domingo, 3 de março de 2013

A UTILIDADE DAS MÃOS

  

                                         
     É inenarrável a utilidade das nossas mãos, tão necessárias para os nossos propósitos de doar e receber amor, para o trabalho de cada dia e para os atos mais sublimes de solidariedade humana.
  As mãos estendidas retratam uma imagem de indizível encanto e ternura, simbolizando apoio, consolo e amparo.
  São incontáveis os poderes das mãos, com as quais, abraçamos os nossos semelhantes, acenamos nas despedidas com os nossos corações esmaecendo-se em saudades...
  As mãos súplices em prece suavemente abençoam e são abençoadas pelo Criador. Existem pessoas que, admiravelmente, transmitem energia com o simples toque de suas mãos, num ato de caridade e amor perfeito em momentos de sofrimentos e desesperanças.
  Para as pessoas despojadas de sentimentos altruísticos, as mãos, lamentavelmente, são ameaças: ferem, manuseiam armas mortíferas e disseminam maldição, agindo contrariamente às leis naturais para as quais foram criadas. Entretanto, ao ponto de vista normal, e para regozijo de todos os povos do mundo, as mãos podem muito mais do que isso: além de trazer amparo e exteriorizar o amor, constroem a paz social, edificando sempre, em manuseios abençoados de pesquisas científicas, fabricação de vacinas para a imunização das mais variadas doenças, medicando enfermos, contribuindo decisivamente para a construção de casas, edifícios, templos apolíneos, escolas, hospitais, etc..
   Com as mãos, pilotamos aviões, dirigimos carros, varremos ruas, tocamos instrumentos musicais, pintamos telas, esculpimos, e, sobretudo, além de tudo, escrevemos, delineamos em versos ou em prosa os sentimentos que os nossos corações evocam no afã de deixarmos para as gerações vindouras, a certeza de que nada é mais importante do que fazermos no presente, algo que fique imortalizado na incerteza da posteridade.


  Autoria:  Antenor Rosalino

                                   

sábado, 2 de março de 2013

SONHOS FRAGMENTADOS

         

                                    

            Na madrugada alucinante e festiva,
            A alegria reinante nos olhos vívidos
            Dos jovens estudantes
            Traz fulgores de encantamento
            Entre matizes de raro esplendor!

            Prenunciam-se assim os sonhos dourados
            Da noite inesquecível na casa noturna
            Da aconchegante cidade de Santa Maria.

            Sob o delírio frenético dos aplausos e alaridos,
            Inicia-se o show, com o glamour
            Que arrebata os corações em delírios embriagadores!

            De repente, uma fagulha apenas, irradia,
            Em frações de segundo, inusitadas labaredas
            Fragmentando agonias!

            Um gás tóxico, aterrorizante e mortal se expande
            Em negras névoas difusas...
            A clausura acontece insólita,
            E os alaridos de alegria transmutam-se
            Em gritos de dor!

            Vidas se acabam entre penumbras funestas!
            Os sonhos desvanecem maculados
            E, em máculas uníssonas no raiar do dia,
            Esmaece em pranto o coração do país. 


           Autoria:  Antenor Rosalino             

Amor Materno

                           


                                             
Não há nada comparável
Entre amores sempiternos,
A essa afeição indelével
Do infinito amor materno.

Carregando o frágil filho
Em seu colo de veludez,
Não há mácula: só encanto
Nessa terna languidez!

A sua presença ornamenta
Os douros palaciais;
Com a mesma dimensão consola
Os casebres em seus ais!

Sua sapiência infinda
Ensina-nos o bem viver...
Seu amor despretensioso
É luz no anoitecer!

Oh, minha mãe querida!
Já não a tenho comigo,
Mas minha prece eterniza
O amor que lhe dedico.

Em meus sonhos mais queridos,
Oferto-lhe as mais belas flores!
Fecho as pálpebras num sorriso,
Dando-lhe beijos na fronte...


                            
           Autoria:  Antenor Rosalino


           (Este poema serviu como epígrafe
           de monografia de uma formanda no
           Curso de Psicologia da Universidade
           Federal de Campo Grande/MS em 2007)

PENSAMENTOS



Em apenas um segundo podemos transformar nossas vidas.
E cada momento é mais profundamente vivido por quem tem
essa consciência do que por um ignorante por toda a sua vida.



            Em certas ocasiões, o ser humano age de forma
            tão vil e pesada, que acaba se tornando
            mais pesado do que humano.



             O amor predestinado à eternidade sempre enfrenta vendavais,
              mas não se perde na corrente sombria das adversidades.



               A vida segue de forma ininterrupta,
               construindo alegrias e tristezas piramidais.
               Portanto, estamos sujeitos a estas transmudações,
               pois fazemos parte do seu domínio. 



               Não sou a favor de se pagar o mal com o bem.
               O bem deve ser pago com o bem e o mal com a justiça.




Autoria:  Antenor Rosalino



NOITE DE LUZ



                                                       

                             Na face da noite clara
Um meteoro cadente
Enfeita a noite de luz!

Flores noturnas balançam
Afloram mimos formosos
Em doces canções de ninar!

Imagens régias da vida
Vislumbram em raro esplendor
Corações a palpitar...

O luar afaga a noite
Enquanto luzes festivas
Insurgem em ledas matizes!

Um sol eclipsado
Vaga à deriva no espaço
Abraçando a madrugada!

E os povos unificados,
Recebem bênçãos divinas
Na leda íris do prado.


Autoria:  Antenor Rosalino



LUZ



        


          Oh! Anjo de luz,
Na cândida alquimia dos seus mistérios,
Lampejos do teu esplendor
Floresce nas campinas!

Tudo silencia traduzindo poesia
Quando o apolíneo brilho
Da sua cândida magia
Saúda a brisa festiva!

No delírio dos meus sonhos
Descortina-se em doce prisma,
O pulsar ritmado em novo alento,
Destas horas tranqüilas, serenas...

Um bálsamo embriagador se apodera.
Envolve os corpos inermes...
Canções de ninar vêm agora
Em arco-íris que acena
E cândidas almas embalam!

As estrelas emolduram
O encantamento do prado
Rutilando em camarinhas
O encanto destas horas!

Ressoa então no poente,
Na cidade, no sertão
E em campos férteis e áridos,
O doce insuflar das harpas
Na lira dos campanários!


Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da Internet






                       













    



BRINCADEIRA DE RODA CREPUSCULAR



                                           

           Dissipando-se lembranças tristonhas de cinéreas nuvens,
            majestosas árvores se revelarão
            florídeas e perfumadas inspirando amores!
            Darão sombras às almas sensíveis
            que se revestirão de esperanças,
            murmurando versos de amor...
            E a terra se cobrirá de sol!

            Ternuras de fim de tarde,
            num arrebol tecido de esplendor!
            Coisas do coração!...

            Descobertas apocalípticas, as quais,
            deixam na alma da gente,
            a saudade de amores fragmentados,
            como o sol morrendo num poente de ilusão!
            E a terra se cobrirá de luar!

            Sob a luz de estrelas rútilas a bailar,
            virá a brisa da noite
            em fulgores de encantamento
            - dançando por entre as flores –,
            numa brincadeira de roda
            no doce prelúdio estelar!
                                              
            E neste eldorado de encantados sonhos,
            um realengo de esperanças que seduz,
            insurgirá na ágape dos corações...
            E a Terra se cobrirá de luz!
                                  
                                            
      Autoria: Antenor Rosalino e Maria Cristina Bonetti