sábado, 28 de dezembro de 2013

RECOMEÇAR



                                                                   


  Dentre as infindáveis oportunidades que a vida nos oferece, o fato mais gratificante que há é a possibilidade que temos de recomeçar e continuar qualquer projeto que por motivos os mais diversos, muitas vezes são interrompidos, desviando sonhados rumos traçados ao longo da existência.
  Não são raros os casos de jovens que, fugindo às obrigações que lhes são delegadas, se arruínam pelos caminhos sombrios dos vícios e da depravação, interrompendo assim, o promissor futuro tão almejado por si e pelos seus familiares. Nesses casos degradantes e melancólicos, alguns renascem das cinzas malévolas dos anestésicos e artifícios do mal, influenciados por bons conselhos, para gáudio e alegria do seu contexto social e da sociedade de um modo geral; enquanto outros permanecem inertes, sem motivos para recomeçar uma vida com renovadas esperanças, talvez por falta de uma vontade mais ferrenha, ou por não ter tido a felicidade de ouvir conselhos e explicitações valorosas e, sobretudo, convincentes.
  Outros exemplos podem ser citados também em relação às pessoas idosas, muitas das quais, se entregam à inatividade e, sem qualquer razão de viver, seguem por veredas íngremes, sôfregas e angustiantes, antecipando o seu fim, até que, como um milagre, repensam suas vidas e reiniciam com garbo e sem olhar para trás, os seus projetos idealizados no passado, no sonho da mocidade, disseminando sabedoria e valiosos exemplos para os mais jovens.
  Em contrapartida, muitas são as pessoas idosas que insistem em permanecer indiferentes ao fato de que o importante não é a idade cronológica, mas sim, o estado espiritual de cada um.
  Não resta dúvida de que o ideal é a sequência natural dos esforços com a mais profunda fé na obtenção dos resultados visando a realização dos objetivos, mas é merecedor dos mesmos elogios aqueles que, tendo interrompido os seus acalentados sonhos por algum motivo superior às suas vontades retornam para a vida e recomeçam como que esculpidos e decantados para o cumprimento de suas metas.
  Nessa conformidade, fica patenteada a certeza de que as oportunidades para recomeçar aí estão para todos, sem discriminação, e a luz da esperança brilha incandescente esperando pelos olhares perdidos nas trevas para mostrar a sublimidade de que é preciso sempre continuar.


Autoria: Antenor Rosalino

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

FIOS DE SEDA

                                           

                                       

Contemplo, enternecido, as ondas
Do teu cabelo esvoaçante e sensual.
Nelas posso ver as trincheiras
Misteriosas dos teus segredos e histórias,
Numa calma que repercute e encanta!

Vejo as tuas mechas macias
Nos teus ombros repousarem
Em sutilezas puras,
Nas quais, os uivos do vento
Transbordam poesia de sublime encanto!

Bebo da tua fonte as delícias represadas
Num solo salpicado de estrelas rútilas
Em que a natureza em seu apogeu alado,
Emana, silenciosa, o aroma dos fios de seda
Dos teus cabelos ondulados.

Pela fresta da janela entreaberta,
Os meus pensamentos em sonhos
Transformam os meus suspiros sentidos
Em esperança decantada
Buscando o itinerário holístico
Da tua crística liberdade.



Autoria:  Antenor Rosalino

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

ACRÓSTICO



                                                               
                                     



Acróstico em homenagem
à escritora Rita Lavoyer     


Rita de Cássia Zuim Lavoyer

Rastros de luz da leveza dos teus escritos
Invadem os olhos da tua legião de leitores.
Tudo parece cantar na natureza festiva...
A brisa do alvorecer sussurra o teu nome!

De tuas mãos escorrem sentimentos
Envolventes das intenções mais iluminadas!

Conhecer-te é privilégio e aprendizado; é como se num
Átimo inesperado a imensa ternura da natureza
Sussurrasse poesia em clarões que,
Suavemente, transbordassem por toda a Terra
Indizível sensibilidade em todos os corações,
Abrindo veredas para um porvir radiante de amor e paz.

Zarpam-se os agitos do concreto cinza da cidade.
Uma nova harmonia se faz na mutação das coisas
Insuflando o magneto da tua obstinação nas qualidades de
Mãe, esposa, amiga, literata e mestra querida.

