sábado, 16 de março de 2013

ESTRO TRISTE

                             
                                          
             
 
                                            
Flui um suave vento no cone sul.
Ao som do insólito canto dos pássaros,
Meu estro triste se alastra
Iludido na distância
De pensamentos dúbios,
Mas tudo é luz sob o céu azul!

Num átimo inesperado,
Uma impaciente vibração no ar
Trás os últimos raios vermelhos dos sol
Que penetram sorrateiramente
Pelos vãos da minha janela.

Na fragrância das flores violáceas
E do vinho tinto carmim,
Repenso a vida..., medito:
Por que fiz de ti meu refúgio
Se me impacienta a incerteza
Do seu amor tão difuso?

Distancia-se minha esperança:
Já não sei se vivo em mim
Ou se sou um mero espectro
Que transita pela vida
Absorvendo o circunspecto.


Autoria:  Autoria:  Antenor Rosalino


2 comentários:

  1. Que as tua tristeza lírica encanta até a alegria e transmite a verve poética adorável, que lava tuas veias,d a poesia já quase extinta. Meus parabéns Querido Antenor, Luiza

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  2. Receber tão elogiosas palavras de uma poetisa do seu quilate é motivo de extrema alegria e incentivo incomensurável, adorável Luiza. Muito obrigado, querida.

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