sábado, 17 de dezembro de 2016

EU E A LUA

                                                    

                                                                  
                                          


A tarde grafita a luz vespertina
Sob transparente sombra
De rendas e cetins
Em perfeita glória escarlate!

Afugento-me do assobio do vento
Em busca de um oásis
De noites estreladas
Revestindo sonhos pela madrugada.

Uma fina penumbra triste
Esboçando rostos queridos
Chega, porém, mansamente navegando,
Na minha saudade doída.

Revisto-me, então, de esperança
Em meu silêncio transfigurado,
Repleto de eldorados sonhos,
Sob o encanto lunar que invade a noite.

O plenilúnio abraça a Terra
E acolhe os sorrisos reluzentes!...
No cinza dos concretos da cidade grande
Sigo minha sina, à deriva:
                                  eu e a lua, somente!





Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da internet



3 comentários:

  1. Amado Antenor : Imagine se à noite a Lua se apagasse! Tudo que queremos quando Amamos, é Dar A Lua Ao Ser Amado! Quase Dia e ainda a Lua poderá brilhar nos Lagos! "Vespertino Vento" "Triste Esperança" "Tua sina", jamais ficará à deriva! Todo Poeta traz em si Sua Própria Lua, por isso, dias brilha intensamente, outros dias, pensa que a Lua Tão Somente Men - Te !!! Magníficos versos, Amado! Parabéns efusivos, de coração! Sua eterna Lu

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  2. Indubitavelmente sim, querida Luiza. Quem ama tem esse desejo de ofertar a lua ao ser amado. E é muito acertado o seu pensar no que tange à lua própria que cada poeta traz em si. Obrigado sempre, do seu eterno Antenor.

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