sexta-feira, 29 de março de 2013

Soneto das Rosas



                                            



Nos mais longínquos rincões
E nos mais belos jardins,
Desabrocham-se lindas rosas
Inocentes sobre o chão!
Debruçando os seus encantos,
Induz-nos dendrolatria,
Exalando o seu perfume...
Enfeitando nossos dias!

Quando assim, formosa e bela,
É aviltado o seu encanto:
Espelho da vida!

Maculado o seu fetiche...
Cai por terra num suspiro,
Deixando a vida mais triste.


Autoria:  Antenor Rosalino

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COISAS DO CORAÇÃO




             Renasço com a alma leve e plena
             Despojado de vaidades insanas
             Desejando entre o solo e rútilas  estrelas,
             Nuanças da beleza suprema!

             Vejo o amor por várias óticas...
             E fazendo silhuetas de ti,
             Vou desprendendo semióticas
             Esculpindo o teu corpo em marfim.

             Entre erros e acertos,
             Construindo e refazendo,
             Arquiteto planos e sonho...
             Seguindo o fluir do tempo!

             Na sedução de um poema
             O amor se faz canção
             E minha alma se revigora
             Com as coisas do coração!


Autoria:  Antenor Rosalino

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O TOQUE DAS MÃOS


   

Abrem-se as janelas da inspiração
Quando contemplo enternecido,
Desprendido de desumano cansaço,
Os benefícios das mãos súplices,
No manuseio desde a aurora,
Até o eflúvio da leda madrugada!

Mãos que traçam destinos...
Sintonizam em toques,
O sentimento mais profundo do ser com o mundo,
E faz a alma sentir-se agraciada e plena
Tecendo magias em movimentos contínuos,
Rasgando intempéries e ventanias!

No afago das mãos em doces carícias,
Todo o sentir de um frouxel de ninho!
No entrelaço com outras mãos:
O fraternal amparo que o acolhimento traz...
Mãos que até mesmos em campos de guerras,
Buscam em levante o cálice da paz!


Autoria:  Antenor Rosalino

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SER MÃE





Mãe é a palavra mais singela e pura!
Remete à candura e ao lábio que suga
No sublime acolhimento do lar,
Distante dos males do mundo!

Mãe é chorar num sorriso vívido...
Mesmo seguindo entre angusturas,
Padece com altivez, reluzindo o seu brilho,
Com a pureza dos copos-de-leite banhados pela chuva!

Ser mãe é ter o mundo aos seus pés
E, mesmo sendo dona do mundo
É, simplesmente, nada ter!

Ser mãe é desígnio, sobretudo,
De entrega amantíssima e destemida
Pelo terno filho que será do mundo!


Autoria:  Antenor Rosalino

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SABOR DE HORTELÃ



         
                                  

                    ...brilha no céu uma estrela,
                como a luz que reluz naquele olhar;
     uma esperança que, antes perdida, reluz ao te encontrar.
          Suave brisa no rosto; cabelos soltos ao vento;
            cheiro de cravo e canela; espera na janela.

                 Um sorriso; um sabor de hortelã...
            Do outro lado do mundo, sob a vasta amplidão,
                   redemoinhos ternos de sonhos
                       invadem outro coração!
  
                  Mesmo entre lábios separados,
     os caminhos se idealizam e os levam em radiograma
          às delícias do jardim dos eternos namorados!

                 A brisa brinca no rosto que espera...
                       Abrem-se lírios ao luar!
                E a esperança insurge em quimeras!
              Os pensamentos se elevam no mesmo afã
                e um vento brando se desfaz em rosas,
             disseminando entre sorrisos o sabor de hortelã!


  Autoria:  Antenor Rosalino e Maria Cristina Bonetti

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terça-feira, 26 de março de 2013

Terra dos Araçás







Em princípio: as matas virgens,
as colinas verdejantes, habitat de acrobáticos
pássaros multicores e das tribos Caingangues
em passos errantes.

No fluir da natureza em seu rito gradual
de constante transmutação, este esplendente
rincão também se modificou. Surgiram os
homens brancos, as plantações cafeeiras
e o desbravamento começou.

Com labor e sacrifício, muita luta e heroísmo,
a estaçãozinha de trens logo se edificou,
com ela, os primeiros sinais do progresso
que se alojou!

Líder grandiloqüente da região noroeste do
Estado de São Paulo, ostentou a magnitude de
tornar-se ponto de concentração da tropa
noroestina do Movimento Constitucionalista.

