sábado, 31 de dezembro de 2016

É NATAL!

                  
                                                  
                                                              
                     

                                                 
                                                  É NATAL!


O céu límpido enuncia o grande dia:
É Natal do Menino Jesus!
Os olhares flamejam em festa
Confrarias acontecem!

As paisagens em adornos coloridos
Trazem evocações sublimes
De sonhos nostálgicos
Incrustados nos abissos da memória.

Sinto gemidos do mar
Quando os sinos dobram uníssonos
No alto dos campanários
Elevando doces preces.

Ocultam-se pensares taciturnos,
gólgotas e suplícios...
Enquanto os anjos fazem festa
Louvando o Salvador do Mundo.




Autoria: Antenor Rosalino

Imagem da internet









sábado, 17 de dezembro de 2016

EU E A LUA

                                                    

                                                                  
                                          


A tarde grafita a luz vespertina
Sob transparente sombra
De rendas e cetins
Em perfeita glória escarlate!

Afugento-me do assobio do vento
Em busca de um oásis
De noites estreladas
Revestindo sonhos pela madrugada.

Uma fina penumbra triste
Esboçando rostos queridos
Chega, porém, mansamente navegando,
Na minha saudade doída.

Revisto-me, então, de esperança
Em meu silêncio transfigurado,
Repleto de eldorados sonhos,
Sob o encanto lunar que invade a noite.

O plenilúnio abraça a Terra
E acolhe os sorrisos reluzentes!...
No cinza dos concretos da cidade grande
Sigo minha sina, à deriva:
                                  eu e a lua, somente!





Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da internet



domingo, 20 de novembro de 2016

DISCURSO DE POSSE NA ACADEMIA ARAÇATUBENSE DE LETRAS


         Discurso de Posse de Antenor Rosalino na Cadeira de nº 1 da
                           Academia Araçatubense de Letras



  Excelentíssimo Senhor Doutor Francisco Antonio Ferreira Tito
Damazo, muito digno Presidente da Academia Araçatubense de Letras.
Ilustres acadêmicos, autoridades presentes, minha família, caros amigos.

  Ao longo de minha vida fui um tanto audacioso em certas ocasiões. Uma delas foi ter me casado com a Marilene Pina Rosalino, contando apenas com um ordenado irrisório de bancário. Um ano após, nascia o nosso filho Fábio Henrique e, três anos depois, o segundo, Fernando Ulisses, que mora em outro Estado e não foi possível a sua vinda, devido aos compromissos, inclusive da esposa.

  Ambos amados filhos e noras nos presentearam com adoráveis netos: a Lorena e o Davi. Fui também muito ousado ao desejar tornar público os meus modestos escritos poéticos, mas nada supera a ousadia que tive  ao inscrever-me para uma vaga na Academia Araçatubense de Letras. Afinal, reconheço estar distante da intelectualidade dos imortais que compõem esta academia, por onde já passaram tantos outros intelectuais inesquecíveis.

  Senhor Presidente, prezados acadêmicos:
 Quando eu ainda era bem jovem, fiz um curso de correspondência comercial e passei grande parte da minha vida trabalhando em serviços burocráticos e redigindo cartas e ofícios. Não me dediquei tanto à literatura como deveria, mas o pouco que me empenhei constitui-se no que tenho de mais proveitoso, por ter me proporcionado maior percepção da poesia que permeia o mundo.

  Na qualidade de aposentado, tive, obviamente, maior disponibilidade de tempo para dedicar-me à literatura e elaborar poemas que é um dos meus maiores prazeres. Não posso negar que fui feliz nessa minha ousadia no campo das letras, principalmente por contar com o incentivo e a generosidade dos amigos.

  Julgo oportuno salientar que há dois anos venho prestando serviços a essa academia e não posso deixar de mencionar aqui a maneira cordial com que sempre fui tratado por todos, desde o meu ingresso, cuja receptividade me impressionou e muito agradeço. Agradeço, sobretudo, a obsequiosidade e doçura da minha madrinha Yara Pedro, por suas palavras que muito me honram.

