segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

ANO NOVO



                                                          



    Insurge um novo ano. E não há melhor época para que os sentimentos das pessoas possam emergir com propósitos elevados, edificados e depurados.
   Que as adversidades possam servir definitivamente para a humanidade repensar seus feitos e valores no afã de nova construção mental para um porvir digno das vinhas do amor maior para a qual fomos criados.
    Que todos os arcaicos e obscuros sentimentos de tristeza, da incômoda e tão preocupante situação atual de declínio que se acentua sempre mais na moralidade que deveria nortear os passos de todos para as vinhas do bem e as lembranças taciturnas possam dar lugar a reflexões e visões mais experientes de modo que as dores, adversidades e maledicências pretéritas sejam vistas como obstáculos que se fizeram existir para serem ultrapassados. E assim, e só assim, poderemos fazer com que o bem triunfe sobre o mal dentro de um tempo providencial.
    Numa conversa que tive recentemente com uma pessoa amiga sobre o difícil momento de mutações de valores humanitários por que passa os povos de todo o mundo, essa pessoa que é profunda conhecedora da doutrina espírita asseverou-me de que são naturais essas fases de mudanças do temperamento humano e que são análogas às alterações do clima. Há tempos de guerra e tempos de paz, mesmo porque, o mal insiste em permear sobre o bem, mas que, no final, o clarão da paz divina haverá de perpetuar sobre tudo e sobre todos.
     A meu ver, tem fundamento tal explanação. Podemos, todavia, evitar que as situações adversas ganhem proporções vultosas, procurando não dar guarida a pensamentos malignos e vivenciarmos sempre o magno encanto de magia da noite de Ano Novo, quando as almas uníssonas no mesmo pensar renascem imensamente e, em sublime prece entoam fraternalmente as mais doces canções de amor.
     Nesse momento de pureza e luz, todas as contas do rosário da memória são, lentamente, repassadas, enquanto a indizível poesia da vida inunda a
Terra de estranha felicidade.
     Que a alegria reinante nas profundas fontes do nosso pensar na passagem do ano possa, de fato, cicatrizar as chagas das angústias vivenciadas e que,  envoltos pela passiva atitude que vem dos céus sejam renovadas as esperanças dos povos de todo o mundo, e que as preces súplices, os cantos e propósitos crísticos sejam disseminados e ganhem eco em todos os continentes em confrarias presentes, num enlevo enternecedor de solidariedade, para que nossos braços em cálidos abraços possam acolher a abençoada paz em sua plenitude e todas a dádivas do Ano Bom.



Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da internet

      

domingo, 7 de dezembro de 2014

ARREMEDO DE AUTOR



                        


Os versos banham minh’ alma
Com uma ternura sem igual
São sentimentos profundos
De este ser cenobial
Que vaga sob as estrelas
Num enlevo terno, aspectual.

Contemplo a amplidão dos céus
E sinto um desejo imenso
De voar santificado
Buscando no firmamento
As formas de vida simples
Em um mundo de acalento!

Meus devaneios me levam
De encontro aos deuses, poetas...
Mas, desperto-me num instante
Das fantasias ineptas...
Olho ao meu redor e sinto
Quão triste é a dialética!

Os meus olhos lacrimejam
Quando me ponho a fitar
A imensidão em nuances
Sobre os mistérios do mar.
Quisera ver nestas horas
Meu poetar se avultar!

E assim, encantar o mundo
Com singela poesia,
Para gáudio e regozijo
Da plebe e da burguesia,
Mas fico assim tão silente...
            Elipse na maresia!

Sou somente imitação
De poeta e trovador
E do meu canto desejo
Esculpir em puro amor
Os versos como oferenda
Deste arremedo de autor.



Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem do autor.