Lira de singeleza e encantamento que transborda,
Aventando alegrias em todos os corações.
Vivência de luta conta a violência em todos os sentidos.
O teu nome fulgura entre os incansáveis defensores do antibullying.
Yara das profundezas onde os teus sentimentos avultam
Encantados e esculpidos a cada alvorecer, deixando
Rastilhos etéreos entre as estrelas e as flores mais belas.


                                                                         
Autoria:  Antenor Rosalino

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domingo, 15 de dezembro de 2013

ANTENOR ROSALINO - UM BAITA AMIGO

A
                
                                                                               
                                                   



Homenagem a mim dedicada pela
escritora Rita Lavoyer de Araçatuba/SP 

     


 Brincadeirinhas à parte, vamos entrar num assunto muito importante, digo: importantíssimo! Melhorando: um baita assunto!  Isso mesmo, o baita: Antenor Rosalino.
        
        Quem não conhece o Antenor Rosalino não sabe o que está perdendo. O homem é bom... é bom.... mas bom toda vida! Um ‘baita” de bom!

        Quem o vê,  tentando decifrá-lo apenas pela expressão fisionômica e tira conclusões precipitadas, achando que ele é chato, exibido,  que escreve difícil para impressionar, extrapolando a paciência do erudito vou logo dizendo: caí nessa esparrela também.  Vai bocó! Vai fazer juízo de quem você não conhece que tudo que vai volta. E voltou mesmo, para me fazer morder a língua, digo: o pensamento, porque nunca disse o que pensava a respeito dele a ninguém, também nunca vou dizer. 

         Esse “mano” do radialista e cantor seresteiro Aurélio Rosalino já foi bancário, da época em que a contabilidade diária era fechada à unha, usando calculadora à manivela. Imagino que a contabilidade dele era exatíssima. No caixa dele nunca houve uma diferencinha. Exato: exata! Fico a imaginá-lo no telex: um baita telex em que solicitava, eruditamente, confirmação da veracidade de uma ordem de pagamento enviada de uma filial. Um baita de um servição! Ou melhor: um baita de um bancário!

           De tanto suar para enriquecer banqueiro, mudou de ramo: foi trabalhar no DAEA – Departamento de água e esgoto de Araçatuba, no setor de análise de água. Lá não suava, tenho certeza, quem suava era a água. Imagino se a análise dela – da água- não batesse com  o índice ideal para consumo dele, era ali mesmo que ela – a água- secava na fonte.  A água para passar pelo crivo do Antenor tinha que malhar, suar para prová-lo  o quanto ela estava apropriava para o  consumo. Dava um baita cansaço à água morta de sede. Um baita profissional que zelou pela qualidade da água desta cidade durante tanto tempo, até se aposentar.

          Há mais de três décadas está casado com a cristalina Marilene Pina Rosalino, com quem tem dois filhos: Fábio que é empresário, formado em desenho industrial e é casado com a professora Andreza; e Fernando Ulisses, doutor em Psicologia e professor universitário, casado com a bancária Thaís  com quem tem Lorena, a primeira neta deste homenageado. Antenor Rosalino é um baita pai de família! Um senhor cristalino cuja transparência nos convida a curvar-nos diante dele, agradecendo-o pelo respeito com que trata seus pares. Antenor Rosalino, tivessem todos a sua estirpe o Planeta seria um lugar bem mais harmonioso para convivermos.

            De uma cautela ímpar, de trato delicado com as palavras e gentil com todos, admiro-o muito, pois a mim chegou-me solicitando ajuda, abalando-me a estrutura, pois sabia diante de mim um ascendente na arte escrita. Classificado na categoria municipal, chegando à regional  em mais de quatro edições do Mapa Cultural Paulista, foi, também, classificado em 2012 no edital de fundo de apoio à cultura, promovido pela Secretaria da Cultura de Araçatuba, quando, então, publicou seu segundo livro de  poesias: Prisma Poético. O primeiro: “Paisagens Verbais”  está com a edição completamente esgotada.  

