quarta-feira, 2 de maio de 2018

A BORBOLETA


  Dueto com a amada e exímia 
poetisa Luiza De Marillac Michel


                                                    




Detendo os meus passos,
Absorvo o teu voejar...
Derramo os meus sentimentos
E, em teu encanto, me ponho a sonhar!

Paraliso-me ao encontrar-te
No fascínio dos jardins,
Tocando as pétalas veludíneas
Que faíscam sobre mim!

Quisera segurar-te num raio de sol
Ou nas pedrinhas de praia,
Mas tua alma peregrina,
Voeja, na mais bela sinfonia!

Bordarei os teus caminhos
Fazendo silhuetas de ti
E dar-te-ei o meu tempo
Entre cântaros de jasmins!

Segue o teu voo acrobático e terno,
Ruflando as asas violáceas,
Deslumbrante sob o teu céu liberto,
Misteriosa borboleta bela!

Mas venha pousar sempre terna,
Sob a égide do meu domínio
Ao som dos campanários
No crepúsculo vespertino


                                            Antenor Rosalino




Quero as palavras em asas de borboletas
A fim de que floresçam ousadas
Para fora dos pensamentos.
Sem fronteiras,
Sem limites e nem fim...

Entre sorrisos escancarados
E lágrimas choradas nas pontas dos dedos.
Quero as palavras como pétalas
Que se soltam
Em voo livre sem pára-quedas

E caem versos ou prosas
Sobre a aridez dos olhares sedentos.
Palavras são emoções em movimentos...
Deslizam fugazes como um sopro
Ou tempestivas como um ativo vulcão.

São traços, riscos,
Esboços de vidas
Revelando a concretude dos fragmentos,
Expostos na imensidão das letras!
Palavras alinhadas, cruzadas

Cada qual com seu estilo.
Palavras imortais e infinitas
Nos versos do silêncio que não se cala
É aconchego de muitos sonhos
A fonte...

... A ponte
Entre o real e o imaginário
Dois princípios
Juntos a esse porto de abrigo
Quero palavras...
Que respiram.


            Luiza De Marillac Michel


4 comentários:

  1. Meu Adorável Antenor: Que nossas palavras floresçam assim ousadas e também incontidas. Sem fronteiras, sem limites e infindáveis. Que nossos versos estejam livres, revestido do nosso amor. Olhares carinhosos, deslizam como sopros, que ativam os vulcões de nossos corações sedentos! Traços, que revelam o esboço de nossas vidas amadas! A fonte de tua lira poética , abriga esse porto de palavras douradas. Alinhando candidamente, nossas vidas. Guarde-me em seu coração, sob seu olhar castanho enternecido... Beijo bem amoroso, Querido! Parabéns, de coração ... Abrace-me fortemente. Serei sua eterna diva Luiza

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Adorável Luiza, os ventos brandos são pétalas poéticas a regar nossos corações que pulsam uníssonos numa liberdade análoga à das borboletas em acrobáticas magias no fascínio dos jardins. Nossas almas se abraçam na elaboração de mais esse dueto em que sua lira se confunde com a poesia maior da natureza e me sinto lisonjeado e feliz com sua parceria e tão envolvente amabilidade. Com sentimento recíproco receba os parabéns e o costumeiro fausto beijo do seu eterno Antenor.

      Excluir
  2. Duas obras de artes, lindas, esplendorosas como o voejar das borboletas.
    Beijos aos dois poetas!

    ResponderExcluir
  3. Agradecemos seu comentário, Lucia Silva. Tenha uma boa noite. Abraços da Luiza e do Antenor.

    ResponderExcluir