quarta-feira, 25 de maio de 2016

HORA DE ADEUS


                                   
            
Quando é hora de adeus,
Paira no ar gélida tristeza
E vamos, pouco a pouco, nos afastando
De tudo aquilo que ontem era quimera
E, hoje, somente prantos se aglomeram.

Já não colhemos brisas
No frescor das manhãs!
As tardes serenas e arrebóis flamejantes
Dão lugar a visões taciturnas
À espera da noite que não mais fascina.

Os olhares lacrimejam
Na visão de horizontes infindos
Onde tudo se faz abissal tormento
E as estrelas não mais reluzem
Em faiscantes mimos!

E ao fim de nossa gélida materialidade
As amarguras rastejam
Entre lágrimas ensandecidas
E embarcamos, enfim,
No trem sem volta da vida.



Autoria:  Antenor Rosalino

Imagem da internet





6 comentários:

  1. Boa tarde, Antenor.
    Lindos versos! E dizemos adeus tantas vezes ao longo de uma vida...

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    1. Boa tarde, Ana.
      O adeus, sem dúvida, está sempre a nos permear, muitas vezes, com tamanha profundidade que o tempo não faz esquecer. Mas como é inevitável, resta-nos manter a serenidade. Muito obrigado pelo incentivo, querida amiga.

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  2. Por vezes ... fica a saudade!
    Saudações poéticas!

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    1. Sim, caro Vieira. Eu diria que não são raras as vezes. Obrigado por comentar e saudações, amigo.

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  3. Amado Antenor: Iceberg de tristeza numa hora que jamais será de Adeus...Vamos sempre nos reaproximando. Esse trem é apenas uma tenra viagem. Onde nos abraçaremos por toda eternidade. Meu beijo Amoroso. Da sua eterna Lu.

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    1. Minha doce e querida Lu, agradeço-lhe penhoradamente pelo comentário tão reflexivo e carregado de esperanças. É muito acertado o seu pensar: os momentos tristes não significam a ruptura para a viagem de nossas almas rumo à eternidade. Receba o costumeiro faustoso beijo do seu eterno Antenor.

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