 Portanto, contando com a amizade desses grandes valores acadêmicos, tenho convicção de que poderei acrescentar muito ao pouco conhecimento que tenho no campo das letras e me comprometo a contribuir com os elevados objetivos desta academia e honrar a cadeira de n° 1 que acabo de assumir, cujo patrono é o imortal Olavo Bilac.

  Observem, meus prezados, essa passagem na vida de Bilac: consta que um de seus amigos possuía uma propriedade e desejava vendê-la. Comunicou, então, esse desejo ao poeta pedindo-lhe que fizesse uma nota para publicação sobre a venda. Olavo Bilac, então, redigiu a nota com profundos dizeres poéticos. Dizia ele que se tratava de uma belíssima propriedade, um verdadeiro eldorado de sonhos, cercado de flores veludíneas, perfumadas e folhas verdejantes, pousada de belos pássaros, por onde corria um riacho de águas puras e cristalinas. A poética de Bilac foi tão linda e envolvente que o amigo acabou desistindo da idéia da venda e passou a valorizar muito mais a sua propriedade. E vejam só, meus amigos, mais essa citação desse parnasiano tão ilustre: “Há quem me julgue perdido, porque ando a ouvir estrelas. Só quem ama tem ouvido para ouvi-las e entende-las”.
   
   Com esse profundo pensar poético de Bilac, finalizo essas minhas observações, externando, renovados e profundos agradecimentos pela acolhida do Senhor Presidente e pelos ilustres, agora, colegas desse templo de sabedoria que tem por objetivo o zelo pelas letras e pela história de nossa querida Araçatuba.

   Desejo felicidades à minha antecessora, competente colunista social Célia Vilela que, lamentavelmente, teve de se afastar do nosso convívio por problemas pessoais e parabenizo o nobre colega Amarildo Brilhante, eleito igual a mim.

    Aos colegas do Grupo Experimental, aos meus parentes e amigos aqui presentes e aos que não puderam comparecer deixo agradecimentos dos mais comovidos. E espero continuar recebendo o mesmo estímulo para continuar com minhas inventividades poéticas com vistas sempre ao bem comum e entregar para a eternidade, a partir desse momento supremo, somente o que há de melhor em mim e continuar vendo taças de sol poente no brilho de cada olhar. Que Deus nos abençoe.  Muito obrigado!


  *******************************************************************************************






domingo, 13 de novembro de 2016

AMIGOS DA SERESTA


                                           
                                           



Homenagem ao
Grupo Amigos da Seresta,
de Araçatuba, pelo seu
Jubileu de Pérolas.

                               AMIGOS DA SERESTA

                        Na comemoração do Jubileu de Pérolas do
                                        Grupo Amigos da Seresta
                        Energizam-se as estrelas no céu de Araçatuba...
Infantes sonhos aos pés da lua!

                       Criado no afã de preservar a boa música do passado,
                        Esse maravilhoso grupo de imortais seresteiros
                         Vem cumprindo o seu papel transcendente
                         Nas suas três décadas de iluminada existência.

                         Com brilhantismo invulgar em sinfonia harmônica,
                         Os seus consagrados músicos e vocalistas
                         Interpretam ícones do cancioneiro popular
                         E poéticas dialogadas que falam ao coração!

                         Em uníssono desfraldar de belas liras
                         As canções de sensórias magias
                         Ganham eco e se avultam esculpidas
                         Num átimo inusitado de glamour e poesia.

                         Sinfonias em sentinelas sintonizam a beleza
                         Dos cantares em glórias
                        Entre o chão e estrelas rútilas
                         Nas asas leves da aurora!
                      
                         Nas lembranças rebuscadas das raízes,
                         A sublime musicalidade se entranha
                         Com o balé das folhas nas noites de plenilúnio,
                         E afasta da primavera florida o cenário triste da vida.

