domingo, 2 de março de 2014

O ADORMERCER DA POESIA


                                            
                                 
        

           A poesia adormece lânguida na alma do poeta.
Mas isso o faz insone no transcorrer das breves horas
Em que a nostalgia se avulta e acarreta
O eflúvio dos versos em sonolência mórbida.

A exaustão presente nas noites e dias,
As tentativas das buscas e a inquietação latente
Traz no silêncio a inspiração, às vezes, fugidia.
E há vazios que o permeiam como estrelas cadentes.

Centelhas hipnóticas da clara luz do plenilúnio
Misturando-se com soturnos hiatos obscuros
Levam-me a perguntar por que se esconde o que o sentir traduz.

Estariam os versos aprisionados em pesadelos e infortúnios?
Ou estaria a sensibilidade esperando o momento rútilo
Para cristalizar-me na poesia da natureza que reluz diamantina?



Autoria:   Antenor Rosalino

Imagem da internet













2 comentários:

  1. Boa noite meu amigo querido.

    Nossa, que lindo isso!
    E que a poesia faça brilhar muito a joia dos dias...
    Um beijo imenso em teu coração, fica bem, lu.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bom dia, Lucy Mara. é sempre motivo de alegria para mim receber a sua presença amiga. As suas palavras elogiosas muito me envaidecem, inclusive, pelo fato da sua poeticidade ser das mais admiráveis. Muito obrigado, querida amiga. Beijo e boa semana.

      Excluir