A imprescindível corporação de bombeiros -
primeira no Estado - formada por voluntários,
desfilava em saudosos tempos a magnitude de
sua florescência: orgulho de nossa  gente!

Predestinada ao seu garbo paradisíaco, liderou
com galhardia a plantação nacional algodoeira,
formando brancos mares em
vastos campos arvenses!

Em nova fase econômica, ostentando seus dotes
marcantes de versatilidade, insurgiram
em seu leito aquiescente, as plantações
canavieiras e a pecuária alvissareira!

Para nosso gáudio ainda vemos em meio a
edifícios gigantes, arquiteturas modernas e
palacetes: coqueirais, plantas antigas
esvoaçando-se exuberantes!
  
Salve Araçatuba! Doce fonte frutífera  de
saborosos araçás, frutas das plantas mirtáceas,
genuínas da América, tendo originado daí,
a sugestão do seu nome e o histórico cognome
“Terra dos Araçás”.

Suas denominações são justas:
“Terra do Boi Gordo”
“Cidade indicada para
grandes investimentos”.

Traz em seu bojo também o mérito do
cognome “Cidade  do Asfalto”, pois fora
pioneira em todo o interior paulista, a usufruir
desse benefício indispensável e ornamental.

Quanta saudade arraigada de seus
límpidos riachos, dos pássaros  e frutas assaz...
Lembranças, doces lembranças
do desabrochar de araçás!

Bravos, valentes fundadores de ontem...
Não menos bravos, seus munícipes de hoje:
laço uníssono e legado de nobreza a trazer, do progresso,
suas vertentes e proezas!


Autoria:  Antenor Rosalino

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REDIVIDAS ESPERANÇAS



     


O invólucro de tristeza do meu pranto oculto,
dera lugar à poesia que passeia
em minhas vísceras,
trazendo agora, apogeus de encantamento!

Já não ofusca os meus olhos,
as lágrimas derramadas em solidão...

As dores que desfaziam os meus sonhos
dissiparam-se nas sombras pretéritas
de azorragues esquecidos
nos abissos da memória!

O perfume que a natureza exala
dissemina névoas ocultas
de uma realidade que não mais machuca.

Espalham-se os mais lindos versos
na esperança do meu coração que pulsa
glorificado pelo viver e pela razão!

Transborda da minha alma a certeza
que a felicidade só faz morada
onde há sementes de esperanças
- flamejantes como um campo de trigais -,
disseminadas na aragem
de alvas noites de luar!


Autoria:  Antenor Rosalino

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DESPERTAR

                                     

                          
                   

A penumbra do sono mórbido
De repente se faz luz!
O corpo desperta inerme
Na seiva que o conduz!

Trás consigo a alma láctea,
Desprovida de lembranças...
E no vácuo da memória
Principia o estro lastro!

Começar também evoca
Recomeçar pelo fim:
Ressurgir como uma fênix
Em plumas alvas jasmins!

No seio ininterrupto do tempo,
É mister que o ser comece
Pelo alfa ou pelo ômega,
No despertar da vida em festa!


Autoria:  Antenor Rosalino

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DEGRAUS DA EXISTÊNCIA



                                              


Em luzentes degraus de sonhos,
Vou galgando o meu destino,
Desnudando vaidades insanas
E descobrindo a cada dia,
Horizontes altaneiros
De jardins belos florídeos
Em continentes perdidos!

A miragem que domina
O enfoque dos meus dias,
Trás o embalo irrequieto
Do meu ser que a sós flutua
Nos ventos brandos de outono,
Ou se projeta entre sombras
Em noites de ventanias!

Nas paisagens mais exóticas
De glamour e poesia,
Repousa o meu corpo inerme,
Desfrutando a existência de flores
Até que, cumprida a missão terrena,
Eleva-se à morada pura e etérea
Do céu dos anjos de amores!


Autoria:  Antenor Rosalino

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ABSTRATISMOS


                                                            
                                                         