PENSAMENTOS


 
   A poesia é a voz da alma no seu tom maior


   É possível que um recomeço afetivo perdure para sempre, mas, para isso, o amor deve ser grandioso demais, pois é muito difícil postergar as cicatrizes de uma vivência que vislumbrou apenas como uma mera ilusão


   Quanto mais fineza de trato um homem dedica às mulheres, mais admirável  é o seu caráter.


   A vigília constante do pensamento no afã de vivermos em paz, é o único caminho que nos leva a aproximarmos dos deuses.


   A eternidade espera o que Deus uniu para sempre. Vivamos, pois, cada fase da vida, com resignação e o coração aberto e límpido tanto para os prazeres quanto para as desventuras.


   Envelhaçamos com galhardia, procurando viver cada fase da vida dentro dos seus ditames, como um ato de amor perfeito pelo simples fato de vivermos.


    A política é uma necessidade e traz contextos de harmonia, respeito e bem estar social. Já a politicalha é puramente pretensão de levar vantagens financeiras, sem considerar os deveres e obrigações para com o próximo.



    Segundo Nietzsche, “o budismo nada promete e tudo cumpre, enquanto o cristianismo tudo promete e nada cumpre”.
    Penso que, tanto uma quanto a outra prometem a paz mundial se forem seguidos os seus preceitos. Acontece, porém, que a maioria dos seguidores de ambas as religiões, principalmente a cristã, não seguem os seus ensinamentos ou, o que é pior, deturpam e até desonram a essência da religiosidade.


   A saudade pode também ser constituída  de uma presença não correspondida.


   O jovem que não admira as obras e a vivencia das pessoas idosas jamais chegará a ser um adulto íntegro, pois também não saberá admirar as obras dos antepassados.



Autoria: Antenor Rosalino
 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

PROPINA


                                                             
                                                             
                                          


  No Brasil, assim como em todos os países, há vestígios de corrupção que permeiam muitos segmentos sociais. Os subornos em nosso país são praticados de modo bem enfático; e o que causa mais dor é que tais atos ilícitos não só denigrem a imagem do país e prejudica consideravelmente o seu desenvolvimento, mas deixa exemplos dos mais condenáveis que levam, principalmente os jovens, quando desorientados, a pensar que podem também, quando houver oportunidade, agir da mesma forma sem que ocorra a punição devida, pois esta, em inúmeros casos, ocorre de forma branda, e sem que o infrator receba orientações que possam fazê-lo compreender a gravidade do seu ato e o faça repensar sua vida no afã de voltar a ser um cidadão de bem.
 Procurando analisar mais profundamente o que leva alguém a se tornar um corrupto, lembrei-me de que, na minha adolescência, presenciei muitos casos em que várias pessoas eram beneficiadas com carteirinhas estudantis, que lhes davam direito a ingressar em cinemas e outros eventos, sem que essas pessoas fossem estudantes. Isso ocorria, porque, certos funcionários de escolas, designados a fazer o cadastramento dos alunos, não eram fiscalizados a contento e, conscientemente, mas sem pensar nas desastrosas consequências que poderiam advir de sua atitude, favoreciam tanto quanto possível os seus parentes e amigos.
  O que também chamava atenção é que esses infratores não eram denunciados, e mais: os beneficiados não se preocupavam em ocultar o caso, pelo contrário, se vangloriavam mostrando as carteirinhas para as pessoas próximas.
    Da mesma forma, outros casos marcam ou marcaram a vida de muitos adolescentes resultando daí, muitos corruptos que assolam principalmente a vida pública brasileira. Trata-se, portanto, de uma cultura antiga, em que os casos como os das carteirinhas, são praticados com normalidade, de forma aparentemente até inocente, mas demasiadamente maléfica à formação do caráter.
     Há algumas décadas, foi inevitável para mim ver um comerciante vangloriar-se ao afirmar que, ao ser visitado em seu estabelecimento por um fiscal de higiene, este lhe fez várias exigências. Entretanto, usando de estratégias malandrinhas, confidenciou ao fiscal sobre os motivos pelos quais não poderia cumprir as normas devidas no estabelecimento e lhe ofertou um presente. O fiscal, por sua vez, não só aceitou o presente, mas também cancelou a multa que, fatalmente seria imposta em caso de infringência da lei.
    Já houve casos congêneres, e não causa tanta surpresa também sabermos que certos funcionários públicos, ou prestadores de serviços principalmente na área da saúde, procuram beneficiar parentes e amigos, agilizando consultas e cirurgias.
     As minhas observações até aqui, se referem apenas a casos graves, mas que, na verdade, pouco significam se comparadas com os subornos que têm assolado o país como um terremoto em larga escala. E isso, em grande parte, é atribuído à ausência dos princípios éticos advindos da infância e maus exemplos vivenciados na adolescência como os citados acima.
      Urge, portanto, que os esforços se intensifiquem principalmente por parte dos pais e educadores para que as perspectivas futuras sejam de formação de valores morais e não desses exemplos que horrorizam e nos entorpecem, retardando o progresso da nação e levando-nos a um falso rumo.



Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da internet


sábado, 15 de novembro de 2014

O DIA DO POETA RECANTISTA

 

                                                                   


Neste dia primaveril em que os raios de sol fulguram em esplendor, uma estranha felicidade toma conta do meu ser ao proclamar-se o dia 14 de novembro como o Dia do Poeta Recantista.

  Há quase uma década, iniciou-se uma interação mais abrangente entre poetas no mundo virtual, com o fito de trocarem experiências entre si, desenvolverem o sentir poético, promover talentos e, por conseguinte, deixarem que a poesia latente no âmago de suas células líricas pudesse ser vista pelo maior número possível de pessoas não só do Brasil, mas de todo o mundo.

    Paulatinamente, esse intento foi ganhando força e hoje, pode-se dizer que se trata de uma interação literária das mais conceituadas e benquistas, onde os amantes da poesia podem desfrutar de leituras de altíssimo nível, advindos de poetas e poetisas renomados ou não, cujo lirismo enternece o coração do leitor. E esta miríade de talentos poéticos unidos justifica plenamente a data escolhida para homenagear estes insignes escritores e escritoras líricas.
    Houve um consenso entre os poetas e, entre outras datas, foi escolhido o dia 14 de novembro para eternizar-se como o Dia do Poeta Recantista. A data refere-se ao dia da fundação do conceituado site do Recanto das Letras, em 2004.

     Os poetas recantistas mantêm laços de profundo respeito e amizade entre si, e não são raras às vezes em que, inclusive, fazem homenagens uns aos outros e se interagem na elaboração de belíssimos duetos. Trata-se, efetivamente, de uma família de letras.

     Os ilustres e denodados poetas buscam incessantemente o perfeccionismo e não se contentam apenas com a literalidade comumente usada. Alguns, inclusive, inovam as formas e estilos poéticos, e isto, enriquece e diversifica os poemas, moderniza e preserva a Língua Pátria avultando cenários de um porvir em que, cada vez mais, a leitura se torna desejada em todos os níveis sociais.

     Pelas razões expostas, deixo aqui a minha saudação a todos os nobres colegas poetas e poetisas, parabenizando-os pelo maravilhoso feito, especialmente ao nobres poetas idealizadores deste tão magnânimo e elogiável projeto, e rogo a Deus que continue a iluminar os seus propósitos altruísticos e de todos os poetas e poetisas recantistas, concedendo-lhes profunda paz para a continuidade de suas inspirações iluminadas que fazem com que os seus versos de inenarrável beleza sejam perpétuos e sempre regados intensamente a pétalas de rosas em meio a cantilenas de emoções.

      Finalizo, apresentando um poemeto que fiz em homenagem aos recantistas no inverno de 2008.


