sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

LEVAR O QUE DA VIDA?

                                           

                                           


A vida me ensinou a dar adeus, num gesto sem maldade.
A vida me ensinou que humanos são frágeis e não podem virar desafetos...
A vida me ensinou desde cedo a respeitar a dor alheia,
numa fração de segundos. Embalando doces, sob girassóis amarelos!
 
 Aprendi a sonhar acordada com o coração em papéis de amar..
 Aprendi a fazer do caminho um doce estar em um mundo, repleto de
 problemas... Aprendi que o tempo traz marcas edificantes.
 E hoje, a Poetisa, não quer poesia, e sim palavras, que tragam
 um pedido de amor, um pedido de compaixão ao mundo,
 que sofre tanto, das dores da sobrevivência...

  Síntese do silêncio que traz a solidão em barcos azulados,
  da cor dos mares que banham as terras todas...
  Incomunicavelmente, transita-se pelas vias do Paraíso,
  e desembarca-se no mistério do sentir...

  Ardente é o verbo Amar, fogoso é o apaixonar-se...
  Há uma primavera em cada ano, há um Natal para cada dezembro.
  Há uma flor para cada Jardim. Há uma saudade sem regras...
  Há a travessura da noite que se alonga em peças jogadas pelo chão...

   A vida me ensinou que um olhar pode ser fatal...
   E não arremesse o amor ao chão.... Pode calar a verdade e aliar -se à decepção.
   A vida me ensinou que precisamos aprender a viver com plenitude!!!!
   Humildade, Simplicidade E Sabedoria!!!
   A vida me ensinou que ainda não aprendi a amar (SIC) ... Naquela época, amor.

    A vida tangenciou presentes ...
A vida Levou Meu Pai Tão Moço.,..
    E A Vida Me Prometeu Um Príncipe e Menestrel
    A Navegar Entre Troféus de Latas
    A Vida .. A Vida... A Vida.. A Vida..
    A Vida Me Ensinou Que Não Teremos Parâmetros..
    E A Vida Me Indicou Uma Estrela Guia
    Onde Por Lá Passeava Meu Futuro Amor E Poeta...
.
                   Luiza De Marillac Bessa Luna Michel



      No transcorrer da breve vida, os acasos trazem ensinamentos que,
      se vistos com alma pura, isenta dos artifícios do mal,
      tudo se torna leve e nos toca com a mesma mansidão da brisa
      até mesmo quando a finitude solfeja o último adeus.

      Aprendemos em sublimes sonhos a compreender o holocausto alheio,
      buscando razões e respostas, refletindo sobre as circunstâncias do
      cotidiano que fazem com que muitas certezas da realidade presente
      se tornem incertezas doídas.

      Levemos da vida somente a capacidade latente para ampliar
      horizontes fecundos de renovada consciência
      voltada para o exercício em pétalas
      de um despertar glorioso para a  própria evolução
      além do viver entre lápides

       Em átimos inusitados, o tempo ininterrupto também edifica fazendo
       com que a poesia latente nas vísceras dos poetas e poetisas seja
       transmutada em evocações súplices de amor e misericórdia ao sofrer
       mundano que abarca silêncios de abissais mares profundos.

       Um primaverar de emoções se avulta nas festas natalinas!
       E cada dezembro insurge jorrando esperanças perdidas na noite
       alongada em premissas de sonhos em que o cheiro da maresia
       acompanha o sândalo das flores.

        Ensinamentos que a vida traz impulsionam o homem a pensar na
        essência evolutiva do verbo amar.

        E no aprendizado do amor, uma estrela guia passou
        norteando a veraneios felizes onde em dunas desertas,
        distantes, passeia a diva da poesia num vislumbre futurista
        trazendo em suas cândidas mãos o amor desse poeta
        que do alvor ao plenilúnio é astro rei do seu domínio.


                                           Antenor Rosalino


FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO






Acordes de dezembro
Flores amorosas
Mensagens calorosas
A paz pedindo vaga
Entre os presentes
E tantas poesias
Onde andará nostalgia

Dos tempos em que Jesus
Visitava nossos coracões
E permanente selando
Amizades e convivências...
Literatura sem harmonia
É pura e farta fantasia
Mascaras incertas

De profundas comemorações
Da união entre Universos...
Mesmo que diferentes
Espanta Cervantes
Acorda Shakespeare
Levanta Oscar Wilde
Chora Clarice Lispector

Lamenta-se Jobim
Canto de Camões
Gabriel Garcia em
Estado de euforia
Acordam lá nos ceus
Da verdadeira Sabedoria
A mais plena alegria...

