sexta-feira, 8 de maio de 2026

PERFÍDIAS


  


Não posso calar-me ou suprimir

Um ato de neurastenia, ao constatar 

Nas multidões pusilânimes,

O coro dos injustiçados,

Os suspiros de elegia

Ante as faltas de justiça

E de julgamentos equânimes.

 

São profundos sentimentos 

De prostração e melancolia

Ao atestar-se as barbáries

Crescentes a cada dia,

 

Advindas dos privilegiados,

Abastados de hipocrisias,

Ou daqueles cujas vidas 

Retratam apenas perfídias.

 

Proliferam-se os atos corruptos...

As instituições se enfraquecem,

Enquanto o respeito humano

Pouco a pouco desvanece.

 

 O vandalismo atuante

 Das facções de sandice

 Anulam os poucos espaços

 Da beleza urbana restante,

 Enquanto os donos das guerras

 Aumentam suas girices.

 

 

                      Antenor Rosalino