um grão de areia na acalentura do sol. Enfim, qualquer capacidade, até mesmo em se tratando de poesia, quanto mais se pratica mais se adestra.

Autoria: Antenor Rosalino
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

SILHUETAS



                   

                                   No meu silêncio transfigurado,
                                   Assim como um navio
Que passa pela noite,
Fora do alcance da voz,
Sou teu escudo invisível

E em noites taciturnas,
Entre sândalos de bem-me-quer,
Faço silhuetas de ti,
Visualizando tua imagem
E teus segredos de mulher.

Os meus olhos lacrimejam
E as lágrimas escorrem em pétalas
Na quietude que me afaga a alma
Como se fosse a última página
Que escrevo no livro da memória...

Odes de amor perfeito...
Mas só me restam os versos que fiz
Buscando seus olhos inquietos
No meu viver carmesim.



Autoria:  Antenor Rosalino


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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

RESENHA

            




                    RESENHA PARA O LIVRO “ODISSEIA POÉTICA” DO POETA
                                                 ANTENOR ROSALINO


  Acabo de receber do meu amigo poeta Antenor Rosalino,  nascido em Araçatuba - SP, um valioso presente que me trouxe alegria e emoção, um exemplar do seu livro “ODISSÉIA POÉITCA”, que tive a honra e alegria de prefaciar.
  A publicação do referido livro é fruto do 1º Concurso Nacional de Poesias, realizado no ano de 2015, pela Ordem dos Poetas do Brasil (OPB), no qual, o poeta Antenor obteve o primeiro lugar.
  Esta obra de imenso valor cultural está compilada em 100 poemas, sendo que nos 06 últimos, o poeta presta homenagem aos seus familiares, formando um total de 126 páginas iluminadas pelo brilho das estrelas.
Falar da poeticidade de Antenor é colocá-lo entre os maiores ícones da nossa Literatura Lírica Contemporânea, como uma estrela maior a nos encantar e deleitar com sua soberania inenarrável. São poemas tecidos à luz dos arrebóis, onde o poeta se reveste da magia cósmica para transmitir mensagens de paz aos leitores que as leiam e o admiram. Sua poesia também canta a esperança e as aleluias do amor, mostrando assim que qualquer ser humano pode alçar vôo para as regiões mais altas do sonho. Às vezes, chega a comover quando relembra os arrebóis carmesins. O poeta decanta ainda, as dificuldades e  sofrimentos do seu país, num lamento profundo. Exortando os patrícios a lutarem por um futuro melhor. Seja em qual for a situação, como  lembrar de sua infância e adolescência ou mesmo no presente, na fase outonal, seus versos poéticos é de uma beleza rara, encantadora e elegante, delineando versos diluídos em poeiras de estrelas.
  Vou deixar para o público leitor, principalmente o grande séquito que acompanha o nobre poeta nos sites e nas redes sociais, conferir a maravilhosa poeticidade que emana de seu versejar. Apenas visualizarei a última estrofe do poema “Amarras Estelares” em que, para meu sentir, Antenor atingiu o clímax de lirismo puro e ímpar. Veja:
         “As auroras brilharão
          Quando, então, desprenderei
          Teus laços das estrelas,
           Para amarrar-te também
           Neste sol dos dias meus.“

Que lindoI O amor voejando nos laços da poesia.
Parabéns, nobre poeta! Que Deus ilumine e abençoe cada vez mais o seu talento, sua inteligência, superando os momentos difíceis para atingir seus objetivos. Continue brilhando no firmamento de nossa literatura, pois assim o intitulei “O Poeta das Estrelas.”.
OBS. Recomendo a leitura deste valioso tesouro cultural. Vale a pena conferir!


                                                              Maria de Jesus Araújo Carvalho



sábado, 31 de dezembro de 2016

É NATAL!

                  
                                                  
                                                              
                     

                                                 
                                                  É NATAL!


O céu límpido enuncia o grande dia:
É Natal do Menino Jesus!
Os olhares flamejam em festa
Confrarias acontecem!

As paisagens em adornos coloridos
Trazem evocações sublimes
De sonhos nostálgicos
Incrustados nos abissos da memória.

Sinto gemidos do mar
Quando os sinos dobram uníssonos
No alto dos campanários
Elevando doces preces.

Ocultam-se pensares taciturnos,
gólgotas e suplícios...
Enquanto os anjos fazem festa
Louvando o Salvador do Mundo.




Autoria: Antenor Rosalino

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