              Possui o blog “Caminhos” onde posta suas artes: http://www.antenor-rosalino.blospot.com  

               Num período meio atrapalhado com os meus estudos, o tempo diminuindo cada vez mais no relógio cujos ponteiros eu não dava conta de controlar, precisando de alguém que tocasse o meu projeto: "O maior poema – a cor que o meu mundo traz", quem me estendeu as mãos?: - Antenor Rosalino. Ele conseguiu triplicar em um mês o número de poetas que eu não consegui reuni em três meses. 
Aqui a estrofe que ele compôs para enriquecer o nosso projeto. 

                         A cor que o mundo traz
                         Reflete nuanças de sonhos incontidos
                         Que envolvem o coração de quem ama
                         Num estro lastro de paz em noites de plenilúnio!
                         Em centelhas hipnóticas de glamour e poesia,
                         A vida flui livremente como a brisa,       
                         Diluindo rútilos matizes, vívidas aquarelas
                         E sentimentos lapidados na luz mais pura do dia.

                   Antenor Rosalino, muito o admiro pela sua firmeza de opinião, pela sua determinação, pela sua humildade e mais ainda: pelo seu talento literário.
        
                  Se dentre seus 12 irmãos, quis o Senhor, fosse o menor fisicamente desta santa prole,  embora os outonos insistam diminuir ainda mais nossa estatura, saiba, Antenor Rosalino, que eles o têm em grande apreço, sabendo-o imenso como ser humano de respeito e de caráter inabalável. Mas não pense que eles se esqueceram do “baita” nenezão que você era.

                   Deus lhe pague pelas mãos que me estendeu, Antenor. Um baita de um “obrigadão” para você!

     
 Rita de Cássia Zuim Lavoyer

Postado em 10/12/2013 no blog www.ritalavoyer.blogspot.com




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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

RASCUNHO PERFEITO





Eu escrevo versos para ninguém.
E minhas letras deformadas...
Escondem-se e se revelam, nas minhas noites cálidas.
O tempo se rompe e tudo agora se desfaz.

Em pretérito e presente, mas no futuro almejo à paz...
Eu escrevo versos para alguém...
Que segure em minhas mãos enterradas,
E, me faça sorrir feliz...
Nas minhas tardes mais solitárias.

Teu rosto é rascunho perfeito para os meus versos.
Entre a noite e o dia...
Escrevo o teu nome com as estrelas do universo...


                   (Mayanna Vendrame)


Os meus escritos se fazem em sonhos
Muitas vezes dispersos no espaço-tempo.
E o meu pranto se afoga nas noites
Onde os candelabros iluminam as silhuetas do teu perfil.

O tempo flui sorrateiro nos versos e anversos
Em que as minhas mãos marcadas parecem acariciar tua face
Nas tardes taciturnas, desenhando caminhos
Na minha alma que peregrina
Em jardins de encantos sob cálidas neblinas!

O sorriso de criança do teu rosto apolíneo
Tem o perfeccionismo tácito da inspiração que preciso
Para escrever o teu nome entre as estrelas que me alucinam.

 
                       (Antenor Rosalino)



Autoria:  Antenor Rosalino e Mayanna Vendrame

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

APRISIONADOS

                                         

                                                           
               