                      EXORTAÇÃO AO RECANTISTA

                            Há no mundo virtual,
                            um espaço iluminado
                            onde insignes pensadores,
                            poetas e escritores
                            exaltam o romantismo
                            num porvir de doces sonhos!

                            Essa "Família de Letras"
                            - formatando a cada dia
                            belos textos comoventes -,
                            brincam com os vocábulos,
                            buscando no abstratismo:
                            fazer coisas inumanas
                            tornar-se enfeites humanos!

                            No doce fluir de seus dias,
                            os preclaros recantistas
                            - dotados de dom divino -,
                            esquecem a realidade
                            e afugentam num segundo
                            a parte triste do mundo.



                     SALVE O DIA DO POETA RECANTISTA!



Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da internet
 

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

MEU SIGNO





Nasci no dia 23 de abril de 1949.
Lá se foram as décadas de minha existência
Ancorada em sentinelas de emoções
Traduzidas nos versos de saudade
E nos solfejos dos encantos e ilusões.

Sou assim, um genuíno taurino
Seguindo os ditames deste meu coração poético
Numa ousadia fremente de exteriorização 
            Dos meus sentimentos mais íntimos
            Elaborando  meus versos com denodado labor.

Mas sigo a jornada do destino traçado,
Com a tenacidade característica do meu signo
Sempre em busca de um perfeccionismo
Tão remoto quanto à impossibilidade
De o meu versejar atingir os céus
Num giro misterioso como cachoeiras em escarcéus.

Trago, porém, nas marcas da longa espera
A experiência vivida, percebendo, a cada dia,
O quanto nada percebo e deixando nos sorrisos iluminados
Das pessoas mais queridas, o meu olhar derradeiro
De amor e gratidão em clarões de poesia exaltada
Enquanto a vida segue provocando-me emboscadas.



Autoria: Antenor Rosalino

Imagem da internet


sábado, 25 de outubro de 2014

ENTREVISTA CONCEDIDA À ORDEM DOS POETAS DO BRASIL


1-    QUEM É O POETA ANTENOR ROSALINO
Resp.  Influenciado desde os primeiros anos escolares por ouvir poesias, tive a minha percepção aflorada neste sentido. Atribuo também esta minha tendência pelo fato de ter feito um curso de correspondência comercial e, desde então, tendo trabalhado por muito tempo como correspondente, habituei-me a substituir palavras costumeiramente usadas por outras e as metáforas foram envolvendo-me sempre mais. Porém, somente aos 20 anos de idade é que a minha primeira crônica foi publicada num jornal local. E aproveito agora a minha maior disponibilidade de tempo como aposentado, para escrever com mais intensidade e exteriorizar os meus sentimentos poéticos.

2-   SENDO TAMBÉM UM CULTOR DO IDIOMA, COMO VÊ ATUALMENTE A UTILIZAÇÃO DA LINGUA PORTUGUESA NAS REDES SOCIAIS?
   Resp. Embora seja compreensível que, com o passar do tempo, as gírias acabem por integrar os dicionários, não concordo com a forma pela qual a Língua Portuguesa vem sendo utilizada nas redes sociais. Não há qualquer preocupação dos internautas em preservar a língua pátria. Isto posto, aliado à necessidade da digitação rápida, faz com que haja muitas supressões de palavras, e isto deturpa ainda mais a correta escrita dos vocábulos.

     3-    SUA POESIA É REFINADA, USA ÀS VEZES VOCÁBULOS BELOS. SÃO SINAIS DE UM APREÇO TAMBÉM PELO PARNASIANISMO?
     Resp. Confesso que sou afeito à poesia de rico vocabular, com metáforas, desde que essas sejam compreensíveis no contexto, e também gosto de exuberância nos abstratismos.  O meu estilo poético traz sinais parnasianos justamente porque gosto, em se tratando de poesias, do linguajar um pouco mais aristocrático, que foi a marca do parnasianismo para o qual tenho apreço, mas sem ligações tão diretas ou preocupação em seguir a literalidade daquela época.

