terça-feira, 11 de abril de 2017

TACITURNO





As saudades incrustadas
Nos pergaminhos da memória
Deixaram laivos em mim
Sobrepujando as angusturas
Que, pranteado, as percorri.

Hoje, os meus cabelos brancos
Ostentam experiências tácitas
Das auguras vivenciadas
Nas dores que se foram
E das muitas que ficaram.

O clamor do meu profundo âmago
Trazendo tão sentir nostálgico
Faz de mim um ser cenobial
Vagante a sós, taciturno,
Num mundo que hiberna, aspectual!

A dor latente tem perfis nostálgicos.
No pranto silencioso
Dos meus olhos entreabertos
Que já não possuem lágrimas
Pois há tempos são desertos.



Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da internet










6 comentários:

  1. Encantada com esse poema que traduz um peito solitário, uma nostalgia vibrante e um coração que pulsa agarrado à solidão, porém não deixa de amar. Parabéns amigo pela bela construção poética, beijos afetuosos!

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    1. É sempre motivo de muita satisfação receber a generosidade de seus comentários, amiga. Muito obrigado e um beijo terno.

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  2. Um poema singelo gracioso expressando uma profunda nostalgia, maravilha é o poeta transformar a dor em magníficos versos como esses que agora leio. Obrigada por proporcionar tão bela leitura.
    Abraço caro e querido amigo.

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    1. A tua percepção ao contexto muito me emociona, amiga. Muito obrigado pela gentil apreciação e um abraço com o carinho de sempre.

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  3. Parabéns pelo seu dia meu caro amigo.
    Desejo mil Felicidades, saúde, paz e tudo de bom.

    Fraterno abraço!
    Diná

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    1. Meus sinceros agradecimentos, adorável Diná, e um grande e fraterno abraço.

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