  Desde os primórdios da infância, somos levados a obedecer aos pais e superiores nos diversos segmentos e classes sociais.
  É evidente que, no contexto social - assim como os animais nos exemplam em suas organizações de sobrevivência -, devemos seguir determinadas leis, regras, sistemas e regulamentos, sem as quais seria impossível o fluxo normal de toda e qualquer organização.
  Entretanto, no meu modo de pensar, não deveria haver tanta rigorosidade em certas fases de nossa existência.
  Quando os afazeres e obrigações que nos são determinados ou os esforços mentais e físicos que nós mesmos nos impomos para a conquista de um objetivo forem definitiva e satisfatoriamente realizados, não há razão para ficarmos continuada e indefinidamente reféns de uma expectativa já conquistada, ou, o que é pior, deixar de preservamos a saúde e nos agarrarmos a uma luta ferrenha e desenfreada com o olhar voltado única e exclusivamente aos bens materiais, na busca da expansão patrimonial, quando o maior patrimônio e a maior dádiva de nossas vidas é o bem estar físico e mental.
  Causa ainda maior tristeza e estarrecimento constatarmos os casos degradantes daqueles que, já tendo conquistado patrimônios admiráveis, não se importam em arriscar e própria vida e prejudicar pessoas puras e inocentes, muitas vezes utilizando-as como se as mesmas fossem marionetes em suas mãos, manipulando-as em jogos sujos para a conquista de sempre mais...
Exemplos não faltam, principalmente em se tratando de homens públicos, muitos dos quais, se afiguram com irretocável integridade para a população, mas, no reduto secreto de suas intimidades com os iguais, caracterizam-se pela total falta de escrúpulos e de valores morais, aprisionados na ânsia incontida de perpetuar no poder a qualquer preço, promovendo corrupção e emperrando o desenvolvimento da nação. Não possuem a dignidade de desejar a felicidade, o progresso e o crescimento das pessoas. Contrariamente aos grandes nomes da humanidade, não possuem a sensibilidade de observar que, quanto mais baixo for o nível da população, mais sujeitos estarão a viver num mundo hediondo, distante do sentimento fraterno e solidário, tão  importante para a disseminação da paz.
  Tão necessário quanto à disciplina, é a meditação e até mesmo não fazer nada em certos momentos e fases da vida; despreocupar-se de tudo e de todos e, com olhar controverso na alquimia do relaxamento, deixar que o ser se encontre em unicidade com a paz da natureza para que esta lhe fale ao coração.



Autoria:  Antenor Rosalino

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

AS CORES DO MUNDO



                                       



 O texto abaixo integra o projeto
"O maior poema", que reúne poetas
de todo o Brasil na elaboração de
um grandioso poema intitulado
"A cor que o mundo traz":


                              A cor que o meu mundo traz
                             Reflete nuanças de sonhos incontidos
                             Que envolvem o coração de quem ama
                             Num estro lastro de paz em noites de plenilúnio!
                             Em centelhas hipnóticas de glamour e poesia,
                             A vida flui livremente como a brisa,
                             Diluindo rútilos matizes, vívidas aquarelas
                             E sentimentos lapidados na luz mais pura do dia!



Autoria:  Antenor Rosalino

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

UTOPIA





Sou assim: um ser comum
Entre tantos iguais.
As minhas mãos lívidas
Trazem marcas delineadas
Da minha poesia rebuscada de versos,
Advindos de uma sensibilidade que machuca
Ao ver predominar injustas desigualdades
E dissipar-se, a cada dia e sempre mais,
A solidariedade e o respeito humano,
Alicerces imaculados da nação dos sonhos meus.

Sou um ser comum, mas, oh! Meu Deus,
Inquieta-me o desejo ardente
De ser alguém diferente
E deixar para a posteridade
Não apenas os meus erros e acertos,
Mas somente, tão somente,
Minhas pegadas de ternura
Em construtos altruísticos,
Onde a poesia pudesse emanar-se decantada,
Num eldorado de sonhos e doces quimeras,
Sob a luz de estrelas rútilas,
Entre os florais em seus cântaros
No limiar de nova era.



Autoria:  Antenor Rosalino
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

TEMPORAL

                                      

                                                       
   