   Numa dessas noites em que o prado e a brisa leve trás um enlevo que enternece a alma, decidi fazer um poema. A inspiração não me aflorava em palavras na ocasião, mas sim, no magnetismo do plenilúnio e do azul do céu estrelado.
  Com o pensamento envolto pela bruma invisível de um lirismo encantador, iniciei os meus escritos quando, repentinamente, lembrei-me de ter ouvido de alguém num certo dia, que a poesia é de difícil entendimento. Detendo-me nesta lembrança, a minha inspiração dissipou-se como o vento... 
  Não fiquei triste, pois o meu estro poético embora não seja de um poeta maior, nunca me abandona. Sempre tenho momentos sublimados, nos quais, a minha imaginação voeja, flutua e recrio os meus modestos poemas
  Prevalecendo-me daquele momento, refleti sobre os mais diversos ângulos que uma mensagem poética pode transmitir e conclui: alguns poetas utilizam palavras abstratas e metáforas (ou palavras difíceis como muita gente diz), um pouco mais do que outros. Isso faz com que a maioria dos leitores que precisam de uma leitura vagarosa para entender o real conteúdo da poesia, seja induzida a consultar o dicionário para saber o significado de certas palavras; e isso, muitas vezes o irrita.
  Devo confessar que sou afeito às metáforas, às palavras diferenciadas que a meu ver, trazem um glamour a mais à obra poética. Por outro lado, a consulta ao dicionário – quando preciso -, certamente propicia ao leitor interessado, a oportunidade de ampliar os seus conhecimentos e, aos poucos, ir adquirindo a compreensão necessária para deleitar-se na plenitude do fetiche invulgar que só a poesia pode proporcionar.
  É evidente que essas palavras diferenciadas são aceitas apenas em obras poéticas, cujos vocábulos devem ser evitados nos textos usuais do cotidiano.
  Resumindo, as palavras diferenciadas não tiram a simplicidade da poesia; fazem, isto sim, com que esta ganhe mais brilho e incita o leitor a elevar o seu pensar. Quanto ao entendimento, basta ler calmamente, procurando entender o contexto, obedecendo as pontuações e as pausas que se fizerem necessárias.
  Utilizando-se destes critérios, a poesia tornar-se-á um lenitivo incomensurável para a alma e o coração.


Autoria:  Antenor Rosalino

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sábado, 23 de março de 2013

Florescência Urbana




Na seara de um solo fértil,
existe uma cidade arvense,
acolhedora, aplainada na plenitude
da preciosidade de régias edificações,
sombreando vastas avenidas espraiadas!

Emoldurada pelas ramificações
verdejantes de suas antigas matas,
mescla o verde com a modernidade
escultural do concreto armado,
trazendo saudades em ápices de progresso.

Esta cidade é Araçatuba:
do alvorecer risonho iluminando a brisa,
das douradas tardes de sol,
da poesia das noites de luz
e  sonhos estelares..
.
Esplandecendo magia paradisíaca
num lânguido e suave enternecer,
abre seus horizontes para o céu,
perpetuando quimeras e olor
com festivos tons  de calor!


Autoria:  Antenor Rosalino

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REBENTO DO SEU DIÁRIO



         
                                  

Entre vírgulas, pontos, reticências,
ostento pepitas de poesia
buscando idéias em frases perdidas!

Reflito sobre as ilusões terrenas...
E despojando lamentos e hiatos tristes,
suspiro verbos que falam ao coração!

Na vinha dos meus sonhos,
as palavras que profiro
trás em si uma razão...

São desejos incontidos de paz
e do sentido da graça e do perdão:
lenitivos da alma e do coração!

Vencendo intempéries, revezes...,
entre côncavos e convexos,
vivo o amor e doces quimeras!

Sem interrogações, ou narrativas de dores,
tornei-me assim o rebento
do seu diário de flores!   


Autoria:  Antenor Rosalino   

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A FLOR E A MULHER



                 
                

As mulheres em suas luminescências,
Trazem a poesia da flor!
São como pétalas veludíneas,
Desabrochando-se no frescor das manhãs.

A flor e a mulher...
Dádivas do mais puro encanto!
Abrem-se ao pólen e ao sêmen
Fecundando amores e sonhos!

Suas vísceras de açucenas
Geram frutos que traduzem
Seus eflúvios nos arrulhos
E encantos de ternura.

A flor e a mulher...
Perfeccionismo de sintonia
Em meio a cantares
E florais de janelas!

Cumprem no rosário da existência,
Cada qual a sua sina,
Perscrutando o amor florescer
Em rastros etéreos de estrelas!


Autoria:  Antenor Rosalino

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QUANDO O SOL SE VAI...

O sol debruça-se no poente...
Abranda-se a luminosidade
Dos seus raios coloridos,
Deixando na Terra, angústia sepulcral,
                             Na qual, cada momento incrusta na     
                             alma,
Sombras de tristeza
No silêncio que atemoriza e domina
Olhares profundos, serenos...

Um vento frio repentino
Entristece o viço das flores
E afugenta o balançar da brisa,
Enquanto o tenebroso invólucro
De sorrateira e impiedosa solidão,
Dissemina lágrimas silenciosas
Como a enunciar o prelúdio
Da ruptura do mundo!

