domingo, 27 de setembro de 2026

FASCÍNIO

 

                  

     Na quietude serena da casa,

     O pequeno quintal me acolhe

                             Enquanto a mente divaga

                            Formatando versos afáveis.

 

     O vento guia os meus sonhos

     E no colapsar de um suspiro

     A poesia suaviza as horas

     No fluir de belo dia.

 

     Vejo agora ao meu redor

     A chegada de um colibri

     Em silenciosa acrobacia

     Junto às flores coloridas.

 

     De repente o colibri na magia

     Do aromático circunspecto

     Beija uma flor ternamente

     Desfrutando do seu néctar.

 

     Um vento glacial, no entanto,

     Conduz o pássaro a outros céus

     E a florzinha fica triste,

     Em abandono ao léu.

                                  

     Deixo também os meus sonhos

     Sob nuvens de alfenim

     Com meu pensamento a mostrar-me           

     O quanto me esqueço de mim.

 

                                    Antenor Rosalino

 

Um comentário:

  1. Uma visita mágica e encantadora que tão bem te inspirou a poetar!
    Lindo dia e ótima semana, abraços, chica

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