quinta-feira, 14 de março de 2013

Os Poetas




Não são tristes, nem alegres.
Choram e riem ao mesmo tempo.
Quem são os estranhos seres?

São enigmas ambulantes.
Fingem sentir em seu imo:
Profunda dor na própria dor,
E sincrônica euforia
Em sua própria alegria.

Maravilhados com as formas
Do ideal e do ilusório,
Seus pensamentos se perdem
Na imensidão dos seus sonhos!

Felizes ou tristonhos,
Fazem da realidade
Um supra-mundo perfeito
Só d’amores...,  sem maldade.

Vêem na natureza a razão
Para transmutar os seus versos
Eloqüentes, vindos d’alma,
Em fervorosa oração.


Autoria:  Antenor Rosalino




2 comentários:

  1. Amado Antenor: Poetas são seres alados, inquietos, inconformados, misteriosos e também até podem ser Sagrados! Segundo Pessoa, "finge a dor que deveras sente". Que teu poema é tocante, sob uma Oração muito edificante! Tu és Poeta Brilhante, que no seio de tua alma reside a mais tênue candura e sensibilidade... Meus efusivos parabéns, à este poema que se perpetuará entre multidões! Deixo-te meu beijo amoroso, da tua eterna fã e apaixonada, sempre, Luiza

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  2. Receber esse elogio de uma poetisa tão renomada, possuidora de estro poético magnânimo como é o seu caso, faz com que eu me sinta extremamente motivado a continuar com minha ousada poética, Luiza. Honrado, retribuo o beijo com amor e gratidão. Seu eterno Antenor.

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