Autoria:  Antenor Rosalino
Imagem da internet


domingo, 16 de outubro de 2016

MADRUGADA




                                   


                         A cidade adormece em  profusão de sonhos
                        Enquanto eu, entre penumbras, não consigo
                        Conciliar o sono que insiste em se ausentar
                        Da minha matéria transfigurada em nada.

                       Tudo se faz belo na madrugada que me fascina!
                        Fulgura no céu entre estrelas rútilas
                        A esperança que guardo no peito
                        De ver raiar um sol renovado, sem laivos taciturnos.

                        Um vento brando permeia o circunstancial...
                        E sinto a brisa mansa, embevecido por
                        Estranha felicidade, enquanto o pensamento voeja
                        Em férteis jardins orvalhados pela aurora!

                        Ó cidade adormecida que em sonhos flutua
                        Pintando fantasias na amplidão dos luares,
                        Transcendendo ilusões no compasso da vida em flor,
                        Em mistérios de histórias num presente de amor.




         Autoria:  Antenor Rosalino

        Imagem da internet



domingo, 18 de setembro de 2016

O MITO DO ALCOOLISMO NA INSPIRAÇÃO





   Certo dia, fui interrogado por um jovem que desejava saber o motivo pelo qual alguns poetas parecem ser tomados por bem mais inspiração quando estão alcoolizados. O jovem perguntador fez, inclusive, algumas referências sobre grandes poetas do passado.
  O que penso e respondi a respeito foi o seguinte: sabemos que existem pessoas que possuem maior sensibilidade do que outras. Se essas pessoas vêem, ouvem ou leem algo que lhes desperta maior atenção, costumeiramente passam isso para o papel. Debruçam-se nos seus sentimentos e daí nasce o poeta!
   Sendo assim, quando as circunstâncias favorecem por algum motivo, principalmente quando o poeta se encontra introspectivo, surgem as inspirações.
  O álcool produz, para alguns, certos momentos de euforia, mas, para outros, contrariamente, causa melancolia. Em ambos os casos, podem surgir pensamentos líricos, porque a mente divaga em sonhos, mas não posso acreditar que o escritor busque a arte na bebida.
  Alguns escritores podem continuar escrevendo muito, até mesmo em estágios avançados de dependência alcoólica, mas isso tem a ver apenas com o talento, jamais com o vício, mesmo por que, o álcool não contribui para a criatividade, pelo contrário, corrói a função mental.
  Embora os efeitos do álcool tendam a variar de acordo com as características de cada pessoa, de um modo geral, quando é ingerida em pequenas quantidades causa certa desinibição, mas com o aumento gradativo da ingestão o indivíduo começa a apresentar dificuldade de resposta aos estímulos.
  Portanto, não vejo o alcoolismo como uma espécie de catalisador necessário à inspiração. Se o poeta ficar em casa e buscar reflexões, obterá o mesmo resultado que possa ter na mesa de um bar. O devaneio poético provém, unicamente, da introspecção que traz uma visão mais sólida e sensória do mundo e do circunspecto.
  É o vício que o leva para a rua, como acontecia com muitos poetas líricos e pensadores do passado, e não a necessidade de engrandecer o seu estro poético. Prova disso é que a poesia pode nascer na contemplação da grandiosidade do universo como também do simples desabrochar de uma flor, do sorriso de uma criança, do fascínio estelar, dos crepúsculos, da imensidão do mar... E alguém dominado pelo álcool, obviamente, se vê incapaz de observar a vida em flor. Pode até ocorrer alguns lampejos ou alucinações, mas não a vida em seu apogeu maior de luz e encantamento.
  Sabemos que um poeta lúcido, distante dos vícios, quando inspirado, não só encanta como parece transmutar o imaginário para o real, como a própria poesia em seus abstratismos assim o faz.




Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da internet

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

CONTRIÇÃO



                                                         
                                     
    

O sentir pungente do arrependimento
Aflora em meu peito um versejo triste
De lânguida dor que o mundo assiste
Nos rastros frementes do meu lamento.

Era tão pulcra, lívida e bela
A musa dos sonhos que leve tocava
As rendas mais finas de cinderela
Que até a brisa ao passar se abrandava.

Hoje, distante da suprema harmonia
Do teu destino que é minha alma.
Abro rotas taciturnas sem minha estrela-guia.

Contemplando o rito da natureza calma
E os pássaros em seus frouxéis de ninho 
Visualizo as manhãs e nossos lençóis de linho.



Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da internet

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

DEUS ESTÁ POR AÍ


             
                                     

O vento do mar toca a árvore em flor.
As folhas em pêndulos
parecem consumir  os frutos
que soçobram entre as frestas
banhadas pelo sol!

O verde reluz em matizes
                                   feito arco-íris no horizonte longínquo
à espera do anoitecer.

Os meus olhos, num momento,
pairam no magnetismo dessa hora
em que o sublime encanto crepuscular
faz a natureza calar-se
na hora sacrossanta do Ângelus.

Deixo, então, de ouvir a ciência
em suas exatas explicações para acreditar
em algo maior: Que Deus está por aí!...



Autoria:  Antenor Rosalino
Imagem da internet











domingo, 7 de agosto de 2016

PROSEAR O MUNDO

                               

                                                               



  Olho para o céu calmo, claro, alabastrino e fico a imaginar como seria o mundo sem as nuanças do prosear entre as pessoas em suas infinidades de gostos, tendências e sentimentos.
  Os escritores, principalmente os poetas, vêem o mundo e as coisas muito além do que elas se apresentam e exteriorizam o seu sentir em palavras que nos surpreendem pela profundidade de belos detalhes que, não raras vezes, nos passam despercebidos. Os contadores de estórias formam outro grupo de pessoas interessantes. As suas prosas são agradabilíssimas e, quando se pegam a contar suas estórias conseguem criar atmosferas de puro encantamento.
 O prosear pode ser considerado também um brincar com as palavras, estas fluem despreocupadamente, sem a necessidade de objetivar algo, é como o vôo dos pássaros na amplidão, e não deixa de ser uma atividade que, tal qual a poesia, acaba se tornando um vigoroso exercício para a imaginação e a criatividade. É como, por exemplo, nadar sem o objetivo de chegar a lugar nenhum.
 Os diálogos e prosas não só estreitam os laços de amizade, mas também nos ensinam. Podemos obter informações e esclarecimentos sobre muitas coisas e também transmitir experiências vividas.
  As pessoas têm latente no âmago, cada qual e a seu modo, as suas inclinações e isso faz com que essas tendências se exteriorizem e, de alguma forma, nos envolvem. Por essa razão, embora a comunicabilidade seja necessária e o prosear faça com que tenhamos maravilhosos momentos de descontração e alegria, é preciso estar atentos no sentido de mantermos sempre um nível de conversação saudável, proseando o mundo em suas diversidades de esplendor, encantamentos e alegrias.
  Conforme avançamos na idade, mais sábios vamos ficando, inclusive, pelas prosas descontraídas e é uma das maiores dádivas vivermos o suficiente para ter cabelos grisalhos, mas com os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos do rosto.
  Muitas são as pessoas que não riram e se foram antes de seus cabelos ficarem prateados. E, enquanto vivermos, não devemos nos aprisionar e nem nos atermos tanto a questionamentos e lamentações sobre o que poderíamos ter sido, ou nos preocuparmos com o que ainda seremos.
  Quem proseia, distante de fofocas e maledicências, sem a preocupação e a arrogância de julgar os outros, sabe bem o benefício que isso traz e que, sem dúvida, é uma das maiores opções para uma alma livre e feliz.


Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da internet



quinta-feira, 28 de julho de 2016

Em busca da lira



                             

As castanitas cintilantes
Nas dunas desertas e tristes
São taças de sol poente
Evocando meu versejar
Perdido em sonhos e elipses!

Antes de a noite chegar
Os meus olhos lacrimejam
Na busca da lira que alucina
E que antes em tudo se fazia
E hoje nada mais fascina.

Voejando em meus pensares
Abro rotas em veredas de euforia
Mas sempre volto tristonho
Despojado de alegrias
Ao meu jardim de abandono.

Assim como o sol resplandece
No alvor de um novo dia
Baila em meus olhos a espera
De sorver-me em sintonia
Com a luz mais bela do dia.



Autoria: Antenor Rosalino

Imagem da internet




sexta-feira, 22 de julho de 2016

EXPERIÊNCIAS HUMANAS


                                                           
                                     


 Fazendo algumas reflexões sobre as experiências humanas ao longo da história, veio-me à mente a seguinte indagação: seremos nós, humanos, um pouco insanos? Talvez sim, talvez não.
  Faço tais ponderações pelo fato de termos tantos problemas a resolver e, no entanto, a cada dia criamos sempre mais problemas nesta nossa terra de tantas ambições e disputas entre nós mesmos.
  Por certo, quando Galileu Galilei deu notícia de que a Terra era redonda, causou admirável espanto, mas, a partir daí, abriu caminho dos mares que Cristóvão Colombo singraria. E ao descobrir a América, Colombo abria uma nova era.
  Muita coisa aconteceu desde então. Houveram guerras e invenções como a revolução da Independência dos Estados Unidos da América, que viria a se tornar a potência mundial de nossos dias atuais.
  O homem, buscando conquistar o espaço sideral, pisou, finalmente, o solo lunar. Seresteiros, poetas e os amantes passaram a exteriorizar seus sentimentos de forma bem mais abrangente e com novos olhares para o universo decantado.
  Hoje, mesmo em meio a dificuldades, os países desenvolvidos, destacadamente a América do Norte, avançam, significamente, nas áreas científicas, literárias e tecnológicas.
  No Brasil vivemos a era da informática, graças aos nossos irmãos do norte. Na internet temos o Facebook, o Googole, temos possibilidades de contatar familiares e amigos através de e-mails e tantas coisas mais... Entretanto, as pesquisas e missões espaciais continuam.
  Já é possível imaginarmos nossa vida numa era interestelar. Mas, como teríamos que nos adaptar ao espaço sideral, intriga saber como se daria essa adaptação.
  É evidente que essa resposta só poderia ser dada com exatidão por cientistas, mas, como um escribazinha posso, pelo menos, imaginar como exemplo que, quando foi inventado o avião aconteceram muitas coisas boas e ruins. Houve paz e guerra. O avião criado unicamente para funções sociais acabou se tornando também poderosíssima arma de combate, mas hoje a sua utilidade é inquestionável, e podemos viajar a qualquer país com incrível rapidez e conforto.
  Da mesma forma, é possível que um dia façamos nossa viagem espacial, e pego-me pensando em quanto ainda desconhecemos deste universo infindável, que chega até a mudar mentalidades e conceitos já formados.
  Os astros brilham! Para mim, há mistérios insondáveis sobre eles... Vez por outra ouvimos notícia sobre a descoberta de mais um planeta até então desconhecido.
  Observemos que os astros nos inspiram e foi observando os astros que Tales de Mileto enunciou estudos universais pré-socráticos que o imortalizou.


Autoria: Antenor Rosalino

imagem da internet


sábado, 9 de julho de 2016

DESPEDIDA



     Não houveram lágrimas
     Nem soluços súplices
     Sufocando nossas ágmas

     Foram momentos findos
     Sob estrelas tristes
     Pairando olhares lindos!

     Permeando olores carmim,
     Pranto, tu descoloristes
     Nosso arrebol carmesim.



Autoria: Antenor Rosalino

Imagem da internet