domingo, 24 de fevereiro de 2013

LITANIA


                                                   
                                          
Nostálgico pensar na solidão
Aflora o meu âmago mais profundo
Em vãs interrogações sobre
A transitoriedade presente
Que faz os doces momentos,
Tornar-se doídos lamentos.

Derrama-se na minha alma,
Lágrimas de negra melancolia,
Enquanto uma cintura lânguida
De brancas nuvens
Passa, dando adeus
Ao crepúsculo vespertino!

Como o pêndulo indiferente
De um relógio que segue,
Oculto-me por trás de palavras
Perdidas e esquecidas
Em busca de coisas
Que nunca são encontradas...

Em noites claras, mal dormidas,
As florestas ecoam meus suspiros
Entre sonhos dissolvidos
No meu hábito de exaltada ternura,
À procura do que ontem era tudo
E hoje, o prado só medra abrolhos
E nada mais se fecunda.


Autoria:  Antenor Rosalino


2 comentários:

  1. Amado Antenor: Que da Oração Sublime Fizestes Da Solidão! Deus Costuma Usar A Solidão Para Nos Ensinar A Própria Convivência Conosco. Assim Como Deus Costuma Usar o Silêncio Para Que Tenhamos Sempre Responsabilidade Naquilo que Dizemos! Só É Solitário Aquele Que Teme o Amor. Vivemos Os Momentos Superiores Da Alma Quando Nos Acolhemos Em Solidão Profícua! Nossos Jardins, Nossas Cercas e Nossos Pomares Muito Haverão de Produzir e Florir! Derrames em Mim Toda Melancolia! Fecundo É Todo Teu Belíssimo Esto Poético! Receba Meu Beijo com Muito Amor! Deitas Em Meus Prados e Sintas Meu Beijo Através das Estrelas Que Cintilam Em Teus Céus Azulados. Da Tua eterna Lu! Aplausos muitos, poema forte e divinamente escrito!

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  2. Adorável Lu, em suas comovidas e sábias palavras sobre a solidão, eu lhe vejo com brilho encantador, característico de pessoas que possuem o dom da doçura e parecem nascer predestinadas a encantar e melhorar o mundo. Com a mais profunda gratidão por tão maravilhoso comentário e palavras de estímulo, receba um faustoso beijo do seu eterno Antenor.

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