     4-    COMO O MESTRE A POESIA BRASILEIRA ATUAL> O QUE TEM DE POSITIVIO E O QUE TEM DE NEGATIVO?
    Resp.  Atribuo as tuas palavras elogiosas a meu respeito pela tua sincera amizade para comigo, o que muito me honra, mas tenho consciência de que estou longe de ser um mestre da poesia atual. De qualquer forma, respondo a tua pergunta dizendo que, a meu ver, a poesia atual traz em seu bojo de forma positiva, o fato de transmitir sentimentos líricos verdadeiros com linguajar moderno, mas, sem perder de todo, o glamour característico do poetar propriamente dito em todas as épocas. Tenho observado a criação de muitos novos estilos com muita exuberância de poeticidade. O que há de negativo é a falta de maior propagação da poesia principalmente nos meios escolares. É preciso que os pais e professores incentivem as crianças e jovens para o resgate da poesia em nossos dias atuais.

5- ACHA NECESSÁRIA A LEITURA DOS POETAS DO PASSADO PELOS POETAS ATUAIS?
Resp. Sim. Isto é importantíssimo por dois motivos básicos: primeiro, porque, sem a apreciação das obras dos nossos grandes mestres, os poetas atuais não poderão, jamais, serem merecedores de ter também as suas obras apreciadas. E segundo, porque, somente pelas comparações dos estilos é que se pode inovar buscando sempre o perfeccionismo que é uma das preocupações de todos os poetas.

 6-    A POESIA REQUER POLITICAS CULTURAIS DE APOIO?
 Resp. Sim. A falta de políticas culturais visando o apoio à poesia resulta na falta de maior incentivo aos poetas e impede a notoriedade e divulgação de suas obras, empobrecendo assim a literatura, pois sabemos, de sobejo, que a poesia é um dos enfeites da vida.

7-    O QUE DIZER AUM POETA QU SE INTGRA UM MOVIMENTO, MAS NÃO PARTICIPA DE SUAS QUESTÕES E SUAS LUTAS?
    Resp. O assunto neste sentido é polêmico, pois toca diretamente em particularidades do poeta. Muitas vezes, a falta de maior empenho num determinado movimento é motivada por questões de saúde, por certas divergências com alguns próprios correligionários, ou por falta de maior disponibilidade de tempo. É uma questão muito pessoal.

8    8-    QUAIS OS POETAS QUE INFLEUNICARAM APOESIA DE ANTENOR ROSALINO?
    Resp. Sempre admirei muito a literalidade e o lirismo de Machado de Assis e o belíssimo poetar de Fernando Pessoa.
9   
       9-    SUA POESIA POSSUI ELMENTOS DO ROMANTISMO. O POETA DEFINE-SE COMO  UM ROMÂNTICO?
 Resp. A maior parte da minha lava poética é lírica. Logo, sou um inveterado romântico.

  10- EM UM UNIVERSO DE MILHARES DE POETAS, A OBP HOMENAGEIA 12 POETAS  NA TOTALIDADE DE SEUS  PREMIOS. ACHA IMPORTANTE ESTA VALORIZAÇÃO  DENOSSOS POETAS?
 Resp.  É das mais louváveis esta iniciativa da Ordem dos Poetas do Brasil que vem  premiar da forma mais correta e democrática possível os poetas que vêm se destacando.   É um grande incentivo para os homenageados e também propulsiona os demais poetas a  entusiasmar-se na busca de uma poeticidade sempre cativante e cada vez mais crescente.

