quinta-feira, 28 de julho de 2016

Em busca da lira



                             

As castanitas cintilantes
Nas dunas desertas e tristes
São taças de sol poente
Evocando meu versejar
Perdido em sonhos e elipses!

Antes de a noite chegar
Os meus olhos lacrimejam
Na busca da lira que alucina
E que antes em tudo se fazia
E hoje nada mais fascina.

Voejando em meus pensares
Abro rotas em veredas de euforia
Mas sempre volto tristonho
Despojado de alegrias
Ao meu jardim de abandono.

Assim como o sol resplandece
No alvor de um novo dia
Baila em meus olhos a espera
De sorver-me em sintonia
Com a luz mais bela do dia.



Autoria: Antenor Rosalino

Imagem da internet




2 comentários:

  1. Meu Amado Antenor: A Lira, já nos remete ao Grande Escritor Álvares de Azevedo! Lá temos a personagem de Cervantes, que norteia todo o livro "Dom Quixote" Que o Fascínio volte a permear Tua Vida, como permeias a Minha! E toda graça consiste, quando cá venho, e resplandece Tua Poesia, que é Luz aos Meus Olhos, Vida que se refaz em Meu Coração! Deixo-te aqui na Prefação da Nossa Paixão! Sob um beijo enorme da Minha Mais Profunda Admiração e Amor, que lhe tenho! Da sua eterna Luiza

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  2. Adorável Luiza, o simples fato de ser agraciado com o seu comentário que tanto me comove, já é motivo inconteste para vislumbrar um mundo de alegria, amor e paz. O sentimento que nos une me faz ver que a vida vale a pena, mesmo em face de inevitáveis intempéries e situações adversas. Sob o céu primaveril, beija-te amoravelmente e com eterna gratidão o seu eterno Antenor.

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