quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

MIRÍADE




O manto do anoitecer abraça a terra.
As pessoas alvoroçam-se, pressagiando
a poesia do luar!

As tristezas e ágmas sentidas
dão lugar a devaneios de áureos pensar,
em livre e solto poetizar!

Além do horizonte, a magia celestial
entranha-se no infinito das estrelas,
espelhando cisalhas de prata
caindo dos ares a se espraiar...

No mar, reluzentes reflexos choram
a vã tentativa de submergirem os seus encantos,
para alegrar nas profundezas,
o cirandar de espécies marinhas,
inquietas a borbulharem.

O mar não se agiganta por ondas
revoltantes: é calmo, fitando as estrelas,
pois tudo pára, envolto
no magnetismo estelar!

Não há pranto a correr
para o seu leito aquiescente,
que repousa lânguido no vértice,
até que as lágrimas das nuvens,
num dia qualquer, de repente...
entristeçam as suas vertentes.


Autoria:  Antenor Rosalino


2 comentários:

  1. Meu Tão Amado Poeta Maior: Ao Anoitecer, realmente parece que a Luz Do Sol demorará a Voltar! São horas em que Artistas se deleitam ao produzir Maravilhas, como essa que acabo de ler! És Brilhante! Que Toda Tua Poética Será Como Um Elixir de Calmaria a Abrandar Corações Angustiados! Dá me tua Mão, Venha Atravessar o Nirvana Comigo! Eu Te Amparo. Tu Me Amparas. E Viveremos Nos Mares Poéticos, Eternamente! Beijo com todo meu amor e admiração. Da Sua Sempre, eterna, Lu.

    ResponderExcluir
  2. A noite me fascina, querida Lu, tanto quanto a tua poética invulgar. e neste comentário as tuas palavras esclarecedoras brilham na mesma proporção das cisalhas do luar. Entrego-me feliz ao teu convite irrecusável no afã do nirvana de nossos sonhos poéticos. Com profunda gratidão, retribuo a amabilidade e receba o costumeiro faustoso beijo do teu eterno Antenor.

    ResponderExcluir