   O dia surgiu ostentando um céu cinéreo e triste.
  Através de procissões de vidraças, olhares perscrutadores fitam amedrontados a força intempestiva do vento inclinando e até derrubando frondosas árvores, enquanto gigantescos rodamoinhos se unem em espirais de poeira, impedindo a livre movimentação corriqueira dos transeuntes em seu cotidiano.
  As centelhas luminosas dos raios aumentam sempre mais o fulgor, como a prenunciar algo ainda mais devastador.
  Após o prenúncio desolador, a chuva cai! O seu fluxo aumenta sempre mais, na mesma proporção da ventania que se alastra arrastando penachos pelo negro e deslizante asfalto, agora transfigurado pela terra avermelhada e pelas folhas e flores mortas caídas em abandono e deslizando em aclives e declives para alojar-se principalmente e de forma mais intensa e consistente,  em tubulações e bueiros, sobrecarregando-os e causando entupimentos e desvios do fluxo das águas, aumentando assim as preocupantes inundações e impedindo o trânsito dos veículos que formam filas intermináveis de congestionamentos, impossibilitando a frequência normal dos estudantes às suas escolas e diminuindo sensivelmente as compras e vendas comerciais.
  A cidade vive um dia de caos. As águas torrenciais caem em profusão, sem tréguas e parece não ter fim. Os bairros periféricos são castigados impiedosamente e as pessoas transtornadas e apreensivas presenciam a tudo, sem nada poder fazer. Os corações aflitos aceleram o seu pulsar, temerosos de que algo possa acontecer com suas frágeis moradias e se apegam em sua fé inabalável, buscando a proteção dos céus para que nada de mais grave venha a ocorrer em suas vivências de desamparo e sacrifícios.
 Aterrorizados pelo cenário desolador, os suburbanos observam, vez por outra, a luminosidade dos raios sempre seguidos pelos estrondos ameaçadores dos trovões. As crianças assustadas perdem a vivacidade e o desejo de brincar; os pássaros afugentam-se em seus ninhos...  Nas encostas dos morros a terra desliza e os torrões descem ladeira abaixo, arrancando árvores, destruindo plantações e desmoronando até mesmo alguns casebres que insistem em continuar pendurados nos morros, como a pedir socorro aos céus pela desventura dos pobres moradores.
  Assim como a fúria das enxurradas, o dia passa disseminando apreensões, aventando incertezas e aprofundando reflexões e questionamentos sobre a preservação ambiental que urge como nunca. E nesta aflição e temeridade, as pessoas se unem em prece, na esperança de que uma mão benigna e invisível abafe o vento intempestivo e, como numa divisão de mundos, as cortinas da noite tragam a paz desejada a todos os corações e um novo dia de sol devolva o rito harmonioso e contínuo da vida no seu apogeu maior.


Autoria:  Antenor Rosalino

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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

SENTIMENTO POÉTICO





Quando o meu prisma se faz poético,
                                   Vejo taças de sol poente
No brilho de cada olhar.
No céu rutilam estrelas
Como um tear de cristal!

Quando os passarinhos insurgem
Em acrobáticas magias
Principiando os seus cantos
Em dias de ventania,
Vejo o mundo transmudar
Longínquos rincões tristonhos
Em eldorados felizes
De infantes sonhos risonhos!

Quando a noite me alucina
No magneto do plenilúnio,
A comoção me domina
E me sinto um deus-menino.

Quando iluminados sorrisos
Despojados de amarguras
Derramam calientes brilhos,
Os meus olhos fazem festa
Buscando descobrir a fonte
Onde dormem os eflúvios
Dos sentimentos poéticos.



Autoria: Antenor Rosalino

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

ANJOS



        
                                        


                                    No florir das orquídeas
Entre o arrulhar festivo dos passarinhos
Reinvento a minha vida
Dando adeus à litania!

Com a mesma singeleza
Das asas de uma borboleta,
O teu sorriso inocente
Faz-se pleno, intensamente!

Tudo para neste instante
De doce e leda divícia,
E nossos olhares em baila
Retratam a hora suprema!

No infinito das estrelas
Num realengo de emoção,
O porvir em estro lastro
Eternizará nossa união.

E no curso estelar supremo
Beberemos da fonte de amores
Desnudados de impurezas calientes
Para sermos anjos, somente.



Autoria:   Antenor Rosalino

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PENSAMENTOS

  
   
Penso ser impossível definir o amor de forma mais precisa do que concordarmos de que se trata do desejo mais ardente de vermos a pessoa amada feliz, independente de circunstâncias que nos são favoráveis ou não, Daí tratar-se do mais sublime sentimento que há, pois não visamos recompensa alguma. Amamos e pronto! 


      A poesia é a voz da alma no seu tom maior.


    É possível que um recomeço afetivo perdure para sempre, mas, para isso, o amor deve ser grandioso demais, pois é muito difícil postergar as cicatrizes de uma vivência que vislumbrou apenas como uma mera ilusão


    Quanto mais fineza de trato um homem dedica às mulheres, mais admirável é o seu caráter.


     A vigilâncias constante do pensamento no afã de vivermos em paz, é o único caminho que nos leva a aproximarmos dos deuses.


     A eternidade espera o que Deus uniu para sempre. Vivamos, pois, cada fase da vida, como resignação e o coração aberto e límpido tanto para os prazeres quanto para as desventuras.