 11- COM UMA EXPERIENCIA E ARTE ACUMULADAS, O QUE DIRIA A UM POETA QUE   DESEJA PUBLICAR POESIAS, MAS TEM RECEIOS?
 Resp. Entendo que, em se tratando de um poeta nato, a poesia está sempre latente no  âmago do mesmo e há um desejo imenso de que os sentimentos sejam exteriorizados.  Portanto, dificilmente um poeta terá receios de publicar seus escritos. O que pode faltar é  disponibilidade de tempo ou dificuldades financeiras. Eu diria a esses poetas que procurem  empenhar-se mais na divulgação de suas obras, procurando editoras, participando de  concursos, etc..., pois assim agindo, os eventuais receios irão, paulatinamente, se  extirpando e se a  poesia for de qualidade, cedo ou tarde, haverá o reconhecimento  devido, e isso o levará a feitos sempre mais grandiosos.

 12 - CASO FOSSE PRESIDENTE DO PAÍS, QUE MEDIDA OU PROJETO FARIA PELA    POESIA BRASILEIRA?
  Resp. Já existe um projeto governamental de incentivo à poesia e outras artes, é o Projeto de Fomento à Cultura. Eu mesmo fui beneficiado com este projeto, em 2012, pois fui premiado no gênero poesia e, assim, publiquei o meu segundo livro semcustos. Acontece, porém, que não são todas as Secretarias de Cultura dos municípios que aderem ao programa. Se eu fosse presidente do meu país, faria com que este projeto fosse amplamente divulgado e fiscalizado, no sentido de que todas cidades viessem a ter conhecimento e participação do mesmo. Além disso, faria com que fossem promovidos outros concursos congêneres e buscaria incluir a poesia nas didáticas escolares.

13 - POETA MESTRE ANTENOR ROSALINO FALE TUDO O QUE
 DESEJAR SOBRE POESIA?ABRAÇOS E MUITO OBRIGADO.
 Resp. Repriso aqui a necessidade de que haja incentivo à poesia nas escolas. Os pais e professores devem declamar poesias aos seus filhos e alunos, respectivamente, procurar
fazer com que estas crianças e jovens venham a ter percepções poéticas com a leitura dos grande autores. E como a poesia aceita muitas metáforas, ou palavras que comumente dizem ser difíceis, os pais e educadores devem orientar os jovens no sentido de procurarem os significados no dicionário. Agindo desta forma, verão que, além de
angariar maiores conhecimentos, aos poucos irão escrevendo melhor e se expressando de forma mais clara e precisa e se conscientizarão de que a poesia é, sobretudo, a representatividade mais viva dos sentimentos humanos e é nisto que reside o amor ao sentir poético.

 Abraços e meus agradecimentos também a todos os caros confrades da Ordem dos Poetas do Brasil. Que Deus guie sempre os seus passos nas vinhas do amor e da paz,  que a poesia possa fluir perene na vida de todos nós.



                                                ***************************


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A MÚSICA E A POESIA



                                                              