As paisagens são ofuscadas
Pelos lírios derramados
Num dossel flutuante
Sobre sombras que esperam
O abraço da noite
Que se avizinha esplendente,
Vislumbrando esperanças redivivas,
Até a aurora vindoura
De um novo sol de alegrias!


Autoria:  Antenor Rosalino

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LAIVOS DE CRISTAIS



                                   

                      No fim da tarde,
                      Chuva fria, por pegadas,
                      Deixa gotas de cristais nos ramos
                      Que se debruçam em reverência,
                      Abraçando-as docemente!

                      A grama orvalhada reflete
                      Rutilantes cisalhas de prata,
                      Num eflúvio cálido de ternura,
                      Deixando corações enternecidos
                      E olhares maravilhados!

                      Pelas paineiras do vale,
                      A brisa passa leve e confusa
                      Com a voz sonora dos sinos
                      Que, soluçando versos cristãos,
                      Tremem na noite, arrancando melodias
                      Do seio do roseiral!

                      Magnetizam-se as cordas
                      Dos instrumentos da natureza!
                      O alvor silencioso da saudade e do fascínio
                      Descobre segredos, eletrizando miragens
                      Num rio de paz!


      Autoria: Antenor Rosalino e Maria Cristina Bonetti

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terça-feira, 19 de março de 2013

CORAL 'MADRIGAL PARALELLUS'

Acróstico em homenagem ao

CORAL  “ MADRIGAL  PARALELLUS”
de   Araçatuba


Cânticos de vozes uníssonas que elevam as almas,
Onde as tristezas não podem tocá-las
Ressoam no ambiente de enlevo enternecedor:
Alegrias, sabendas, nuances multicores...
Leda magia dos cantos d’amores!

Momentos felizes tuas canções retratam.
A platéia se agita entusiàsticamente:
Delira, alardeia frenéticos aplausos.
Remete às lembranças dos douros e sonhos
Insuflando nos ares o aroma das flores!
Ganha a cidade nessa hora feliz:
As cores sublimes do altar do arco-íris...
Lira suave na noite de luz!

Paira no ar os acordes melódicos,
Acompanhando as vozes sedutoras e belas!
Régia harmonia na sincronia perfeita,
Aventando ternura na platéia que enleia.
Lampejos divinos ostenta a regente em suas áureas mãos!
Eleva-se a ágape...
Louváveis vocais trazem o estro de rouxinóis libertos!
Logo, porém, as cortinas se fecham!
Uníssonas vozes aos poucos se calam.
Silencia a platéia...,  a magia se esvai!


 Autoria:  Antenor Rosalino

ESCREVER



                                     

 
                             Escrever é buscar
Nas profundezas do âmago,
Mosaicos de sonhos que latejam
E faz a alma voejar
Em jardins de encanto,
Entre pétalas veludíneas
E retalhos de poesia!

É vislumbrar-se na serenidade .
De um céu de áureos pensares
E lançar-se em vôos altaneiros,
Ludibriando procelas
Para alcançar a magnitude
De um viver sempre belo!

Na transcendência dessa odisséia,
Renasce a inspiração
Esquecida e postergada,
E fluem os escritos tácitos de magia
E verdades incrustadas
Nos abissos da memória!

Escrever é, sobretudo,
Usufruir da graça divina
De sentir a beleza da vida e sonhos ao léu,
E transcrevê-la num enlevo de ternura
Que nos aproxima dos céus!


Autoria:  Antenor Rosalino

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ALVORADA DE AMOR

                      



Sinto o vislumbre da natureza
Nas paisagens da alvorada,
Clareando os rastilhos
De nossas inesquecíveis pegadas.

Surge o sol nostálgico
Em sua plenitude faceira...
E nossos corações balançam
Em poesia fagueira!
     
Nossas promessas recíprocas
De seguirmos juntos a mesma trilha,
Ornamenta o nosso caminho
Florido com açucenas e sonhos  
diamantinos!

No fascínio dessas horas
Da mais cândida ternura,
Paralisa-se o relógio do tempo
E caem estrelas do céu!

Descansamos o nosso hábito
Em rendilhas de cetim,
Embriagando-nos na pureza
De níveas pétalas de jasmins!

A certeza desse amor eterno
Que dá brilho aos olhos meus,
Trás o plácido encanto da aurora
No brilho dos olhos teus!


Autoria:   Antenor Rosalino

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