       Às vezes, ostentamos algo por vaidade, outras vezes é apenas em razão deste algo estar latente no âmago e desejamos somente o compartilhamento da alegria com as pessoas que amamos.


      A política é uma necessidade e traz contextos de harmonia, respeito e bem estar social. Já a politicalha é puramente pretensão de vantagens financeiras, sem considerar os deveres e obrigações para com o próximo, cujas consequências são funestas para o país e a consciência dos corruptos sempre trarão tortura insuportável no apagar das luzes de suas existências inúteis.


        Os jovens que não admiram as obras e vivência exemplares das pessoas idosas, nunca chegarão a ser adultos íntegros, pois também não saberão apreciar as obras imortais dos antepassados.


        A vida nos ensina que, quanto mais sapiência adquirimos, mais nos conscientizamos do quanto temos a aprender. 



Autoria:   Antenor Rosalino
     
     






  

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

HORIZONTE LIBERTO




                                         

A tarde traz fulgores de uma poesia ébria.
Em faiscantes mimos.
Os passarinhos gorjeiam entre penumbras
Num ritual de cândida magia!

Pela fresta da janela entreaberta,
Vislumbro o sol da liberdade
Num horizonte longínquo
Onde perpetuam os momentos findos.

Purifico o meu pensar nostálgico
Nesta hora de plena harmonia
Da minha alma liberta
Com o esplendor da poesia!

Renasço a cada momento
Incólume ao passado,
Nem os meus cabelos brancos
Retratam difusas mágoas.

Os sonhos fragmentados
Já não invadem minha alma
E meus olhos são desertos
Por não possuírem mais lágrimas.



Autoria:  Antenor Rosalino

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DAR AS MÃOS



                                                   
                                                                   

 Não há nada que demonstre de forma mais decisiva a sublimidade da solidariedade humana, do que o ato de dar as mãos.
  O aperto de mãos tem significado especial tanto nos encontros circunstanciais quanto em ocasiões que requer formalidades.
  Além de traduzir a afabilidade do encontro de almas, o gesto de postura ereta e espontânea no entrelaço das mãos, retrata elegância e princípios morais.
  Há estudos científicos comprobatórios de que o calor afetuoso de um abraço é salutar para o organismo humano. Sendo assim, podemos deduzir que o aperto de mãos, por ser a representatividade viva de união entre as pessoas, certamente deverá ser tão benéfico para o corpo físico e para a alma, como o magnetismo envolvente de um abraço.
  Este ato sublime de consideração e respeito entre as pessoas deveria ser mais usual e não ser manifestado apenas em ocasiões especiais, mas sim, sempre que encontrássemos os nossos parentes, amigos e conhecidos nos lugares mais diversificados, sem esquecermos de trazer sempre no semblante , um sorriso transparente e vívido, para denotar ainda mais a nossa alegria e entusiasmo pelo prazeroso contato, cuja demonstração de alegria fortalece ainda mais os laços afetivos.
  Aliado a esse magnetismo envolvente de ternura, é de fundamental importância que haja sustentabilidade na condução desses laços de afeto para assegurarmos um futuro de paz.
  Temos observado com certa freqüência alguns líderes mundiais darem as mãos em esperançosos acordos de paz como, por exemplo, o que ocorre de tempos em tempos entre palestinos e israelenses sob os olhares conciliadores e sempre perscrutadores dos integrantes das Organizações das Nações Unidas, mas, muito lamentavelmente sempre recomeçam as desavenças; os acordos são estremecidos e os apertos de mãos que deveriam ser o início do caminho definitivo para a paz desejada, passam a ser apenas uma página virada de insignificância postergada.
  Observamos que, além de toda a significância e beleza dessa atitude humilde e delicada em qualquer circustância, há uma transmissão recíproca de energia. É um gesto no qual a mudez fala mais do que as palavras, é como pedirmos aos semelhantes, a sua compreensão e observância para o quanto nós os admiramos e lhes queremos bem.
  O ato de dar as mãos pode ser comparado a um pedido de perdão que, como sabemos, é a arma mais mortífera contra atitudes intempestivas e odiosas de vinganças e incompreensões.
  Que as mãos estendidas entre as pessoas sejam, enfim, como o encontro das primaveras floridas com o alvor da luminosidade de um dia festivo de sol.



Autoria:  Antenor Rosalino

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