  A poesia brasileira atual está de acordo com o modernismo vigente. Segue os mesmos rumos da literatura em suas transmutações de acordo com o pensamento e o sentimento das pessoas em todo o mundo.
  Os poetas têm esse poder, através das gerações, de mudar e criar estilos líricos, e cada época tem o seu brilhantismo nesse sentido. Hoje, o vocabular continua rico. Não traz contextos de muitas meditações como no passado, os mesmos são breves, mas, mesmo assim, sem grandes extensões, são envolventes e tocam profundamente o coração do leitor.
 Relativamente à música, esta sim, perdeu muito a qualidade e os poetas que se envolvem na música atual tendem, por conseguinte, a perder o glamour de seus escritos. A música, entretanto, mesmo sem qualidade, como a maioria que ouvimos na atualidade, diferentemente da poesia, não perdeu apreciadores.
   Atribuo isso, principalmente, ao fato dos educadores não incentivarem a poesia nas escolas. Se a criança cresce sem nunca ter ouvido uma declamação poética e sem a orientação devida para a mensagem que a poesia traz, certamente não irá se entusiasmar em ler nada a respeito. A música e a poesia sempre estiveram lado a lado, mas, está havendo esse crescente distanciamento , e algo precisa ser feito para o resgate da união dessas artes que nos falam ao coração.
    É evidente que, tanto na música como na poesia e em todos os segmentos das artes em geral, existem aqueles que se destacam mais e até bem mais que outros. Porém, a essência e o fundamento maior da proposta artística, em suas respectivas áreas, vêm se perpetuando e, se não agrada a alguns, agrada a outros. E essa pluralidade de ângulos e pontos de vista tem o seu lado positivo, e é enriquecedora, pois é a partir daí que os valores são repensados e a arte em todas as esferas pode atingir o seu pináculo, ao tempo em que nos traz alegria pelo fato de enfeitarem o mundo e nos mostrar a vida em seu movimento mágico de beleza e complexidade.
   Insisto na ideia de que, as escolas tanto públicas como particulares, deveriam introduzir em suas didáticas a poesia. Criar meios para que os alunos venham a ter prazer de ler palavras substituídas por outras, a consultar o dicionário com frequência em casos de dúvidas. Mostrar que o dicionário não só ensina o significado dos vocábulos, mas faz com que a pessoa interessada paulatinamente vá enriquecendo o seu vocabulário.
    Um outro fator importante, é saber declamar uma poesia.  É preciso que as pontuações sejam seguidas à risca e o declamador sinta e saiba o que está dizendo, afim de que o pensamento possa transmitido de modo correto com o glamour que toda poesia requer. Se houver esse interesse nos jovens estudantes, certamente a música também ganhará maior qualidade, mesmo porque, é pelas letras que se começa entender o mundo em suas nuanças e tão profundas diversidades, tanto nas artes como em tudo o que há.



Autoria:  Antenor Rosalino


Imagem da internet


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

MAGNETISMO DO AMOR



                                               
                                                  
   
 
Poema formulado no
estilo Albus Quercus, que
compreende seis estrofes em
iguais sílabas poéticas, com
 rimas nos segundos, quartos
 e sextos versos de cada estrofe.


                                   Encontros e desencontros...
                                   A vida segue o fluir
                                   E o amor perpetua assim
           Magnetos de amor e luz
                                   No presente e no porvir.

                                   Nas noites de plenilúnio:
                                   Lembranças a refluir
                                   Sonhos felizes, quimeras...
                                   Esperanças no devir!
                                   O magnetismo fluente
                                    São sonhos a repetir.

                                   Esta essência de ternura...
                                   Refrigério a nos seguir,
                                   É um jorrar de emoções
                                   Sempre no olhar a insurgir.
                                   Trazendo a bruma invisível
                                   De amores de este existir.

                                   O Magnetismo fluente
                                   É latente a refletir
                                   Saudosas nuvens e aromas
                                   Que não se pode ruir.
                                   E volitando no mundo
                                   Segue a alma em vai e vir...

                                   Ventos exalam aromas
                                   Entre cantos e zunir
                                   Numa atmosfera de encanto
                                   Como a inocência e o sorrir,
                                   Perpetuando as divinais
                                   Fontes de amor a florir!

                                   A alma festeja livre
                                   Mazelas a sucumbir!
                                   Quando o cupido aconchega
                                   Não há como resistir...
                                   As tentações são fetiche
                                   Pondo a máscara a cair.




   Autoria:  Antenor Rosalino

  Imagem da internet




sábado, 11 de outubro de 2014

HUMILDADE



                                                                           