Todo Dia É Ano Novo
No Regato Cristalino
Sob a Clara Luz Do Luar
Sobre a Relva Fresca
E o Cheiro Que Vem da Terra
Dessa Passarela Que Me Encanta
Entrego Meus Versos Em Tuas Mãos...

VESTIDOS DE DEZEMBRO

Luiza De Marilac Bessa Luna Michel



Nostálgicos pensares
Da cristandade presente
Visionando aparições crísticas
Nas moradias festivas
Corações esmaecidos
Sob meteoros e estrelas rútilas
Banham-se de luz divina

Até mesmo em abissais profundos
Ecoam as preces e cânticos
Advindos das louvações
Trazendo à luz o legado
De imortais pensadores e mitos
Enigmas transcendem suspiros
Deuses se perpetuam em marfim

Em tons de Vínícius e Jobim
Ressurge paz de sinfonias
Anjos entoam hinos
Nas canções de pura magia
Trazendo inspirações e fado
Ao amor e à alegria
E aos poemas deste dia.

Sons harmônicos natalinos
Olores de belas flores
Noite feliz com arautos de paz
Oferendas de amor e poesias
Desenhando promessas lúdicas
Num mundo de confrarias
Afugentando lembranças dúbias

O raiar de cada dia
Renova nuanças da vida
Os arrebóis de magia
São cisalhas prateadas
Cobrindo teus versos em minhas mãos
Fontes levantam sândalos de amantes
Estrelas morrem por trás dos montes

ADORNADAS DE DEZEMBROS


                                               Antenor Rosalino



sexta-feira, 17 de novembro de 2017

SOLIDARIEDADE


                                       
                                                         
  Os pés cansavam sempre mais. Não sabia ele por quanto tempo poderia ainda caminhar. À sombra de uma árvore, observava os arranha-céus e se lembrava dos tempos em que a grande maioria das casas tinham varandas aconchegantes, diferentemente de hoje, em que os espaços deram lugar a muros altos e grades de ferro, pois as pessoas precisam se proteger.
  Após alguns minutos de contemplação continua o andarilho a sua caminhada, banhado pelo suor e em desarmonia com seus próprios passos. Carrega um carrinho com algumas bugigangas sendo, em sua maioria, papéis e caixas de papelão que recolhe em lugares diversificados para vendê-los. É o seu sustentáculo.
  Chega o fim do dia e o pobre homem, desprovido pela sorte, quase nada conseguiu. O dia fora improdutivo e suas pretensões de ganhar um pouco mais para o sustento começavam a desvanecer-se.
  O crepúsculo vespertino despontava trazendo um lânguido e suave enternecer. Logo seria noite e, mais uma vez, muitas perguntas lhe vinham à mente: - “o que teria feito de tão condenável para merecer viver assim?” – indagava de si para si olhando as fachadas das casas e as portas do comércio já se fechando. Vez por outra pensava em desistir da vida, mas lembrava-se das lições que recebera dos pais para nunca desistir, por maiores que fossem os obstáculos e adversidades, os quais, existem justamente para serem transportados e que o sofrimento depura a alma.
  Caminhando um pouco mais, eis que, de repente, presencia um acidente. Um motorista alcoolizado atropela uma senhora idosa e a deixa caída no asfalto, fugindo em seguida, sem prestar socorro. Imediatamente, o catador de papel vai ao encontro da mulher ferida, observa que ela está viva e faz menção para que os motoristas e transeuntes parem o tráfego e implora para que chamem o socorro médico. A sua aflição e solidariedade era tanta que, ao correr em direção à vítima, não se lembrou de ter deixado o seu carrinho um pouco distante do lugar devido, e outro veículo que passava atingiu, em cheio, o seu único instrumento de trabalho.
  O homem não se desesperava, mas não poderia deixar de preocupar-se  e pensava: - “E agora, o que fazer?”.- Entretanto, o que mais lhe importava naquele momento era ver a velha senhora recuperar-se do susto e dos ferimentos.
  Alguns minutos depois, chegou a ambulância. Foram prestados os primeiros socorros e a mulher foi levada ao hospital, sem antes perguntar com esforço o nome do pobre homem que, prontamente, providenciou para que ela fosse retirada dali com vida e medicada. E assim, indagou: -
  - Qual é o seu nome? –
  - Chamo-me Felisberto. E a senhora?
  - Florinda.
  Dizendo isso, imediatamente a vítima foi colocada na ambulância e partiu com destino ao hospital.
 Logo ao chegar, foi reconhecida por um amigo a quem ela pediu que procurasse o tal de Felisberto e o ajudasse no que fosse possível. Esse amigo fez comunicou à família sobre o ocorrido e procurou Felisberto no local do acidente. Ele ainda estava ali pensando no que fazer, ao lado carrinho que teve uma das rodas arrancadas.
  Esse amigo aproximou-se no afã de ajudar e, para maior surpresa de Felisberto, o rapaz era filho de um rico fabricante de papelão, proprietário da própria fábrica para onde se destinava todos os materiais que ele recolhia na sua triste rotina.
  Felisberto foi admitido na fábrica e sua vida se transformou como um milagre igual àqueles que ele nunca deixou de acreditar. Para ele, foi uma resposta divina. E fica a lição: as sementes de benevolência que disseminamos poderão se perder, mas se uma só brotar perfumará nosso caminho por toda a eternidade.

Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da internet


ETERNO AMOR

       
                                                 
                                                      
                                
                                                      
                           Navegas em mares de altos verões
                           Astro Rei brilha além das estrelas
                          Teus versos aquecem os perdões
                          Teu Reinado vai além dos cometas 

                          Enquanto teus escritos brilharem
                          Espreita chamada desse coração
                          Pleito de atemporal vernissagem 
                          Crescerão as chamas da paixão  

                          Tão amena prossegue a Lua 
                          Fração duradoura da emoção
                          Imorredoura desperta comoção

                          Sonho que sem explicação
                          Aromas de mel e chocolate
                          Nossas almas profunda união!

                         Luiza De Marillac Michel


                          Navegando envolto pela maresia,
                          Num vislumbre estelar de emoções,
                          Meus versos rebuscam a alegria
                          Do cintilar dos astros e magias de condões.

                          Em faiscantes mimos na jornada,
                          Atemporais escritos perpetuam o laço
                          Da poesia presente e ajardinada
                          No sublime encanto do amor em lastro.

                          Despertar de vívida comoção
                          Ao luar que rompe claras nuvens
                          No limiar da aurora entre fadas e duendes.

                          Gotas de saudades lancinantes ao coração
                          Levam-me a clamar por minha estrela-guia
                          Que me socorre nos braços da diva da poesia.



                                                 Antenor Rosalino





(Imagem da internet)

CANÇÃO EM DUO


                                 
                                                
                                


               CANÇÃO AO ESCRITOR ANTENOR ROSALINO

                     Em Cetins Dourados Nossos Corpos
                     Contorcidos De Amor E Gemidos
                     Arrepiadas Peles Paixão Abraçada
                     Sobre Teus Versos Flores E Cores

                     E Abraço Que Todo Bem Apertado
                     Da Demanda Dose Carinhos Tantos
                     Num Respirar Assim Quase Uivante
                     Todo Sentimento Excita A Tal Razão

                      Fruição Imaginada  Das Nossas Peles
                      Debruçada Num Sorver Verso Colorido
                       Do Amaranto Que Beberemos Juntos
                       Polidos Num Único Gole Sob A Lareira

                       Projetados Desejos Potes Azulados
                       Macias Peles Sob Úmidos Contornos
                       Que Não Separe Jamais De Ti  Meu Ser
                       Que Segrega O Segredo De Só Amar...
     
                                 Luiza De Marillaca Michel



                                 CANÇÃO PARA LUIZA

                        Transcende magia em pérolas de emoções
                        Deflagram contornos de amor e sedução
                        Num elo que o tempo não suprime
                        E se faz eterno pelas asas da paixão.

                        Na acalentura do abraço amorável
                        Ventos uivantes... Arautos de carinho
                        Fluência de nuvens emoldurando pétalas
                        Envoltas nos frouxéis de nosso terno ninho.

                        Um desfraldar de carícias em frenesi
                        Volúpias apaixonantes em taças de lirismo
                        Que absorvermos juntos entre cortinas
                        No acalanto da lareira na paz mais cristalina.

                         Minha alegria redime no teu colo azul de diva
                         Onde jazem os louros e sépalas do amor secreto
                         Na acalentura da noite a volitar carismas
                         Cantilena que arrefece nosso sonhar perpétuo.

                                                         Antenor Rosalino




Imagem da internet



                                                         
                              


                                            QUERO-TE!    

      Quero-te Em Noites Tristes
      E Em Dias De Pura Alegria
      Quero-te De Janeiro à Dezembro
      Agendado em Tantos Pensamentos

      Quero-te Acalentado Por Mim
      Para Dar-te Todo Meu Alento
      No Oceano Desse Sentimento
      És Ardente Brasa Me Aquecendo

       Quero-te Despertando Meus Sonhos
       Trançados Desiludidos pelo Passado
       Quero-te Surpreendente E Tão Rubro
       Doravante é Teu Esse Coração Pulsante

       Quero-te Abraçado à Minha Memória
       Moço Dos Sonhos De Tantas Neves
       Carregue-me de Mãos Dadas Rua Afora
       Celebremos A Estadia Do Amor Perpétuo...

