Não posso calar-me ou suprimir
Um ato de
neurastenia, ao constatar
Nas multidões
pusilânimes,
O coro dos
injustiçados,
Os suspiros de
elegia
Ante as faltas de
justiça
E de julgamentos
equânimes.
São profundos
sentimentos
De prostração e melancolia
Ao atestar-se as
barbáries
Crescentes a cada
dia,
Advindas dos
privilegiados,
Abastados de
hipocrisias,
Ou daqueles cujas
vidas
Retratam apenas
perfídias.
Proliferam-se os
atos corruptos...
As instituições se
enfraquecem,
Enquanto o respeito
humano
Pouco a pouco
desvanece.
O vandalismo
atuante
Das facções
de sandice
Anulam os
poucos espaços
Da beleza
urbana restante,
Enquanto os
donos das guerras
Aumentam suas
girices.
Antenor
Rosalino
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