terça-feira, 13 de agosto de 2013

REALENGO DE LÁGRIMAS




                      



O sanguinário ensandecido,
Dera vazão ao seu lastro hediondo,
Descarregando sua fúria incontida
Contra a inocência de sorrisos apolíneos!

A mais cândida pureza e alegria
Refletida nos olhares dos jovens estudantes,
Transmudara-se em fisionomias sombrias,
Aterrorizadas pela dor estonteante!

Em momentos de tortura inimagináveis,
O país registra extaticamente,
O massacre no Realengo...

E até o sol perde o brilho,
Na atmosfera fria, fosca e triste,
De corações esmaecidos pela clausura insólita
Que transforma a acolhedora escola,
- num átimo inusitado -,
Em gólgota de sangue
Perdida num vale de lágrimas!


Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da internet


Nenhum comentário:

Postar um comentário