                                        Luiza De Marillac Michel



                               Em noites taciturnas ausentes de plenilúnio
                               Ou nos dias claros alabastrinos
                               O calendário anual dos meus sonhos
                               Registra a longa espera por ti flor menina

                               No acalanto do teu colo azul de diva
                               Sob a égide do teu domínio
                               Navego pelas águas do amor mais puro
                               Sentido o olor da terra depois da chuva caída.

                               Pulsa nosso coração uníssono
                               Nas horas tardias em todas as estações
                               Num despertar abrangente de pétalas
                               Afloradas em janelas, no fascínio dos jardins

                               Abraço nossas lembranças em desalinho
                               Misteriosa moça de amor em profusão
                               E de mãos dadas transcrevemos pelo mundo
                               O abarcar sublime de nossa eterna união

                                                       Antenor Rosalino




(Imagem da internet)


NOSSOS OLHOS



                                                                        
                             
      


                                                      Meus olhos andam em
                                                      Busca Dos Olhos Teus
                                                      Razão Inexata De Estar
                                                      Contida Sob Os Passos

                                                      Meu Coração Inquieto
                                                      Fareja As Horas Dísticas
                                                      Impiedosa Essa Saudade
                                                      Deitada Nos Sonhos Meus

                                                      Minha Poesia Está Calada
                                                      Na Calçada Longa Espera
                                                      Da Lágrima Já Presidiária
                                                      Gaiolas Guardados Porões

                                                      Acordo Feito Na Eternidade
                                                      Teus Versos e Teus Passos
                                                      Levarei Sempre Nos Bolsos
                                                      Onde Nossa Moradia Perpétua

                                                      Fixada Em Pactos Enluarados
                                                      Nossa União Guardada Versos
                                                      Amor Premente Em Potes Sós
                                                      Deite Meu AMOR Nessa Lápide...

                                                             Luiza De Marillac Michel



                                                      Na negra noite da angústia
                                                      Somente meus firmes passos
                                                      São ouvidos pelas ruas
                                                      E esquinas esquecidas.

                                                      No mesmo compasso lânguido
                                                      O meu coração poético
                                                      Pulsa em doses homeopáticas
                                                      Ultrapassando obstáculos.

                                                      A tua ausência sentida
                                                      Obscurece os olhos meus
                                                      Na lancinante procura
                                                      Da menina dos olhos teus.

                                                      Nossos versos segredados
                                                      Na amplidão dos luares
                                                      Configuram os meus dias
                                                      Permeando-os de saudades.

                                                      Ao final desta jornada
                                                      Figurará em epitáfio lacre
                                                      Este amor que se fez pleno
                                                      Pelo verbo amar conjugado
                                                      Ancorado em nossa lápide.
                        

                                                                Antenor  Rosalino     





(imagem da internet)   



EXPRESSO DA NOITE / EUTANÁSIA

   

              
                                   


  EXPRESSO DA NOITE      

  Em fontes de louvor
  Encantada, ela chega 
  No mais altivo estar
  Rainha de tanta proeza
  É ela tão rara e tão fatal...

            Não há como fugir
  Ela se veste de preto
  Nos arrebata ao medo
  Distancia-nos da Vida
  E nos embala em prantos...

  Que Meu Amado Poeta Maior
  Saiba exatamente o que fazer
  Cubra-me com todos teus poemas
  Abrace-me bem forte nesta hora
  Que seja tua a última flor e cor
  Deitadas nesse Gélido iceberg...

       Luiza De Marillac Michel 

                  

                    EUTANÁSIA  
                       
        Em fulgores de louvação
        Chega ela, mansamente...
        Como um fantoche em negritude
        Num assombro entre penumbras tristes.

        Não a condeno, pois chegou a hora:
        O momento crucial da finitude
        O adeus às ilusões terrena
        Para o encontro dos sonhos sempiternos.

        Meu último suspiro chega a ser irônico,
        Pois me vejo indo ao encontro esperado
        De quem tanto amo e que parte insone, na dor,
        Deixando em meus braços a sua última flor!

        Peço perdão aos que me amam,
        Por esse ato, talvez, insano,
        De fazer da eutanásia o trunfo
        Da minha fraqueza humana.

         Antenor Rosalino 




(Imagem da iinternet)