  Sendo uma das virtudes mais admiráveis do ser humano, a humildade é, sem dúvida, aquela que mais nos aproxima dos deuses.
  Contrariamente ao que muitos pensam, a pessoa humilde não é aquela impregnada de pobreza material e espiritual, sem personalidade, por vezes até fazendo passar-se por vítima das injustiças e da indiferença dos demais, mas é, isto sim, autêntica, resoluta, cônscia de sua missão terrena e do seu primordial papel de servir ao próximo.
    A humildade não se baseia numa simples ajuda a alguém a quem temos simpatia, mas sim, em nossas atitudes sensatas diante de quaisquer adversidades, do uso do perdão e, sobretudo, da generosidade em cooperar com quem quer que seja, independente de nosso grau de parentesco ou amizade.
    É de vital importância também atentarmos para o fato de que são muitos os casos de pessoas que se sentem muito mais gratificadas e felizes com uma sincera demonstração de amizade e consideração do que com uma ajuda qualquer. Desejam consideração sincera e não de esmolas.
    Todavia, muitas são as oportunidades que temos para ajudar pessoas necessitadas, e tais oportunidades nos apresentam sob diversas modalidades: podemos ajudar financeiramente, naquilo que nos for possível, uma ou mais instituições de caridade, fazer visitas periódicas a essas mesmas instituições, conversarmos com as pessoas, estender-lhes a mão, cooperar com o pároco do bairro nas inúmeras atividades que visam a melhoria de vida dos mais carentes da comunidade, ajudar e orientar pessoas idosas ao atravessar as ruas, sorrir para as crianças, enfim, há várias oportunidades para demonstrarmos o nosso amor ao próximo, e, agindo nessa conformidade, haveremos de conhecer o verdadeiro sentido da vida, pois a corrente de pensamentos positivos que angariamos de tais pessoas e a satisfação pela caridade que praticamos nestes pequenos gestos nos levará, indubitavelmente, a um estado de real e sublime felicidade.
   Quanto a prestar favores, até certo ponto isso nos parece fácil, porém, o difícil, e aí é que reside a essência da solidariedade, é dar a entender ao beneficiado que determinado préstimo nada exigiu de nós; que aquilo não foi nada. Isso sim, é a sublime prática da humildade.
   Comumente muitas pessoas de classe média tendem a menosprezar os mais pobres, a não considerá-los, com o receio de se ver parecido com estes, pois sentem necessidade de mostrar o mesmo elã dos ricos, mas como não podem, sofrem por isso, fazendo de tudo para parecer o que na verdade não é. Não há maior falta de humildade do que isso.
    Sigamos, portanto, cada qual com sua autêntica personalidade, cultivando o código moral que deve nortear todos os nossos passos, com elegância e galhardia em todas as fases da vida e distantes de vaidades banais, mesmo porque, o verdadeiro mérito tem apenas a alegria de compartilhar os seus feitos, de dividir os seus louros com os amigos, mas não gosta de se mostrar. Há diferença nisso.



Autoria:  Antenor Rosalino

imagem da internet


sábado, 4 de outubro de 2014

MEU PAI


                                    
                                            


 Pai, trago em minhas mãos marcadas e lívidas
 As lembranças rebuscadas do teu passado
Que o tempo em suas nuanças ininterruptas
De alegrias e tristezas não as consegue dissipar.

Ah! Meu pai: seleiro e sapateiro...
Tão trabalhador e honesto. Enérgico e, ao mesmo tempo,
Sereno e sensato em tuas firmes decisões.
Que  saudades de ti, meu pai!

Fostes dormir naquela noite fatídica de verão
E, pela manhã, o estarrecimento: tu estavas morto, meu pai!
Quisera, então, embalar-te em meus braços, mas eu, então, tão criança,
Não tinha forças e estas se desvaneciam ainda mais
Com o pranto de minha mãe, a abnegada esposa de toda a tua vida
Deixando cair incontidas e reluzentes lágrimas no meu leito.

O comerciante, fabricante de capotas para veículos, arreios
E calçados para deficientes físicos se fora, num tempo em que
Tais serviços tinham valor incomensurável!

Teu coração o traiu, meu pai!
E o que ontem eram dores tuas, hoje eu as faço dores minhas.
E me sinto distanciando-me sempre mais da vida
Para encontrar-te no teu refúgio de paz infinda
E esquecer as minhas ilusões níveas..., perdidas.



Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da internet