segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O silêncio do amor






 
O amor surge na Terra, com essência
de ternura sob diversos aspectos.
É paciente, como o olhar materno,
a acalentar o frágil filho
no seu colo de açucena!

Não  se apega aos laços da fúria
incontida do egoísmo e da dor inútil.
Não é o primeiro, nem o último,
é simplesmente amor...
Espelhando  brandura pelas veredas da vida!

Assim como as flores, que enfeitam
tanto os terrenos íngremes como
as vinhas férteis, o amor floresce
no bem, mas compreende o mal e perdoa,
silentemente, os deslizes mortais.

Reflete os seus aspectos numa palavra amiga,
na doçura de um sorriso apolíneo,
no silêncio enternecedor dos corações,
onde as mais belas palavras são ditas
pela diadema luz de um olhar!

Como um mimo frouxel de ninho,
é leda espera constante e não perece,
nem mesmo na amplidão da madrugada triste,
quando deixa de ser espera
para se tornar saudade!...


                                Autoria: Antenor Rosalino

                                Imagem da Internet

2 comentários:

  1. Bom tarde querido e caro amigo Antenor... Ah que rico espaço! Tua alma é fonte inesgotável de beleza e sensibilidade... Amei encontrá-lo, obrigada por tão honrosa visita. Tenho muito carinho por ti. Um beijo, Lu.

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    1. Sinto-me lisonjeado com suas palavras, Lucy, principalmente por ser você possuidora de predicados e poesia de raríssima beleza lírica. É recíproco o carinho que tenho por ti. Beijão e obrigado, amiga.

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